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11 maio 2011

Sobre a carta patrimonial de Brasília - Julho 2010

     
 

Em 25 de julho de 2010, ocorreu a 34° sessão do comitê do patrimônio mundial em Brasília e em paralelo com este evento foi realizado o 1° fórum juvenil do patrimônio mundial. Com 46 jovens entre 18 e 24 anos de diferentes países, traziam consigo diversas realidades e um interesse em comum: O patrimônio.
     Com o intuíto de preservar o patrimônio atual e o que está se perdendo, através desse documento esses jovens mostraram seus interesses em salvaguardá-los. Com a finalidade de conseguir um espaço de ação e reflexão dos temas voltados ao patrimônio cultural e natural, fomentando as políticas de salvaguarda do patrimônio para que as discussões sejam permanentes e com amplo alcance e que se construa uma rede regional de educação patrimonial e de promoção do patrimônio cultural.
     Esse encontro objetivou oportunizar aos jovens um processo de desenvolvimento das habilidades e capacidades e que lhes permitissem identificar e realizar suas responsabilidades, sejam elas individuais ou coletivas na preservação e valorização do patrimonio cultural como um todo.
     Ainda podemos perceber uma idéia de que o indivíduo é o sujeito principal para valorização do patrimônio, este como formador de identidade, com participação ativa, desenvolvido junto a comunidade, também apoia um turismo responsável de caráter educativo, afim de divulgar e propagar a educação patrimonial e a inclusão social, visto que são os fatores que mais acrescentam para a preservação, visa a elaboração de um trabalho onde a comunidade deve se ver refletida, colocada como parte do contexto histórico, para que assim possa valorizá-lo .
     As propostas da carta no entanto refletem a modernidade, a adequação de leis patrimoniais a fatores atuais e a situação que se julga necessário no momento, como a participação ativa dos jovens no comitê do patrimônio mundial da UNESCO; a educação patrimonial nas escolas, desde o nível básico, agregando valores sociais e educativos que serão refletidos no futuro; respeito ao patrimônio, como seu acesso e usufruto; inclusão social, o patrimônio visto como de todos; a identificação e registro de todo tipo de patrimônio material e imaterial, para que não se perca nada que possa ser explicação e estudo a formação de identidade; a comunidade participando da gestão do bem, tornando-se assim mais próxima desse valor; para que um patrimônio seja considerado da humanidade para a UNESCO , exija-se uma educação patrimonial e inclusão social do mesmo; fortalecimento da rede juvenil, mediante ao apoio da UNESCO com ações efetivas.
     Esse jovens ratificaram alguns pontos essenciais com suas considerações e através disso reinvindicaram suas idéias e objetivos e ainda por fim firmaram um compromisso com a sociedade de cuidar e divulgar nosso patrimônio, também chamando a responsabilidade das autoridades no assunto.


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