CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

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11 julho 2012

Dica de site/blog e de leitura: Historia e-história e Pelotas dos anos 50

      Duas dicas interessante para quem gosta de história. A outra mais diretamente para quem mora em Pelotas/RS.
      A dica do Site é do historia e-historia, uma publicação organizada com o apoio do grupo de pesquisa arqueologia histórica da UNICAMP.
     "O interesse pelo passado tem gerado uma multiplicação de revistas virtuais, onde Historia e-Historia surge voltada para divulgação da pesquisa histórica e preocupada com a relevância do estudo da História e da Arqueologia."


      Dando uma olhada mais atenta  podemos nos deparar com trabalhos de alunos e uma boa pedida de leitura e o texto sobre a Pelotas dos anos 50.
Segue o link:
                       Parte 1: link
                       Parte 2: link

Fonte: Saneamento de Pelotas (quinta etapa-1950-1951): relatório da construção. Pelotas: 1952.



07 novembro 2011

Dicas de leitura: Incidência de pássaros em Conservação de Monumentos

 
 La Incidencia de las Aves en la Conservación de Monumentos
Índice:
  • Irene Arroyo, Aproximación al problema de las aves sobre monumentos. Efectos colaterales, p. 9
  • Ángeles Vázquez, Las aves urbanas: su problemática en el patrimonio, p. 20
  • Nieves Valentín, Cigüeñas y palomas. Correlación con microorganismos e insectos asociados. Análisis de casos prácticos, p. 35
  • Ricardo Jiménez Peydró, Planteamientos y soluciones a los problemas originados por aves en el patrimonio español, p. 43
  • Concha Cirujano, Sistemas anti-aves: estética, eficacia y mantenimiento, p. 55
  • José María Cámara, Clara Calvo, Manuel García Howlett, José Manuel Amigo, Prevención y control de poblaciones de palomas urbanas (Columba livia) en la ciudad de Madrid, p. 63

    - Madrid, Ministério da Cultura.
Download:
http://www.calameo.com/books/000075335ea814710202f

30 junho 2011

LEIA ON LINE: DA RUINA AO EDIFICIO: NEOGOTICO, REINTERPRETAÇAO E PRESERVAÇAO DO PATRIÔNIO Por Cristina Meneguello

O presente trabalho, ao estudar o revival gótico e o medievalismo presentes na história, na arquitetura e nas artes da Inglaterra do século XIX, examina as estratégias de interpretação do passado histórico presentes na cidade industrial. Analisando o paradigma da cidade de Manchester como a cidade industrial por excelência, este trabalho observa a criação de um discurso sobre o passado local, intensificado quando da edificação da nova prefeitura da cidade e das escavaçóes das ruínas romanas em sua região central. Procede-se a uma análise do movimento neogótico, a partir da historiografia da época e posterior, questionando as idéias de sobrevivência, de revival e de historicismo na arquitetura. Centrando-se nas figuras de A.W.N.Pugin, John Ruskin e William Morris, o presente trabalho observa identidades entre o revival e o movimento Arts and Crafts, especialmente na questão do ornamento e da celebração da habilidade do artífice. Por fim, considerando-se o neogótico e o medievalismo em sua forma mais ampla, oferece-se uma explicação que se move em duas frentes: a criação das cidades de industriais e das cidades-jardim entendidas como um retorno à idéia de comunidade medievalizada que projeta o passado para o futuro; e o surgimento das primeiras sociedades de preservação do patrimônio na Inglaterra, atribuindo significados históricos à sua aversão ao restauro dos edificios e à sua defesa do passado tangível das ruínas, as quais indicam a permanência do passado no presente.

