Série que revela Pelotas sob perspectiva radical. Um documento contemporâneo cuja intenção é mostrar os contrastes da Princesa do Sul
às vésperas de completar 200 anos. Nos próximos capítulos depoimentos
de anônimos que ajudam a escrever a sua história. Neste capítulo cenas
do prédio da antiga Cervejaria Brahma, localizada na Rua Benjamim
Constant, pertencente a Universidade Federal de Pelotas.
29 junho 2011
26 junho 2011
Restauradores e conservadores encontram mercado promissor
Prestes a sair do meio acadêmico, os 20 novos
Conservadores/restauradores da primeira turma do curso de Conservação e
Restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de
Pelotas (ICH/UFPel) enfrentam o desafio de desbravar um mercado de
trabalho, ainda restrito, principalmente no Rio Grande do Sul. Tarefa
que pode se tornar mais fácil a partir da regulamentação da profissão,
projeto que ainda tramita na Câmara Federal.
A formatura ocorrerá no fim deste ano e no segundo semestre haverá o
quarto ingresso de alunos. Mesmo diante dessa leva cada vez maior de
futuros profissionais, os professores do novíssimo curso - inaugurado em
2008, o segundo no Brasil em universidade pública - são otimistas
quando o assunto é mercado de trabalho.
Leia a matéria completa sobre o novo mercado de restauradores que deve se abrir, na edição impressa do Diário Popular deste domingo (26).
Por: Ana Cláudia Dias – anacl@diariopopular.com.br
24 junho 2011
TV R.CULT - Evok Produções Culturais apresenta Projeto Fassade - PELOTAS/RS
Para melhor resolução dê dois click sobre o video
22 junho 2011
Museu irá resgatar a história de Pelotas
Na manhã desta terça-feira (21), a criação do Museu da Cidade foi
tema em reunião no Casarão Seis da Praça Coronel Pedro Osório. Este foi o
terceiro encontro que reuniu os representantes das instituições
engajadas na criação do Museu que será instalado no Casarão onde
residiu, durante quatro gerações, a família Antunes Maciel.
O superintendente de Cultura da Secult, Mogar Xavier, salientou que o Museu da Cidade tem como proposta contar a história de Pelotas através da formação étnica do seu povo, reunindo acervos públicos e privados. Xavier ainda destacou que o projeto de utilização do Museu está sendo desenvolvido pelo coletivo.
Entre os parceiros estão o Museu do Charque, Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Clube Cultural Fica Ahí, Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, Memorial Theatro Sete de Abril, Associação Comercial de Pelotas, Associação Rural de Pelotas, Memorial dos Ex-Prefeitos, Museu do Saneamento, Museu da Etnia Francesa, UCPel – Acervo Nelson Nobre, Sociedade Libanesa, Sociedade Italiana, Sociedade Recreativa 15 de Julho, Programa de Rádio: Sempre é Carnaval, entre outros que serão confirmados nas próximas reuniões.
Numa segunda etapa serão definidos os espaços de ocupação e a terceira etapa será a formatação do regimento interno, o plano museológico e o decreto de criação. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pela Câmara de Vereadores.
O superintendente de Cultura da Secult, Mogar Xavier, salientou que o Museu da Cidade tem como proposta contar a história de Pelotas através da formação étnica do seu povo, reunindo acervos públicos e privados. Xavier ainda destacou que o projeto de utilização do Museu está sendo desenvolvido pelo coletivo.
Entre os parceiros estão o Museu do Charque, Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Clube Cultural Fica Ahí, Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, Memorial Theatro Sete de Abril, Associação Comercial de Pelotas, Associação Rural de Pelotas, Memorial dos Ex-Prefeitos, Museu do Saneamento, Museu da Etnia Francesa, UCPel – Acervo Nelson Nobre, Sociedade Libanesa, Sociedade Italiana, Sociedade Recreativa 15 de Julho, Programa de Rádio: Sempre é Carnaval, entre outros que serão confirmados nas próximas reuniões.
