CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

28 fevereiro 2012

Restauração da Biblioteca Pública do RS deve terminar em 2013

 A restauração da Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul, cuja conclusão estava prevista para o final de 2011, deve ocorrer apenas na metade de 2013. 
Essa é a notícia ruim. A boa é que a biblioteca, na Rua Riachuelo, centro da Capital, deve ser reaberta parcialmente em 14 de abril e ganhar um anexo, no primeiro semestre. 
A diretora da biblioteca, Morgana Malcon, alega que os percalços da restauração delicada de um prédio abandonado, os imprevistos e o rigor dos trabalhos justificam o atraso:

— A gente achava que iria executar até o fim de 2011, que teria captado os recursos e que não haveria tantos imprevistos. O trabalho foi mais lento. Não havia limite de prazo no contrato.
Para exemplificar o abandono, Morgana conta que, certa vez, o guarda do prédio ouviu o que pareciam vozes vindas de uma sala. Seria a comprovação de que a Biblioteca, de 1871, era mal-assombrada. 
O vigia se aproximava do local de onde vinha o som. A origem era o busto do escritor Manoelito de Ornellas. Titubeante, o vigia fitava o busto, ouvia o som e se aproximava. Enchendo-se de coragem, levantou-o. Do interior da peça, voejou um morcego que fizera dela moradia.

— Era muito abandono. Surgiu uma obra de arte original inesperada, sob sete mãos de pintura. O vidro verde com relevo foi encontrado depois de três meses, na cor branca. Levamos um tempão para pigmentá-lo. A madeira que precisávamos, achamos em Mato Grosso — desfia ela.
Nos anos 50, o pintor Ado Malagoli, influenciado pelas tendências da época, passou tinta azul sobre a pintura original, com desenhos em cores. O argumento: a riqueza da pintura atrapalhava a leitura dos frequentadores, tirando-lhes a concentração. Há casos mais prosaicos. 
Um afresco na Sala do Egito demorou a ser restaurado porque a caixa de água do prédio vizinho provocava umidade na parede. Custou para o condomínio fazer a obra que permitiu o começo da recuperação.

— Um restauro desses é complexo. Durante o trabalho, na medida em que tu retiras as coisas do lugar, surgem outras antes não vistas. São percalços que requerem ajustes, e o pessoal acaba levando anos no trabalho, que é hipercuidadoso — explica o engenheiro Paulo da Luz, especialista em restauro.
Em abril, a biblioteca faz 141 anos e serão anunciados o anexo, a abertura de parte do prédio da Riachuelo e o começo da terceira etapa do restauro.

Conclusão estava prevista para o final de 2011, porém biblioteca deve ser reaberta parcialmente em 14 de abril


Mais que uma biblioteca- A Biblioteca Pública do Estado, criada em 1871, tem acervo de alto valor e um prédio tombado pelo patrimônio histórico estadual e federal, que passa por obras de restauro há três anos.
- Hoje, ela funciona, provisoriamente, na Casa de Cultura Mario Quintana.
- Há, na biblioteca, uma coleção de 240 mil volumes que representam o mais importante conjunto bibliográfico de salvaguarda da memória gaúcha e brasileira.
- Entre as raridades, há edições de La Divina Comedia, de Dante Alighieri, em edição de 1921 restrita a mil exemplares, Os Lusíadas, de Camões (edição de 1839), e manuscritos de João Simões Lopes Neto.
- Entre os ambientes mais valiosos do prédio histórico, destacam-se: o Salão Mourisco, o Salão Egípcio e a Sala Borges de Medeiros. No caso do Salão Egípcio, as paredes são revestidas por pinturas murais.
- Com o decorrer do tempo, o prédio passou a apresentar problemas estruturais, como infiltração no telhado e no subsolo, bem como desgaste e cupim nos assoalhos de madeira dos três andares.
- Pequena parte das obras de restauração foi realizada pelo programa Monumenta e concluída em 2008, a R$ 465 mil. Foi recuperado o elevador, parado havia mais de 20 anos, e contida parte da infiltração.
- Na segunda etapa de restauro, finalizada em dezembro de 2011, foram captados, com o BNDES, cerca de R$ 2,5 milhões, e restaurados o restante dos entrepisos e pisos de parquê dos três andares, as aberturas e seus ornamentos, a fachada, a tubulação e a climatização do prédio – nos três andares.
- Em 14 de abril, serão removidos tapumes da fachada e liberado o segundo andar para visitação.
- No mesmo dia, será anunciada a terceira etapa do restauro, que contemplará lustres e mobiliário, pinturas murais, elevador para cadeirantes, o jardim interno e demais ornamentos do prédio.

