CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

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15 abril 2012

Catálogo de conservación de papel del American Institute for Conservation, por fasciculos: (em castelhano)

Fascículo 1: Examen Visual - http://www.bnv.gob.ve/pdf/Conser14-1.pdf
Fascículo 3: Limpieza de la superficie - http://www.bnv.gob.ve/pdf/Conser14-3.pdf
Fascículo 4: Remoción de bisagras, cinta adhesiva y otros adhesivos - http://www.bnv.gob.ve/pdf/Conser14-4.pdf
Fascículo 6: Apresto/Reapresto - http://www.bnv.gob.ve/pdf/Conser14-6.pdf

07 novembro 2011

Dicas de leitura: Incidência de pássaros em Conservação de Monumentos

 
 La Incidencia de las Aves en la Conservación de Monumentos
Índice:
  • Irene Arroyo, Aproximación al problema de las aves sobre monumentos. Efectos colaterales, p. 9
  • Ángeles Vázquez, Las aves urbanas: su problemática en el patrimonio, p. 20
  • Nieves Valentín, Cigüeñas y palomas. Correlación con microorganismos e insectos asociados. Análisis de casos prácticos, p. 35
  • Ricardo Jiménez Peydró, Planteamientos y soluciones a los problemas originados por aves en el patrimonio español, p. 43
  • Concha Cirujano, Sistemas anti-aves: estética, eficacia y mantenimiento, p. 55
  • José María Cámara, Clara Calvo, Manuel García Howlett, José Manuel Amigo, Prevención y control de poblaciones de palomas urbanas (Columba livia) en la ciudad de Madrid, p. 63

    - Madrid, Ministério da Cultura.
Download:
http://www.calameo.com/books/000075335ea814710202f

10 agosto 2011

Por que preservar, conservar e restaurar?

O texto é parte do Caderno do Professor, do Calendário Museológico produzido
pela Superintendência de Museus do Estado de Minas Gerais, em 2005,
para o trabalho de difusão cultural junto às escolas públicas e particulares do estado.


Gilca Flores de Medeiros
A importância de conservar um objeto que consideramos parte de um patrimônio está no fato deste se constituir registro material da cultura, da expressão artística, da foram de pensar e sentir de uma comunidade em determinada época e lugar, um registro de sua história, dos saberes, das técnicas e instrumentos que utilizava.
Para termos esse registro da cultura é imprescindível a existência de um suporte material, como um objeto, uma construção ou um documento. Mesmo em relação aos bens intangíveis – como tradições orais, festas folclóricas, etc. – é necessário que sejam registrados em algum material: fotos, vídeos, cd e outros. Esses suportes, embora não sejam os bens culturais em si, guardarão seu registro e necessitarão ser igualmente preservados.
O profissional conservador/restaurador atua em três níveis: o da preservação, o da conservação e o da restauração. Somente uma ação integrada poderá oferecer resultados verdadeiros e duradouros, uma vez que de nada adianta, por exemplo, restaurar o interior de uma igreja sem que se consertem as falhas do telhado ou se realizem ações de conscientização da comunidade para reduzir o número de atos de vandalismo.
Para avaliar as condições de uma obra e atuar direta ou indiretamente, em sua preservação/conservação/restauração, o conservador-restaurador deve ter conhecimento de diversas áreas, como História, Física, Química, Artes, Biologia e Geografia, dentre outras e, muitas vezes, trabalhará ao lado de profissionais dessas áreas, já que a interdisciplinaridade torna-se cada vez mais necessária neste campo de atuação.