Numa segunda etapa serão definidos os espaços de ocupação e a terceira etapa será a formatação do regimento interno, o plano museológico e o decreto de criação. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pela Câmara de Vereadores.
21 junho 2011
Teoria da conservação e do restauro
Breve história da teoria da conservação e do restauro
Eduarda Luso
Escola Sup. de Tec. e Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal
Paulo B. Lourenço
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
Manuela Almeida
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
Eduarda Luso
Escola Sup. de Tec. e Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal
Paulo B. Lourenço
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
Manuela Almeida
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
Os monumentos sofrem as consequências das condições atmosféricas e dos diferentes usos sociais que gerações lhe atribuem ao longo dos tempos. Ainda que “restaurar” signifique repor em bom estado algo que perdeu as suas qualidades originais, a aplicação prática deste conceito não é simples. Tal como houve ao longo dos séculos uma evolução e alterações nos estilos usados na arquitectura, com aplicação de novos materiais, novas técnicas de construção e fundamentalmente novas correntes artísticas e arquitectónicas, o restauro também sofreu mutações, com mais intensidade a partir do século XIX. Da mesma forma, a noção de património abarca hoje consensualmente também pequenos edifícios, espaços envolventes, construções rurais e centros urbanos históricos de cidades e vilas.
LEIA MAIS CONTINUA EM
http://www.civil.uminho.pt/cec/revista/Num20/Pag%2031-44.pdf
20 junho 2011
TV R.CULT - Educação patrimonial - Estrevista com Sônia Rampim Florêncio
... O OBJETO É SUPORTE DE MEMÓRIA... PATRIMÔNIO IMATERIAL ESTÁ NA MEMÓRIA COLETIVA...
*Rethalhado do site do IPHAN
07 junho 2011
06 junho 2011
A idéia de restauração em John Ruskin e Eugène Viollet-Le-Duc
Há duas grandes correntes doutrinárias sobre a restauração do patrimônio histórico(CHOAY, 2003, p. 153):
1) Anti-intervencionista (na Inglaterra); e
2) Intervencionista (típica dos países europeus).
A primeira corrente é simbolizada, principalmente, por Ruskin e Morris e a segunda por Viollet-Le-Duc. Aquela defende um anti-intervencionismo radical, onde “não se tinha o direito de tocar nos monumentos antigos, que pertenciam, em parte, àqueles que os edificaram e, também, às gerações futuras”. Para os anti-intervencionistas, a “restauração é impossível e absurda”, pois equivaleria a “ressuscitar um morto”, além de romper com a autenticidade da obra. Todavia, esses doutrinadores não excluem a possibilidade da manutenção, desde que imperceptível (CHOAY, 2003, p. 154-156; RUSKIN, 1901, p. 353). Por outro lado, os intervencionistas consideram que restaurar um edifício significa “restituí-lo a um estado completo, que pode nunca ter existido”. Sendo assim, se um edifício não continha todos os elementos necessários a compor um estilo, estes deveriam ser acrescentados no processo de restauração (CHOAY, 2003, p. 156-157). Em relação à corrente anti-intervencionista, Ruskin sustentava que a arquitetura era essencial à lembrança, sendo o meio mantenedor das ligações com o passado e a identidade coletiva. Nos edifícios antigos, por exemplo, pode-se perceber o valor incorporado pelo trabalho das gerações pretéritas, desde as moradias humildes às mais luxuosas (CHOAY, 2003, p. 139-141).
O citado autor era contrário à industrialização e valorizava o trabalho manual realizado nos edifícios antigos, assim como as marcas decorrentes da passagem do tempo, por entender que ambos conferiam um caráter sagrado às edificações. Para Ruskin, o homem produzia, ao mesmo tempo, um objeto útil e uma obra de arte. Neste contexto, discorre sobre o dualismo entre a beleza e a utilidade sugerindo uma sutil distinção entre a arquitetura e a construção (BENEVOLO, 1976, p. 198; 200; CHOAY, 2003, p. 154).