24 fevereiro 2012

Na área: Concurso Secr. de Cultura do Amazonas

Concurso aberto na Secretaria de Cultura do Amazonas conta com 397 vagas e entre elas:

Arqueólogo     2 vagas;
Museólogo      3 vagas;
Antropólogo    1 vaga;
Historiador      1 vaga;
Restaurador     2 vagas;
Bibliotecário    8 vagas.

Leia mais em: http://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-secretaria-de-cultura-do-amazonas-2012



MARGS restaura arte e história do Rio Grande - Porto Alegre/RS


    A desmontagem, proteção e translado de uma obra de arte histórica com 24 metros quadrados pertencente ao acervo do Museu Histórico Farroupilha de Piratini, exigiu o máximo de técnica, planejamento e logística. Desmontar e identificar as partes de uma moldura de madeira nobre, com entalhes feitos a mão e pesando aproximadamente 70 kg, desmontar a tela do bastidor e proteger a pintura em óleo sobre tela datada de 1925, embalar o conjunto de forma adequada e transportar para Porto Alegre, também exige muitos cuidados. Foi preciso reunir e deslocar para a cidade de Piratini, com a coordenação técnica da especialista em restauração Naida Maria Vieira Corrêa, profissionais do Núcleo de Conservação e Restauro do MARGS, encarregados da execução de sua restauração, estagiários do Curso de Bacharelado em Conservação e Restauração de Bens Móveis da Universidade Federal de Pelotas,  membros da Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico de Cachoeira do Sul, responsável pela execução do projeto de restauração, além do apoio de funcionários da Prefeitura de Piratini e a contratação de uma empresa especializada nesse tipo de serviço. Toda essa operação foi realizada nos dias 25, 26 e 27 de janeiro e culminou com a chegada ao torreão do MARGS no dia 30 de janeiro de 2012.

Do Palácio Piratini para o Museu
    Em novembro de 1925, o quadro medindo 6m x 4m, foi exposto no saguão do Palácio Piratini para a visitação pública. A pesquisa indica ainda que essa obra estava no Palácio Piratini até 1955, quando em função da contratação de Aldo Locatelli, para a execução de grandes painéis nas dependências do Palácio, foi nomeada uma comissão que decidiu pela transferência das obras de grande porte para o Museu de Piratini. São elas: a obra de Helios, a tela “A Fuga de Anita” de Dakir Parreiras e o “Retrato de Bento Gonçalves” de autor não identificado. A transferência ficou aos cuidados do Secretário de Educação e Cultura, Liberato Salzano Vieira da Cunha, com o aval do Governador Ildo Meneghetti, coincidindo com o primeiro ano da morte de Getúlio Vargas.

O mistério da tela
    De acordo com a ficha de catalogação da gigantesca obra, o nome do autor é Helio Xeelinger e seu título “Alegoria, Sentido e Espírito da Revolução Farroupilha”. No entanto, pesquisas realizadas pela Defender, revelam que o nome correto do autor é Helios Seelinger e o título da obra seria “Do Rio Grande para o Brasil”. A pesquisa indica que a obra teria sido encomendada por Oswaldo Aranha visando representar a formação de um movimento popular e militar que culminou com a Revolução de 1930. A tela tem uma alegoria na parte superior em baixo relevo que representa a inspiração na Revolução Farroupilha. Ainda se procura identificar algumas personalidades da história do Rio Grande do Sul que possivelmente estejam representadas no quadro, segundo referências do autor, são elas: Pedro Vergara, Flores da Cunha, João Neves da Fontoura, Fábio de Barros, Salgado Filho, Jorge Jobim, Francisco Leonardo Truda, Oswaldo Aranha e outros. O mistério fica por conta da mudança do nome do autor e do título da tela.