Preservação, Conservação e Restauração
A Preservação engloba, de maneira mais ampla, todas as ações que beneficiam a manutenção do bem cultural. Se tomarmos como exemplo uma imagem barroca, podemos considerar ações de preservação até mesmo as leis criadas para garantir a integridade do patrimônio, os mecanismos para viabilizar a realização de projetos de restauração, o cuidado com o meio ambiente que circunda o local ou ações como o desvio do trânsito para evitar a trepidação do prédio onde a obra se encontra. Enfim, todas as ações que colaboram para garantir a integridade do bem que se deseja preservar.
A ação de Conservação, embora possa realizar-se diretamente na matéria do objeto, não se limita a ela. A conservação visa interromper os processos de deterioração, conferindo estabilidade à obra. Para esse fim, atua sobre os aspectos que cercam e
influenciam a conservação do objeto, controlando os agentes que podem provocar a deterioração do bem cultural, como os biológicos (cupins, fungos, etc.), atmosféricos (temperatura e umidade), luz (natural, artificial), poluentes e o ser humano (manuseio, acondicionamento e transporte inadequados, vandalismos e roubo). Ao atuar diretamente na obra, enfocará a estabilidade da peça a ser conservada, buscando resolver seus problemas estruturais e recuperando sua integridade.
A Restauração atua sobre um objeto buscando não apenas conferir-lhe estabilidade, mas recuperar, o mais possível, as informações nele contidas. Imagine que, ao ser realizada, uma escultura possua cem por cento das informações nela contidas: sua aparência (cores, forma, textura, brilho), seus materiais constitutivos, etc. Com o passar do tempo, ou pro condições inadequadas de conservação, ou ainda, por atos de vandalismos, a obra pode ter perdido parte de sua matéria ou pintura. Neste caso, a ação de conservação buscará cessar as causas de deterioração e procurará dar estabilidade à obra, enquanto que a restauração irá mais além, buscando aproximar, o mais possível, a obra, estrutural e esteticamente, da ‘quantidade inicial de informações’.
Todo trabalho de restauração deve basear-se em referências contidas na própria obra ou, em alguns casos, em documentação segura sobre a mesma. O respeito ao original é fundamental e delineia os limites das intervenções. Algumas vezes o nível de deterioração de um bem cultural chega a um ponto tão grave, que inviabiliza sua recuperação estética, por falta de referências sobre as quais realizar o trabalho de restauração. O ideal é que todo bem cultural seja mantido em boas condições de conservação, para que não chegue a necessitar de restauração.

Nosso Patrimônio
Mas não é só o patrimônio artístico e histórico que merece cuidado. Todos nós temos à nossa volta um patrimônio que conta nossa história. Se olharmos com atenção em nossa casa, reconheceremos nosso patrimônio familiar: fotos que registram a história da família, objetos, documentos, hábitos, tradições e saberes.
Um instrumento usado por nosso avô, o diploma de nossa formatura, a foto daquele aniversário, um postal que recebemos de um amigo ou a foto de parentes que nem chegamos a conhecer, são exemplos de recordações de vida de nossa família e merecem ser preservados. Para isso, guardamos as fotos em um álbum, cuidamos de não dobrar ou amassar o diploma, limpamos periodicamente os objetos. A preservação desses objetos é a preservação da memória de nossa família e nos permitirá contá-la aos que virão.
A escola também é um patrimônio que precisa ser preservado: o prédio, as carteiras, os livros, etc. O conhecimento contido em um livro é o resultado do trabalho de muitas pessoas, que pesquisaram, desenvolveram teorias e métodos, a fim de facilitar a transmissão do conhecimento.
E quanta coisa os livros nos ensinam! Pequenos cuidados na hora de retirá-los da estante (não puxá-los pela borda superior, mas afastar os livros vizinhos, segurar o livro com firmeza e retirá-lo), ao manuseá-los (não umedecer os dedos com saliva,
não rabiscar ou dobrar páginas) podem significar muito na conservação desse objeto tão precioso. Também a imagem do prédio de uma escola revela muito sobre os valores e o comportamento da comunidade na qual está inserido. O cuidado com as carteiras e salas de aulas pode refletir o grau de identificação e envolvimento dos alunos com sua escola. A mesma atenção devem receber os arquivos da escola e o material que será produzido nas atividades propostas pelo calendário.
É mais fácil compreendermos uma idéia ampla se a assimilamos em nosso cotidiano, nas pequenas coisas. A importância de se preservar o patrimônio que vemos nos museus tem o mesmo significado da preservação de nosso patrimônio familiar e comunitário, apenas com sentido mais ampliado: essas instituições guardam bens significativos para uma cidade, um país ou toda a humanidade.

15 julho 2011

Ambiente e Conservação - ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E OBJETOS DE ARTE PROGRAMA

PROJETOS DE ILUMINAÇÃO – MUSEUS E GALERIAS DE ARTE por Luís Antônio Greno Barbosa.