Em sua obra Pedras de Veneza, critica as intervenções que lesam a estrutura da malha
urbana das cidades antigas. Sugere ainda que, no caso específico de Veneza, a arquitetura
doméstica como um todo desempenha o papel de monumento histórico. A mais, prenunciou a inclusão dos conjuntos urbanos na herança a ser preservada, além de ampliar a proteção dos monumentos em escala internacional (CHOAY, 2003, p.180-182).
Já no The Seven Lamps of Architecture, o mesmo autor destaca o potencial de memória
que o monumento histórico desempenha, em função do valor histórico de que se reveste, sem tratar das antiguidades. Desta forma, considera um “sacrilégio tocar nas cidades da era préindustrial, propondo continuar a habitá-las, como no passado”, como garantia da identidade individual e coletiva. Em suma: pretende-se viver as cidades históricas no presente (CHOAY, 2003, p. 182).
Já em relação aos ornamentos industriais, tanto Ruskin como Viollet-Le-Duc os consideravam efeitos “monstrificadores”, que além de comprometer a finalidade da construção, adulteravam sua verdadeira beleza. Ruskin acrescenta, ainda, que o local apropriado para os ornamentos artesanais são os protegidos da agitação urbana, de forma a
possibilitar sua observação, excluídos os ambientes comercias e de trabalho, nos quais os ornamentos conduziriam à dispersão do olhar. Destacou, também, a aplicação criteriosa desta ornamentação no interior dos lares. Sustentou, também, que a automação industrial poderia substituir o trabalho humano em tarefas desgastantes, além de condenar as ornamentações que se passavam por determinados materiais ou técnicas de construção, com intenção mentirosa (PAIM, 2000, p. 29-30; 34-35).
A título de curiosidade, cite-se que em 1846, a Academia Francesa criou um manifesto condenando a imitação dos estilos medievais. Não obstante, Viollet-le-Duc a refuta por acreditar que plagiava a linguagem clássica, além de reforçar a arte gótica como nacional. Em 1855, Ruskin também intervêm dizendo “não ter duvidas de que o gótico setentrional do século XIII se adequa às construções modernas dos países nórdicos” (RUSKIN, 1855 apud BENEVOLO, 1976, p. 86).
Em sua obra Pedras de Veneza, critica as intervenções que lesam a estrutura da malha
urbana das cidades antigas. Sugere ainda que, no caso específico de Veneza, a arquitetura
doméstica como um todo desempenha o papel de monumento histórico. A mais, prenunciou a inclusão dos conjuntos urbanos na herança a ser preservada, além de ampliar a proteção dos monumentos em escala internacional (CHOAY, 2003, p.180-182).
Já no The Seven Lamps of Architecture, o mesmo autor destaca o potencial de memória
que o monumento histórico desempenha, em função do valor histórico de que se reveste, sem tratar das antiguidades. Desta forma, considera um “sacrilégio tocar nas cidades da era préindustrial, propondo continuar a habitá-las, como no passado”, como garantia da identidade individual e coletiva. Em suma: pretende-se viver as cidades históricas no presente (CHOAY, 2003, p. 182).
Já em relação aos ornamentos industriais, tanto Ruskin como Viollet-Le-Duc os consideravam efeitos “monstrificadores”, que além de comprometer a finalidade da construção, adulteravam sua verdadeira beleza. Ruskin acrescenta, ainda, que o local apropriado para os ornamentos artesanais são os protegidos da agitação urbana, de forma a
possibilitar sua observação, excluídos os ambientes comercias e de trabalho, nos quais os ornamentos conduziriam à dispersão do olhar. Destacou, também, a aplicação criteriosa desta ornamentação no interior dos lares. Sustentou, também, que a automação industrial poderia substituir o trabalho humano em tarefas desgastantes, além de condenar as ornamentações que se passavam por determinados materiais ou técnicas de construção, com intenção mentirosa (PAIM, 2000, p. 29-30; 34-35).
A título de curiosidade, cite-se que em 1846, a Academia Francesa criou um manifesto condenando a imitação dos estilos medievais. Não obstante, Viollet-le-Duc a refuta por acreditar que plagiava a linguagem clássica, além de reforçar a arte gótica como nacional. Em 1855, Ruskin também intervêm dizendo “não ter duvidas de que o gótico setentrional do século XIII se adequa às construções modernas dos países nórdicos” (RUSKIN, 1855 apud BENEVOLO, 1976, p. 86).