Uma decisão de governo
    A obra de Helios integra um conjunto de oito obras históricas que receberam a determinação de sua transferência para o Núcleo de Conservação e Restauro do MARGS por decisão do Secretário de Cultura Luiz Antonio de Assis Brasil e do governador Tarso Genro. Essa e mais outras sete telas, foram encontradas em visita a cidade de Piratini no mês de janeiro de 2011, sem as condições adequadas ao seu valor histórico e artístico em razão do início da restauração do prédio do Museu Histórico. Sete telas foram abrigadas na Antiga sede do Governo Farroupilha, a tela de Helios ficou exposta no “hall” da prefeitura. Imediatamente o Secretário Assis Brasil com o apoio do governador, determinou a sua transferência juntamente com duas imagens sacras e a urna usada para receber os votos durante a eleição de Bento Gonçalves para a presidência da República Farroupilha, que chegaram ao MARGS em 16 de maio de 2011.

A restauração
    Os serviços de restauração pelo Núcleo de Conservação e Restauro, estão sendo financiados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, através do Projeto Restauração de 8 Obras Históricas – Acervo Museu Histórico Farroupilha no valor de R$ 285.283,75, com o patrocínio exclusivo do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Fazem parte da equipe técnica responsável, além da coordenadora Naida, Loreni Pereira de Paula, Fernanda Tartler Matschinske, Lucimar Ines Predebon e os estagiários da Universidade Federal de Pelotas, Flavia Silva Faro, Claudia Lacerda, Fabiana Alphonsin e Pablo Campos Lopez. A previsão de conclusão é outubro deste ano, dependendo ainda, de um projeto complementar visto que os orçamentos são de 2008. Estão previstos nesse projeto uma exposição das obras restauradas, aberta ao público além, do lançamento de uma publicação com todo o processo utilizado.

Lista das obras
Do Rio Grande para o Brasil (1925) de Helios Seelinger
Fuga de Anita Garibaldi a cavalo (1917, 1918) de Dakir Parreiras
Sem titulo – representa Bento Gonçalves em navio (1915) de Antônio Parreiras
Sem titulo – representa Bento Gonçalves a cavalo (1879) de Guilherme Litran
Retrato de Bento Gonçalves (final do século XIX) de Guilherme Litran
Retrato de Bento Gonçalves (s/data) Autor desconhecido
Retrato de Domingos José de Almeida (s/data) Autor desconhecido
Retrato de Manoel Lucas de Oliveira (s/data) Autor desconhecido 

Rethalhado de: Defender (http://www.defender.org.br/)

20 fevereiro 2012

Perfís de conservador e restaurador caem nas redes sociais.


    Como seria o perfil de um conservador ou de um restaurador? Algumas fotos estão circulando pelas redes sociais e mostrando como essas áreas de trabalho são vistas aos olhos dos outros, com muito humor e não deixando ter um fundo de verdade o pessoal se aproveitou das redes sociais para não só brincar mas também chamar atenção que nem sempre o que todos pensam sobre um conservador e restaurador é fato. 
Veja as fotos a seguir e dê sua opinião!




10 janeiro 2012

Patrimoni en imatges - Pelotas/RS

BIBLIOTECA PÚBLICA DE PELOTAS - Fundada em 1875 pelo jornalista Antônio Joaquim Dias, projetada pelo arquiteto italiano Jose Izella Merotte Bibliotheca Pública Pelotense ainda com um andar.


RESENHA: CONSERVANDO PREVIAMENTE PARA GARANTIR UM FUTURO PATRIMONIAL

FRONER, YACY-ARA; CRUZ SOUZA, LUIZ ANTÔNIO. Tópicos em Conservação Preventiva-3 - Preservação de bens patrimoniais: Conceitos e critérios. Belo horizonte: Escola de belas artes − UFMG, 2008.


