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08 março 2011

O que é Arte – Jorge Coli



O autor concentra seu discurso no objeto artístico. Alerta-nos da dificuldade que existe para definição do que seria arte, pela complexidade em si. Apesar disso, da dificuldade para conceituação, ressalta que sabemos perfeitamente como nos comportar diante dela, pois estamos submetidos a instituições que rotulam as obra e as classificam dentro de uma ordem de importância. As instituições (museus, galerias, historiadores, críticos, etc...) apesar de fortes, são inconstantes e contraditórias nessa formulação. Tentam, sem êxito, uma formalização sistemática e eficiente, ancorados no conceito de estilo. Com base nessa dificuldade, o autor ressalta as características das obras, impregnadas de elementos ilógicos que as tornam inclassificáveis. Cita Wolfflin, Dórs e Focillon. Faz uma reflexão sobre as propostas de classificação desses historiadores, que vai do conceito estático e agrupados à independência total da obra em relação a história, passando pelos métodos iconográficos e sociológicos. Nos coloca que as obras não são absolutamente culturais ou materiais, elas vivem e se modificam, é prazer associado a razão, não explica mas nos faz sentir, é engajada e subversiva, é reação do complexo cultural que existe dentro de nós diante do complexo cultural que está fora. Afirma que sua função é social, econômica, gratuita enquanto fenômeno cultural, que é triste enquanto bem de consumo da selvageria capitalista, triste porém necessária para sua própria sobrevivência. Encerra o discurso dissertando sobre o difícil acesso das pessoas à arte, ocasionado por interesses ou falta de interesse das minorias dominantes. Mas que, apesar de todas essas dificuldades, Arte é ponto de encontro de todos os povos, arte é comunhão.

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