Retahalhado de:
Raquel Diniz Oliveira
Patrimônio: Lazer & Turismo, v. 6, n. 7, jul.-ago.-set./2009, p. 75-91
Revista Eletrônica Patrimônio: Lazer & Turismo - ISSN 1806-700X
Mestrado em Gestão de Negócios - Universidade Católica de Santos
www.unisantos.br/pos/revistapatrimonio
Patrimônio: Lazer & Turismo, v. 6, n. 7, jul.-ago.-set./2009, p. 75-91
Revista Eletrônica Patrimônio: Lazer & Turismo - ISSN 1806-700X
Mestrado em Gestão de Negócios - Universidade Católica de Santos
www.unisantos.br/pos/revistapatrimonio
TEORIAS DA RESTAURAÇÃO (Eugène Viollet-le-Duc)
Restaurador de monumentos francês nascido em Paris, um dos responsáveis
pelo reconhecimento do gótico como uma das mais importantes etapas da
história da arte ocidental. Aluno de Achille Leclère, formou-se em
arquitetura, em Paris, e viajou para a Itália (1836). Influenciado pela
obra do arquiteto Henri Labrouste, voltou à Paris, onde passou a
trabalhar na comissão encarregada da preservação dos monumentos
históricos. Ganhou fama com a restauração de monumentos como a
Sainte-Chapelle e a catedral de Notre-Dame, em Paris. Supervisionou
ainda a recuperação de inúmeros prédios medievais, como a catedral de
Amiens, as muralhas de Carcassonne e a igreja de Saint-Sernin, em
Toulouse. Vivendo seus últimos anos em Lausanne, Suíça, sua tentativa de
inovação, não se limitando à restauração das formas originais dos
monumentos, não foi bem recebida por arquitetos e arqueólogos do século
XX.
Publicou livros que lhe proporcionaram grande prestígio, entre os quais Entretiens sur architecture (1858-1872) e duas enciclopédias sobre arquitetura francesa.
Autor francês do Século XIX, buscava restabelecer a “situação original do monumento”, quase sempresuposta e não comprovada. Os acréscimos e intervenções ocorridos ao longo da história domonumento normalmente são desprezados em função da busca pela unidade estilística. Ou seja,fala-se que a historicidade do monumento ficava em segundo plano, em função da prioridade da reconstituição estilística. Uma das principais contribuições de Violet-Le-Duc foi o estudo das técnicas construtivas e das estratégias de composição ao longo do tempo, imprimindo uma postura científica no processo de restauro. A crítica aponta que, apesar de todos esses estudos desenvolvidos, Violet-Le-Duc muitas vezes não utilizava uma postura científica na prática.
Publicou livros que lhe proporcionaram grande prestígio, entre os quais Entretiens sur architecture (1858-1872) e duas enciclopédias sobre arquitetura francesa.
Autor francês do Século XIX, buscava restabelecer a “situação original do monumento”, quase sempresuposta e não comprovada. Os acréscimos e intervenções ocorridos ao longo da história domonumento normalmente são desprezados em função da busca pela unidade estilística. Ou seja,fala-se que a historicidade do monumento ficava em segundo plano, em função da prioridade da reconstituição estilística. Uma das principais contribuições de Violet-Le-Duc foi o estudo das técnicas construtivas e das estratégias de composição ao longo do tempo, imprimindo uma postura científica no processo de restauro. A crítica aponta que, apesar de todos esses estudos desenvolvidos, Violet-Le-Duc muitas vezes não utilizava uma postura científica na prática.
Conceito de Restauração segundo Viollet-le-duc:
Restaurar um edifício não é mantê-lo, repara-lo ou refaze-lo, é restabelece-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento.