      Para que nossos bens culturais não desapareçam e para também garantir a eles uma boa condição de sobrevivência com uma longa vida é que surgiu a conservação preventiva, nada mais que a adoção de medidas que visam com antecedência controlar a deterioração do nosso patrimônio assim garantindo-lhes melhores condições. Com políticas de preservação e sensibilizando quem tem acessos a esses bens, desde o público em geral passando por funcionários e até mesmo profissionais técnicos da área, é que criaremos uma melhor condição de existência dos nossos bens.
      “Conhecimento é poder!” “O desconhecimento é o maior inimigo de uma instituição que abriga acervos.”  Estas entre outras, são as frases que encontramos no livro de Yacy-Ara Froner e Luiz Antônio Cruz Souza. Tópicos em Conservação Preventiva-3, aborda conceitos e critérios para a proteção de bens culturais, em 21 paginas os autores dividem em 3 tópicos principais como significado, restauração e um enfoque sistemático para a conservação preventiva. Yacy-Ara Froner, especialista em restauração pelo CECOR e em conservação de acervos pelo The Getty Conservation Institute, atua como consultora e pesquisadora na área de conservação preventiva de acervos museológicos. Membro do ICOM, ABRACOR e ANPAP e Atualmente, é professora adjunto da Escola de Belas Artes – UFMG, por onde essa obra foi lançada juntamente com Luiz Antônio Cruz Souza, também professor UFMG do centro de conservação e restauração de bens culturais móveis, com várias pesquisas em andamento entre elas “Conservação Preventiva de Bens Culturais”. Nos introduzindo na obra, os autores nos conscientizam que o ato de preservar não é um simples prazer de cientistas e pessoas cultas. Exposições,  pesquisas e restauro de bens culturais quem paga somos nós mesmos como sociedade e deveríamos ser os primeiros a se beneficiar, ainda nos deixa claro que o fato da preservação está ligada a conceitos de valor, poder político e econômico,  nos alerta sobre a ética que forma os balizadores das ações preservacionistas. As instituições precisam de verbas e para isso devem apresentar projetos que mostrem suas atuações e sua representatividade na sociedade mostrando um motivo para a sua existência, se torna indispensável internamente um plano diretor para vários tipos de ações. O que já podemos notar é que bibliotecas já estão se adaptando a novas mídias e também concentrando esforços na organização de seus acervos com isso deixando aquisições dependerem apenas de verbas externas. Dentro de métodos a serem aplicados na conservação deve se estar atento a quais itens e objetos serão de maior importância e criar critérios para essa avaliação, não podendo nessa hora deixar de atribuir valores a peças do acervo. Ainda os autores avaliam as implicações dos processos de restauração, fazendo-nos pensar se o objeto deve ou não ter uma intervenção propriamente dita ou uma intervenção preventiva, ou seja, por exemplo monitorar a temperatura ou umidade relativa, para isso ter conhecimentos dos processos degenerativos dos materiais se torna importante. Avaliando critérios de conservação preventiva podemos relacionar condições ambientais e físico-químicas, o que a envolve assim ambientes macro, médio e micro, tudo isso visando a salva-guarda dos objetos. Entre conceitos e critérios dessa obra iremos no deparar com itens de procedimento que a restauração demanda, levando em conta que consideramos que restauração é uma ação de conservação, devendo então gerar documentações extensivas, onde nelas estarão contidas todas as informações que podemos obter sobre a obra, que caso não corra podemos condenar o objeto ou descaracterizá-lo, outra etapa seria observar sobre técnicas construtivas e suas morfologias, ou seja, uma análise formal como dimensão, espessura, tipologia etc.  As técnicas construtivas ou de manufatura determinam os problemas que podem afetar objetos, cada acervo possui sua característica e especificidade. Se faz necessária uma análise do estado de conservação e se preciso com a ajuda de testes específicos do material, intervenções anteriores fazem parte da história do objeto e com uma reunião dessas informações podemos indicar mais precisamente uma proposta de intervenção. Conceitos fundamentais se tornam necessários e os autores nos apresentam procedimentos como um diagnóstico de um objeto com registro das intervenções, exigindo de nós uma mínima intervenção com leitura e a possível reversibilidade dessa intervenção, precisamos que aja uma harmonia entre o material do objeto e o material empregado nessa restauração e para isso a interdisciplinaridade que a conservação e o restauro trás consigo é de grande relevância para uma racional atuação. A avaliação de objetos que sofreram tratamentos e intervenções de mesmo tipo é importante, mesmo sabendo que cada caso é um caso, podemos com isso evitar erros já acontecidos e sabemos que novas análises requerem tempo, testes e pesquisas. Por um momento Yacy-ara froner e Luiz Antônio nos desmotiva em se tratando de uma realização de gerenciamento de coleções por motivo de altos custos e de incentivos que nem sempre vem dos órgãos do governo até esbarrarmos na famosa burocracia, mas por outro lado nos estimula por meio de projetos específicos que procuram trazer meios que viabilizem o trabalho de preservação do acervo com planejamentos a longo, médio e curto prazo, tudo isso previsto dentro de um plano diretor da instituição, Uma das questões mais relevantes a serem tratadas e pensadas são os agentes de degradação, faz parte de uma ação preventiva procurar prevenir e controlar esses agentes. O diagnóstico textual é um tipo de processo para a contenção desses degradantes onde se procura uma visão do ambiente e abrange também questões administrativas, estruturais e técnicas, tudo isso para que esses locais possam sanar problemas detectados, sempre levando em consideração as coleções, elaborar uma proposta com pessoas qualificadas e implementa-la dentro de um concreto planejamento, não parando por ai, continuar desenvolvendo relatórios para avaliação e ajustes se necessário com manutenção dessas ações.