Para acessar click no selo (pdf)




Rethalhado de http://www.iar.unicamp.br/

20 dezembro 2010

AGENTES FÍSICOS DE DETERIORAÇÃO - PAPEL

AGENTES FÍSICOS

Considera-se como agentes físicos, efeitos ambientais e climáticos que incidem sobre os suportes em papel causando danos aos mesmos como: os efeitos da luz (natural ou artificial), da temperatura e da umidade que podem ocorrer isoladamente ou de maneira combinada.

Iluminação

Apesar da necessidade de se ter uma boa iluminação nas bibliotecas, a luz natural ou artificial não deve incidir diretamente sobre o acervo, pois é capaz de fragilizar e induzir ao processo de envelhecimento do papel. Além da radiação visível, o ultravioleta e o infravermelho são dois outros tipos de radiação nocivos ao papel. O controle de radiações pode ser feito através da adoção de: cortinas, persianas, brise –soleil, filtros protetores nas janelas (insufilm) e lâmpadas além de filtros refletores de calor, existindo no mercado medidores de UV de uso simples. Até o momento não existe uma lâmpada que ilumine sem danificar o material, por isso as medidas de proteção têm evoluído através de contínuos estudos realizados por profissionais especializados no assunto. A literatura (RUTHERFORD, 1990) recomenda que o limite de radiação ultravioleta tanto para acervos quanto para leitura seja de 75UV (mw/lumen).

Temperatura e umidade

O ambiente da biblioteca necessita de boas condições térmicas, com controle interno de temperatura, para oferecer agradáveis condições nas salas de consulta, serviços e boa preservação dos acervos. A temperatura e a umidade são fatores climáticos cujas oscilações são responsáveis, em grande parte, pela deteriorização do acervo em papel, além de facilitar o desenvolvimento de microorganismos, insetos e até roedores. Deve-se manter a temperatura entre 19º a 23º centígrados e a umidade relativa do ar entre 50% a 60% ( ideal 55%) . O controle da umidade e temperatura nos locais de guarda de acervo deve ser medido através de aparelhos específicos como:
· aparelho de ar-condicionado que ajuda o controle de temperatura do ambiente;
· higrômetro, que mede a umidade relativa do ar, termo-higrômetro, que mede a temperatura e a umidade, e
· desumidificador, que retira a umidade do ambiente.

O calor danifica os materiais, a umidade facilita a proliferação de fungos e de insetos e a poeira suja e favorece o aparecimento de fungos. A ventilação deve ser garantida, assim como a circulação do ar, por sistemas de ventilação e através de filtros de alta qualidade. O ar deve ser constantemente renovado, com janelas dimensionadas e posicionadas adequadamente, sem corrente direta, mas proporcionando a devida movimentação do ar. Deve ser evitada a conjunção temperatura elevada/umidade. A ventilação natural ou forçada (ventiladores) controla simultaneamente a temperatura e a umidade e deve ser usada na falta dos equipamentos
recomendados. Para documentos guardados em arquivos e ambientes pequenos é recomendado o uso de sílica gel em forma de pedra.

Para isso, tem-se os seguintes recursos:

Conservação Preventiva – atua na deterioração do acervo com o objetivo de prevenir danos. São práticas de proteção. Inclui o monitoramento das condições ambientais, higienização, procedimentos de manutenção e planejamento de desastres.

Conservação Corretiva – serve par remediar a deterioração física ou química. É o processo de utilização da mão de obra especializada por profissionais altamente qualificados, em consequência os custos são altos e a aplicação se limita a partes selecionadas do acervo.

Para assegurar uma longa vida útil para o acervo como um todo, o método mais eficiente em relação aos custos e aumentar sua longevidade é prevenir, da melhor forma possível, a sua deterioração. Assim, o planejamento da preservação, não deve ser visto como um elemento novo, mas como um componente das operações e responsabilidades da Instituição.

Rethalhado do Manual de Conservação de Acervos Bibliográficos da UFRJ
Junho de 2004
VEJA AINDA
Critérios para qualificação de livros raros na UFRJ

08 dezembro 2010

AMBIENTE & CONSERVAÇÃO

SLIDES SOBRE AMBIENTE & CONSERVAÇÃO
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