Viollet-le-Duc atuou em época na qual a restauração estava se firmando como ciência. A partir do Renascimento é crescente o interesse pelas construções da Antigüidade e as grandes transformações (Revolução Industrial, Iluminismo, Revolução Francesa) alteram o modo de relacionamento com o passado desperta a noção de ruptura entre passado e presente (sentimento de proteção a edifícios e ambientes históricos). Os relatórios Gregoire (última década do séc. XVIII) influíram nas primeiras medidas de um Estado Moderno, com o objetivo de preservar monumentos históricos.
Em suas viagens pela França e Itália, Viollet-le-duc consolida a noção de que existem princípios verdadeiros de adequação da forma à função, da estrutura à forma, da ornamentação ao conjunto, seja na arquitetura clássica ou na medieval. (debates sobre a arquitetura medieval tomavam maior vulto e o seu destino tornouse objeto de preocupação).
Obra de restauração que teve grande influência sobre o restauro (e sobre o mov. Neogótico) foi a de Sainte Chapelle (início em 1836). Antes de Sainte Chapelle (novembro de 1840), Viollet-le-duc é chamado para restaurar a Igreja de Vézelay (fevereiro de 1840). Não tinha experiência de restauro, mas foi bem sucedido. Daí por diante os trabalhos foram muitos. A partir do início do séc XX ocorre a unificação dos grupos que atuavam separadamente sobre as igrejas e os que eram ligados à Comissão dos Monumentos históricos ("outros" monumentos históricos).
Publicada em 1849 uma instrução técnica sobre a restauração de edifícios diocesanos elaborada por Viollet-le-duc e Merimée: recomendações de manutenções periódicas para evitar restaurações, além do modo de fazer levantamento, analisar e verificar as causas mais comuns de degradação, maneiras de talhar pedras e fazer rejuntes, técnicas medievais, e indicações de como restaurar um edifício.
No Dictionnaire (livro), Viollet-le-duc expõe de forma pormenorizada seus conhecimentos no verbete "restauração": "A palavra e o assunto são modernos. Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelece-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em dado momento". (intervenções às vezes incisivas, fazendo largo uso de reconstituições ou mesmo "corrigindo" o projeto onde se mostrava "defeituoso").
Não se contenta em fazer uma reconstituição hipotética e busca a pureza do estilo (faz reconstituição daquilo que teria sido feito, uma reformulação ideal do projeto).
Posição diametralmente oposta à de Ruskin: este faz pesadas críticas às restaurações e pregava absoluto respeito pela matéria ORIGINAL, que levava em conta as transformações feitas em uma obra no decorrer do tempo, sendo a atitude a tomar a de simples trabalhos de conservação, para evitar degradações, ou, até mesmo a de pura contemplação.
A faceta de restaurador de Viollet-le-duc deve ser avaliada dentro do contexto na qual foi produzida: um momento de redescoberta e de grande apreciação das qualidades da arquitetura medieval.
A forma incisiva e invasiva de Viollet-le-duc atuar sobre um monumento acabaram por condenar sua forma de intervenção: tornou-se o vilão da história. Suas ações entram em sua defesa: cada intervenção/restauração feita diz respeito à sua crença em determinadas premissas (mais aprofundadas em exemplos dados no verbete restauração), sendo estas refutadas por outros arquitetos que tinham outros princípios norteadores. Pela antipatia criada em relação às obras como restaurador, muitas vezes deixou-se de apreciar a coerência de suas formulações teóricas, aspectos inovadores e muitos ainda atuais.
Um exemplo de restauração polêmica é a da igreja de Saint-Sernin de Toulouse que um dos princípios leducianos dos mais controvertidos (desrespeitar um estado existente para voltar a um estágio anterior ou a um estado mais correto), foi usado contra Viollet-le-duc. Das mudanças que haviam sido feitas por ele no séc XIX, a maior foi a supressão das adições góticas para se obter um românico puro. Numa recente "desrestauração" optou-se por voltar à forma anterior à restauração baseados em desenhos do próprio Violllet-le-duc, onde nem todos os elementos foram reconstituídos segundo a documentação possível, não podendo deixar de haver alterações em relação ao estado pré-Viollet-le-Duc.