Conclusão
A restauração é vista com muito deslumbre e sensação de poder, seja por restauradores ou admiradores da arte, a restauração se torna a propaganda do negócio em um mundo consumista e o ato de restaurar uma obra é vendido como a solução de cessar a degradação e morte de um bem cultural. O ato de colecionar é admirado cada vez mais e com isso mais acervos são criados. Toda a instituição, seja ela particular ou não, que abriga algum tipo de acervo trás consigo grandes responsabilidades ou pelo menos é o que esperamos, e de nada adianta guardar sem ter o mínimo de cuidados. Um caminho mais fácil e talvez mais em conta surge com a conservação, porque restaurar se podemos conservar objetos em seus estados original por mais tempo? Cuidados com o ambiente, o tratamento dos elementos físicos da obra, visando deter ou adiar os processos de deterioração. É isso que os autores desta obra nos trazem, mais que isso nos esclarecem as diretrizes que devemos seguir e como usá-las para uma maior permanência do estado verdadeiro de um bem cultural.


 FÁBIO GONÇALVES ZÜNDLER


 Caderno na integra: http://pt.scribd.com/doc/66558808/caderno3

Projeto corredor arte do hospital escola UFPel/FAU convida:



O Projeto Corredor Arte do Hospital Escola UFPel/FAU convida para a exposição do grupo São José.
 
Período: de 06 a 26 da janeiro de 2012
 
Local: Hospital escola UFPel/FAU  
Rua Prof.Araújo,538 - Pelotas-RS

Visitação: diariamente, das 7h ás 22h.

01 dezembro 2011

Arqueologia da UFPel no Casarão 8 - Pelotas/RS

     No dia 25 de novembro, o professor de arqueologia da UFPel, Pedro Sanches, fez uma visita ao Casarão 8 com o objetivo de retirar alguns artefatos encontrados pelos funcionários que trabalham na obra. As peças que não fazem parte da construção são vestígios arqueológicos, como pedaços de louças, vidros e madeiras torneadas que testemunham o cotidiano das pessoas que viveram no casarão e no seu entorno.
    O pedido para retirada das peças foi aprovado pelo diretor responsável pela Reserva Técnica que abriga o acervo do Casarão 8, na UFPel, e será inventariado e acervado. Antes disso, elas passarão por procedimentos de conservação nos laboratórios do curso de Conservação e Restauro e, no futuro, retornarão ao casarão como peças das exposições de longa e curta duração do Museu Arqueológico, que será ali implantado.
Além de professor de arqueologia nos cursos de Museologia e Conservação e Restauro, Pedro Sanches preside a comissão para implantação do Museu de Antropologia e Arqueologia de Pelotas nas dependências do Casarão 8.

por Ana Luisa F. Bezerra
 

29 novembro 2011

O Conservador nômade (E-conservation)

