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11 agosto 2011

O papel do Conservador/restaurador na sociedade

    O profissional que trabalha com a conservação e restauração de bens culturais pode realizar processos muitas vezes irreversíveis, como é o caso da retirada de retoques não originais em pinturas, que seriam posteriores as pinceladas feitas originalmente pelo próprio artista que a executou. O conservador/restaurador pode trabalhar com obras sobre papel, tela, madeira, metais, materiais pétreos e cerâmicos, dentro de um grande número de possibilidades, no que diz respeito a técnicas, processos e materiais, não limitando a sua atuação somente sobre obras de arte, mas também se voltando para bens arqueológicos, livros e documentos, e outros tipos de bens culturais.
     Para a realização da atividade de conservação e restauração, pode-se afirmar que é preciso conhecer de forma ampla as obras de arte e demais tipos de bens patrimoniais, na integridade do seu valor cultural. Cabe ao conservador/restaurador (re)conhecer as características físicas de uma determinado bem cultural, desde a sua tecnologia de construção, aos materiais e técnicas que o constituem, além do próprio estado do conservação da peça e de suas possíveis causas de deterioração. Somente de posse desses dados é que o conservador/restaurador se vê possibilitado para determinar um tratamento de conservação, ou mesmo de restauração.
    A formação do conservador/restaurador deve ser suficientemente ampla, a ponto de torná-lo apto para avaliar uma peça a ser trabalhada, em suas diferentes especificidades ou aspectos,tais como suas dimensões: material, técnica, formal, estilística e iconográfica. O conservador/restaurador deve avaliar o estado de conservação de uma peça e reconhecer as causas da sua deterioração, para que no momento em que tem a autonomia para estabelecer os critérios de uma intervenção de restauro, por exemplo, possa utilizar um conhecimento teórico-prático coerente com o exercício destes procedimentos.
    É recorrente o conservador/restaurador partir de seus conhecimentos específicos, em direção as questões da História da Arte, da Biologia, da Química, da Física, e de outras áreas do conhecimento. Dada a complexidade em que muitas vezes se depara um profissional da área da conservação, por conta de casos graves de falta de conservação de determinado bem cultural, pode ser necessário avaliar aprofundadamente uma peça, utilizando exames laboratoriais, ou realizando uma análise estilística, chegando mesmo a casos em que é necessária uma equipe com profissionais de diferentes áreas para efetuação de um trabalho verdadeiramente interdisciplinar.

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