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29 junho 2011

Viver, lembrar, esquecer

   A questão do esquecimento nas sociedades atuais será o tema central do 5º Seminário Internacional em Memória e Patrimônio, organizado pela UFPel. Que este ano será realizado de 5 a 7 de outubro.
   O Esquecimento vem sendo estudado no século XX em relação com o genocídio judaico. As revelações sobre o Holocausto mostraram à humanidade um “dever de lembrar”, especialmente quando há crimes considerados imprescritíveis, ou seja, cujo julgamento nunca deveria ser arquivado.
  Mesmo quando as recordações chegam à consciência com agrado, é possível que o esquecimento tenha também sua função mental. Os vazios da memória são na verdade defesas que ajudam a tirar do pensamento aqueles momentos que não foram aceitos ou compreendidos.
  Portanto, a pessoa não lembra o que aconteceu e não consegue desenvolver-se na vida e construir um futuro. Trata-se de um tema a ser integrado com a psicologia e os estudos sobre a dor e a felicidade.
  Na foto maior, reproduzida do Quiosque Nelson Nobre, o Laranjal nos anos 50. Hoje, vemos carros bem diferentes, pavimento, calçadão novo, mais artifícios. A areia será a mesma? E as palmeiras? Algumas pessoas podem ainda estar vivas; talvez várias já faleceram. Terão sido esquecidas?
  Alguns dos painéis temáticos do V SIMP e seus coordenadores:
  • Literatura, memória e trauma - Aulus Martins
  • Fotografia e Esquecimento ou a “imagem sem imaginação” - Francisca Michelon
  • Lembrar, esquecer, narrar - Carla Gastaud
  • A conservação e restauração do patrimônio cultural como resgate da memória - Andréa Bachettini
  • Museus e acessibilidade: ser visto para não ser esquecido - Francisca Michelon e Nóris Pacheco Leal
  • Memória e esquecimento: por entre traços, rastros, cicatrizes e sombras - Denise Busoletti
  • Arte e memória: visualidade entre-silêncios - Ursula Rosa da Silva 
Rethalhado do blog: http://pelotascultural.blogspot.com/

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