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23 março 2011

Porto Alegre – Viva o Centro a Pé percorre tesouros da Arte Cemiterial



       No dia em que Porto Alegre completa 239 anos, sábado, 26, a caminhada orientada Viva o Centro a Pé vai percorrer a Arte Cemiterial da cidade, um verdadeiro museu a céu aberto, com roteiro pelos cemitérios da Santa Casa e Evangélico.
       Com saída às 10h do totem do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro em frente a Praça Daltro Filho, no encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano, o passeio será orientado pela pesquisadora da Arte Funerária, professora Luiza Fabiana Neitzke de Carvalho, Mestre em Artes Visuais pelo IA/UFRGS, Especialista em Patrimônio Cultural pelo IAD/UFPel,  membro fundador da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC) e integrante da Association of Gravestone Studies (Massachusetts – USA).
Inscrições - As inscrições devem ser feitas pelo e-mail vivaocentroape@gmail.com. Para participar, basta doar alimentos não perecíveis, que serão encaminhados a instituições do Município. Outra opção é a doação de ração para cães e gatos, que será distribuída por meio do Programa de Bem-estar Animal da Prefeitura. Existem caixas para o recolhimento no ponto de saída das caminhadas. Outras informações pelo telefone 3333-1873 ou pelo site www.portoalegre.rs.gov.br/vivaocentro. As vagas são limitadas.
Os cemitérios de Porto Alegre reúnem mais de 300 obras ornamentando capelas, mausoléus, jazigos, monumentos e túmulos, produzidas em especial entre 1900/1940. Nesses locais são encontradas obras de grandes artistas europeus ou artesãos locais. Elas relatam histórias e adornam a eternidade de personalidades, algumas conhecidas, outras anônimas. As figuras ornamentais simbolizam a Fé, a Esperança, a Caridade, a Justiça Divina, o Juízo Final, a Ressurreição, e os sentimentos humanos diante da morte.
Roteiro – No cemitério da Santa Casa, destaque para o jazigo de Júlio de Castilhos, importante líder político do início do século XX. Nele, a pátria é simbolizada por uma figura feminina que carrega a bandeira nacional. É decorado com o lema positivista: “Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos”, uma aula de como os positivistas encaravam a morte e a vida política. No jazigo de Pinheiro Machado, outro líder político gaúcho, o conjunto escultórico é ornado com crianças, simbolizando as gerações futuras, e um baixo relevo, onde está representada a marcha da humanidade. No túmulo do músico Vítor Matheus Teixeira, o Teixeirinha, famoso compositor de músicas regionais, há uma escultura do cantor em tamanho natural, um dos raros conjuntos produzidos após 1950.  O túmulo de Iberê Camargo, mais adiante, destaca-se pela arte enxuta e despojada.
       No cemitério Evangélico, o túmulo de Rubem Berta, fundador da Varig, a alegoria apresenta Ícaro, figura mitológica, que constrói asas com as quais procura voar. Na escultura as asas são em mármore branco, resultando em um belo efeito. Luiza explica que existem ícones evidentes na arte tumular: uma tocha voltada para baixo significa a morte, a figura da papoula sugere o sono eterno, o leão agrega uma ideia de força à figura do morto.
Com duração de duas horas, ao roteiro do Viva o Centro a Pé é uma promoção da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), da Cultura (SMC), Turismo (SMTUR), Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira Dama, com apoio da Carris. Em caso de chuva será transferido para o sábado seguinte.

Rethalahad o do site: http://www.defender.org.br

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