     Quando o computador ganhou um lugar permanente em nossas casas, começou uma revolução no trabalho. Mas a conservação não é uma das profissões que você pode realizar a partir do seu computador em casa, a menos que você esteja trabalhando em documentação. Pelo contrário, a conservação tem sido sempre um trabalho que precisa ser feito em outros lugares. Nos tempos modernos, este fenômeno atingiu uma dimensão nunca antes visto.
     Muitas vezes nos queixamos dos problemas dos tempos modernos. Não temos grandes revoluções ou guerras mundiais, mas as coisas estão mudando mais do que gostaríamos sem aviso prévio. Nunca foi mais fácil ou mais barato para viajar, assim como parece que nunca foi tão difícil permanecer em um emprego. Mobilidade é a palavra de referência hoje em dia. Contratos de longo prazo são difíceis de se obter. Contratos de curto prazo, e / ou freelancing, estão aqui para ficar e ditar nossas vidas. Agora, é muito comum ter de 35 a 40 anos e passado os últimos 10 a 15 anos pulando de projeto para projeto, tanto no meio acadêmico, no campo de museus ou no setor privado.
      Hoje em dia, a mobilidade é considerada como um requisito necessário para o mercado de trabalho moderno. Na conservação podemos contemplar três tipos principais de mobilidade: micro-mobilidade, quando você se move dentro da região onde você mora; macro-mobilidade, quando você se move continuamente em torno de seu país, o que não significa ir para casa, muitas vezes, e inter-mobilidade, quando você muda para outro país de forma permanente ou de longa duração (períodos de 2-5 anos).
       Mobilidade é ótimo! Ela permite que você viaje, veja o mundo, e se você não gostar de algo, pode passar para o seu próximo alvo. Mas também não permite que você planeje seu futuro, saiba onde vai estar vivendo em alguns anos, e crie raízes em sua comunidade ou crie uma família, basicamente, não permite que você se estabeleça e fique sossegado.
      Esta é a verdadeira natureza da conservação: ir "in situ", onde é necessário, embora você possa transformar isso em "ir a qualquer lugar que você tem a chance de". Todo o conceito inicial é muito atraente, para procurar um lugar melhor, para sempre se mover para o melhor, mas quando o melhor não está disponível e você precisa seguir em frente, porque o seu último trabalho ou projeto está terminado, então ele se transforma em uma questão de sobrevência.
       Isto deve ser visto como um sinal dos tempos presentes e não como um grande problema. Como um fator que está moldando a geração real de conservadores-restauradores e que provavelmente vai mudar a maneira como a conservação é feita, eu acredito que merece alguma refleção.


Rui Bordalo,
Editor executivo de e-conservation magazine
Editorial novembro 2011

22 novembro 2011

PROCEDIMENTOS DE HIGIENIZAÇÃO DE ACERVOS

Por
Silvana Bojanoski,
Conservadora-restauradora,
Especialista em Obras sobre Papel


Porque realizar o procedimento de higienização 
A higienização, um dos procedimentos fundamentais da conservação preventiva, deve fazer parte da rotina das instituições responsáveis por acervos de valor cultural e histórico. O objetivo é reduzir ou eliminar agentes agressores que causam danos aos livros e documentos. Agentes agressores, tais como poeira e outros resíduos, além de comprometerem a conservação dos acervos, também podem ser prejudiciais à saúde das pessoas que tenham contato com os materiais, seja para consulta ou execução de tratamentos técnicos. O procedimento de higienização do acervo também possibilita identificar e reduzir problemas potenciais, como por exemplo, o ataque de agentes biológicos.
A higienização é um procedimento minucioso e deve ser realizado com muito cuidado por pessoas devidamente treinadas e conscientes sobre o valor cultural do acervo. O trabalho do “agente de higienização de acervos” deve, portanto, ser acompanhado e orientado por um conservador-restaurador.

Quais são os agentes agressores 
- Poluentes particulados (poeira) ou gasosos;
- Ovos ou excrementos de insetos;
- Resíduos de alimentos;
- Resíduos de borracha;
- Variados objetos deixados dentro dos livros, como prendedores metálicos, grampos e clipes oxidados, marcadores de papel ácido, folhas e flores secas, etc.

Quais os danos causados por estes agentes agressores 
- Os poluentes gasosos causam reações químicas acelerando os processos de degradação dos componentes dos livros e documentos (papel, couro, tintas, etc.).
- Os poluentes particulados (poeira) se depositam sobre as caixas, estantes e cabeça dos livros e agem como abrasivos danificando capas e folhas dos livros.
- As partículas de poeira são higroscópicas, ou seja, absorvem umidade, criando assim ambientes propícios para o desenvolvimento de fungos.
- A sujidade do ambiente também facilita ataques biológicos, pois insetos e ratos proliferam em ambientes escuros, com índices de temperatura e umidade elevados e onde encontrem fontes de alimentos.
- Resíduos deixados dentro de livros ou caixas servem como fonte de alimento para insetos e outras pragas.
- Objetos de metais (clipes, grampos, alfinetes) oxidam-se facilmente e danificam o papel.
- Folhas e flores deixadas dentro de livros ocasionam manchas e marcas.
- A acidez presente nos marcadores de papel migra para as páginas do livro.