LEIA ON LINE EM : http://tinyurl.com/62o79nq

08 abril 2011

39 anos da carta do restauro


       Fazem 39 anos que o Ministério da Instrução Pública da Itália divulgou através da circular número 117, de 6 de abril de 1972,  o documento sobre restauração para que todos se atenham, escrupulosa e obrigatoriamente, em todas as intervenções de restauração em qualquer obra de arte. (Andrade, Soraia - 2002)
       A Carta de Restauro (MIP, 1972), que reforça que a obra de arte abrange qualquer época, e tem grande repercussão no Brasil. Por esta carta, abre-se um leque de opções, principalmente, ao reforçar seu uso na lógica sócio-espacial presente. Para tanto, institui que deve ser feito projeto para a restauração de uma obra arquitetônica após exaustivo estudo, devendo contemplar diversos pontos de vista. Assim, espera-se que se estabeleça a análise de sua posição no contexto territorial ou no tecido urbano, dos aspectos tipológicos, das elevações e qualidades formais, dos sistemas e caracteres construtivos, etc., assim como dos eventuais acréscimos ou modificações (MIP, 1972).

A pergunta que fica, será que ela é seguida "escrupulosamente" a risca?

Leia a carta na integra em http://www.icomos.org.br/cartas/Carta_do_Restauro_1972.pdf

17 março 2011

LEIA ON LINE: A alegoria do patrimônio Por Françoise Choay


Esta disponível para visualização e leitura no google livros o livro "A alegoria do patrimônio" de Françoise Choay.
         
Sobre a obra:
          Nem seu valor cognitivo e artístico, nem o fato de constituir uma atração em nossa sociedade de lazer o explicam satisfatoriamente. A busca de uma resposta que envolva de forma mais profunda o caráter dessa herança em sua relação com a história, a memória e o tempo, passa, para Françoise Choay, por uma volta às origens, uma arqueologia dos conceitos de monumento e de patrimônio histórico.
          Essa investigação, que abrange mais de cinco séculos, esclarece o atual culto do patrimônio e seus excessos, e investiga seus laços profundos com a crise da arquitetura e das cidades. Assim, valiosa e precária, nossa herança arquitetônica e urbana revela-se alegoricamente num duplo papel: espelho cuja contemplação narcisista mitiga nossas angústias, labirinto cujo percurso poderia nos reconciliar com esse apanágio do homem, hoje ameaçado: a competência de edificar.





MANUAL DE SEGURANÇA DE QUIMICA



08 março 2011

O que é Arte – Jorge Coli



O autor concentra seu discurso no objeto artístico. Alerta-nos da dificuldade que existe para definição do que seria arte, pela complexidade em si. Apesar disso, da dificuldade para conceituação, ressalta que sabemos perfeitamente como nos comportar diante dela, pois estamos submetidos a instituições que rotulam as obra e as classificam dentro de uma ordem de importância. As instituições (museus, galerias, historiadores, críticos, etc...) apesar de fortes, são inconstantes e contraditórias nessa formulação. Tentam, sem êxito, uma formalização sistemática e eficiente, ancorados no conceito de estilo. Com base nessa dificuldade, o autor ressalta as características das obras, impregnadas de elementos ilógicos que as tornam inclassificáveis. Cita Wolfflin, Dórs e Focillon. Faz uma reflexão sobre as propostas de classificação desses historiadores, que vai do conceito estático e agrupados à independência total da obra em relação a história, passando pelos métodos iconográficos e sociológicos. Nos coloca que as obras não são absolutamente culturais ou materiais, elas vivem e se modificam, é prazer associado a razão, não explica mas nos faz sentir, é engajada e subversiva, é reação do complexo cultural que existe dentro de nós diante do complexo cultural que está fora. Afirma que sua função é social, econômica, gratuita enquanto fenômeno cultural, que é triste enquanto bem de consumo da selvageria capitalista, triste porém necessária para sua própria sobrevivência. Encerra o discurso dissertando sobre o difícil acesso das pessoas à arte, ocasionado por interesses ou falta de interesse das minorias dominantes. Mas que, apesar de todas essas dificuldades, Arte é ponto de encontro de todos os povos, arte é comunhão.

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