Rethalhado de : http://www.fag.edu.br/
03 junho 2011
Breve história do romantismo nas artes plásticas (De 1790 a 1850)
Subjetividade
e introspecção, sentimentos e sensações são características
deste período. A literatura romântica, os elementos da natureza e o passado são retratados de forma intensa no romantismo. São representantes desta época o artista Francisco Goya y Lucientes.
Algumas de suas principais pinturas são: A Família de Carlos IV, O
Colosso e Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808. Outras obras
românticas : A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault (Foto acima); A Carroça
de Feno, de John Constable; A Morte de Sardanapalo, de Eugène
Delacroix; e O Combatente Téméraire, de Joseph William Turner.Rethalhado de http://www.brasilcultura.com.br/
Leia mais em http://www.historiadaarte.com.br/arteromantica.html
01 junho 2011
TEORIAS DA RESTAURAÇÃO (John Ruskin)
John Ruskin foi um escritor e um crítico britânico. A postura de Jonh
Ruskin é bem clara, pois o seu pensamento vincula-se ao Romantismo,
movimento literário e doutrinário (final do século XVIII até meado do
século XIX), e que dá ênfase a sensibilidade subjetiva e emotiva em
contraponto a razão. Esteticamente, Ruskin apresenta-se como reação ao
Classicismo. Na sua definição de restauração dos patrimônios históricos,
ele considerava a real destruição daquilo que não se pode salvar, nem a
mínima parte, seria uma destruição acompanhada de uma falsa descrição.
Autor
inglês do Século XIX, apresentava idéias opostas às de Le-Duc. Defendia
a não intervenção nos monumentos antigos, por considerar que quaisquer
interferências imprimem novo caráter à obra, tirando sua autenticidade. A
partir da visão de Ruskin a história e a condição atual devem ser
maximamente respeitadas, admitindo-se somente intervenções de
conservação.
Escritos "Podemos viver sem a arquitetura de uma época, mas, não podemos recordá-la sem a sua presença.
Podemos
saber mais da Grécia pelos seus destroços e de sua cultura que pela
poesia e a sua história. Deve-se fazer história com a arquitetura de uma
época e depois conservá-la. As construções civis e domésticas são as
mais importantes no significado histórico. A casa do homem do povo deve
ser preservada, pois, relata a evolução nacional, devendo ter o mesmo
respeito que o das grandes construções consideradas por muitos
importantes. Mais vale um material grosseiro, mas, que narre uma
história, do que uma obra rica e sem significado. A maior glória de um
edifício não depende da sua pedra ou de seu ouro, mas sim, o fato de
estar relacionada com a sensação profunda de expressão. Uma expressão
não se se chegaria a inúmeras conclusões. A restauração é a destruição
do edifício, é como tentar ressucitar os mortos. É melhor manter uma
ruína do que restaurá-la."
Segundo Ruskin, a melhor forma de destruir
um monumento é restaurá-lo. A restauração se presta com perfeição à
manipulação de informações, à adulteração da história segundo a vontade
de quem o restaura. Se o restaurador defender suas idéias, aplicando-as a
uma obra do passado, não só falsificará a história como irá reduzi-la a
um mero fragmento de seu inteiro significado. O passado não pode ser
substituído por uma visão moderna do passado, tornado um kitsch.
Humildade não significa excluir-se, significa ser fecundo à germinação
do que não é seu...
Para Ruskin a solução reside em prevenir a
destruição de qualquer tipo de monumento/edifício antes que este esteja
reduzido a ruínas. Só assim será possível, em sua opinião, evitar que
gerações vindouras percam para sempre o contacto com o legado que lhe
deixaram os seus antepassados. Mais: numa época que considera rendida
aos encantos dos caminhos de ferro e ao ambiente fervilhante das
cidades, Ruskin encara a arquitectura antiga como força vivificadora
semelhante ao poder revigorante da natureza. Apagar os vestígios do
passado é, pois, para Ruskin, o mesmo que condenar a pátria a
periclitante futuro.
Rethalhado de : http://www.fag.edu.br/
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