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03 dezembro 2010

Conservação de obras de arte

* Mantenha a obra longe de toda fonte de calor, como lâmpadas, velas, lareira, etc.

* Evite iluminação direta ou demasiadamente intensa do sol ou de luz artificial, pois ambas podem provocar descolorações dos pigmentos e envelhecimento acelerado do papel e demais materiais orgânicos, como vernizes, colas, etc.que se tornam amarelados e quebradiços.

* Evite umidade direta ou indireta, que provocam dilatação dos suportes com aumento considerável de peso e enfraquecimento da camada de pintura, podendo causar, também, o aparecimento de insetos e outros agentes biológicos.
A presença de fungos pode ser constatada pelo aparecimento de manchas e os insetos pelos excrementos, que têm o aspecto de pó ou de serragem.Se perceber esses sinais, comunique-se imediatamente comigo.

* Evite o contato de obras tratadas com peças atacadas por insetos ou fungos, particularmente se elas não puderem ter manutenção periódica.

* Evite mudanças bruscas de umidade e temperatura.
Tenha cuidado especial por ocasião de mudança de uma cidade para outra.

* Nunca use fita adesiva em obras sobre papel e evite o contato direto dessas obras com papelão, madeira ou eucatex, para evitar o aparecimento de manchas irreversíveis.

* Embale cuidadosamente as obras que deverão ser transportadas (utilize papel de seda, espuma de nylon ou plástico bolha) evitando assim, que elas sofram com vibrações, golpes, etc.

* Evite acúmulo de pó na superfície das obras de arte.
Utilize, para limpeza, uma trincha macia, chamada juba, encontrada nas copiadoras.
Jamais utilize pano úmido para esta finalidade.

* Evite "restaurações" do tipo doméstico, que podem causar sérios danos.
As intervenções em obras de arte devem ser realizadas por técnico especializado.

* Evite o manuseio das peças e, quando necessário, faça-o cuidadosamente e com as mãos limpas.

Estes cuidados referem-se às obras feitas sobre papel, porcelana, tela e madeira.


Danos à pintura

A deterioração de um quadro pode ter agentes naturais ou acidentais. Os naturais são a claridade, natural e artificial; a incidência do sol e da poeira; a umidade, que pode estar na parede ou no ambiente; a maresia, com a deposição de salitre na tela; o calor, natural ou artificial; a ação de fungos e insetos, como cupim, broca, traças e moscas.

Dentre os acidentais, destacamos as quedas, paredes úmidas por vazamento, impactos sobre a tela, contato com produto químico e alternação de umidade e calor causada por ar condicionado, que provoca a contração e a expansão da tela.

Tudo isso vai, lenta e inevitavelmente, destruindo os nossos quadros. Portanto, cabe tomarmos algumas medidas preventivas, dentro do conceito de que mais vale prevenir do que remediar.


Cuidados com a restauração

Há alguns preceitos básicos que, se observados, ajudarão bastante na preservação das obras de arte que você possui:

Primeiro: só confie seus quadros a restauradores de ilibada reputação profissional. Nunca peça ao pintor que restaure a própria tela.
Enquanto aquele se restringe a recompor a pintura com total fidelidade à emoção do artista-pintor no momento de pintar, este, com a autoridade de criador, inconscientemente, sempre acaba mexendo mais do que deve na tela, atualizando-a a ponto de resultar em um novo quadro, de vez que ele está em um outro momento emocional.

A restauração tem dois fundamentos básicos: a reversibilidade do trabalho do restaurador na obra de arte, e a não-interferência na criação do artista. O restaurador jamais poderá ser considerado um co-autor da obra.
A pintura é a emoção do momento do artista e a restauração objetiva resguardar este momento.


A limpeza periódica

Segundo: promova, de quatro em quatro meses e, de preferência, pessoalmente ou sob seus olhos, uma limpeza superficial nos quadros. Remova apenas a poeira da superfície pintada com um espanador especial de plumas, de sorte que não cause nenhum atrito na pintura, com movimentos leves de cima para baixo.

No que concerne à moldura e ao verso do suporte, depois de tirar a poeira com um outro tipo de espanador, passe uma flanela limpa e seca. Nunca use aspirador de pó.
Não passe nenhum tipo de líquido na tela ou na moldura, porque não dá para avaliar qual será a reação do material ao produto.

Lembre-se de que até a água é um agente causador de danos e que é na madeira úmida que os fungos, a broca e o indesejável cupim proliferam mais rápido. Só profissionais competentes sabem dosar quantidades e aplicar produtos com absoluta segurança.

Terceiro: não espere o quadro literalmente se esfacelar para só então cuidar dele. Mais vale prevenir, do que remediar.

Consulte um restaurador a cada cinco anos, para avaliar a necessidade de se promover uma higienização na tela, a remoção de resíduos e a aplicação de nova camada de verniz.
Pondere, também, se é hora de trocar ou reformar a moldura.

Rethalhado do site: http://www.fazfacil.com.br/

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