Quais os materiais necessários para realizar a higienização 
- aspirador de pó
- sacos extras para o aspirador de pó
- trinchas e pincéis macios
- escova tipo bigode
- espátula de osso
- estiletes de metal
- pó de borracha plástica branca (vinil)
- borracha plástica
- ralador de aço inox
- boneca de pano (saquinho contendo algodão envolvido por um tecido de algodão
amarrado, utilizado na limpeza com pó de borracha).
- papel mata-borrão
- pesos
- lupas ou lentes de aumento
- luvas de algodão ou de helanca (para limpeza de fotografias)
- luvas de látex
- máscara
- jaleco
- touca
- óculos de proteção

Como deve ser o local para realizar a higienização 
- Escolher um local limpo, ventilado, com boa iluminação, se possível exclusivo, para realizar os procedimentos de higienização.
- O local onde é feita a higienização deve estar muito limpo e organizado.
Periodicamente realizar a limpeza de mesas, estantes, mesa de higienização e aspiradores com um pano umedecido em uma solução 1:1 de álcool e água.
- Providenciar estantes para separar o material a ser higienizado e o que já recebeu tratamento. Se a higienização for realizada in loco, é preciso zelar pela ordem e segurança do acervo, retirando, transportando e devolvendo as obras nas estantes com cuidado.
- Pode-se utilizar uma mesa de higienização ou capela com sucção do ar. Desta forma evita-se o contato direto do agente de higienização com a sujidade retirada dos documentos.
- Pode-se também improvisar uma mesa de higienização providenciando uma espécie de cabine feita com papel mata-borrão ou caixa de papelão. No fundo pode-se fixar com fita crepe um aspirador para sugar as sujidades retiradas dos documentos.

Preparo dos materiais e equipamentos de higienização 
- O saco descartável do aspirador deve ser trocado periodicamente.
- Os filtros da mesa de higienização devem ser mantidos limpos com o auxílio do aspirador de pó. Tais filtros, dependendo do fabricante, podem ser lavados ocasionalmente.
- As trinchas e pincéis devem ser usados apenas na higienização e devem ser lavados com freqüência com uma solução de água e sabão. Deve-se observar se estão bem secos antes de usá-los novamente.
- O pó de borracha pode ser obtido ralando a borracha plástica com um ralador de inox. Este material pode ser preparado e armazenado em um pote de vidro de boca larga com tampa de rosca.

Quais as medidas de proteção e segurança para realizar a higienização 
- O uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) tais como luvas, máscara, jaleco, touca e óculos de proteção é obrigatório durante a higienização de
documentos. Desta forma previnem-se reações alérgicas ou outros problemas de
saúde que possam ser ocasionados pela sujidade existente no material.
- As luvas, máscaras e toucas devem ser descartadas ao final do dia de trabalho.
- As mãos devem ser lavadas com sabonete bactericida no início e final do trabalho
de higienização.
- Não consumir alimentos e bebidas, aplicar cosmético, pentear os cabelos, fumar,
mascar chicletes na área de trabalho de higienização.
- Antes de iniciar a higienização é preciso avaliar o tipo do material e o seu estado
de conservação. Alguns suportes, como por exemplo, uma obra de arte com tintas
e pigmentos frágeis, documentos muito danificados e ácidos, encadernações
rompidas, exigem atenção especial, podendo-se optar, sob a orientação do
conservador-restaurador, realizar uma higienização diferenciada.
- Para determinar se a limpeza pode ser realizada com segurança recomenda-se
iniciar em uma pequena área do livro ou documento sem informação registrada,
observando o local com uma lupa para identificar possíveis danos.
- Atenção: se for observada alguma substância não identificada ou houver cheiro de
produto químico nos documentos, recomenda-se chamar um especialista para
fazer uma identificação. Existem inúmeros acervos contaminados com pesticidas
que foram utilizados em outras épocas para combater o ataque de insetos. Os
resíduos destes produtos podem causar sérios problemas de saúde para as
pessoas que trabalham ou manuseiam estes acervos.
- Documentos contaminados por fungos e bactérias também devem receber
atenção especial, pois algumas espécies são altamente perigosas para os seres
humanos. Recomenda-se chamar um especialista e/ou conservador-restaurador
para identificar a espécie de fungo, os riscos existentes e os procedimentos que
devem ser adotados em relação ao acervo contaminado.

Métodos de higienização 
Livros e obras encadernadas
1) Inicialmente avaliar a estabilidade e a resistência da obra. Se a encadernação
estiver integra, pode-se iniciar limpando a capa e os cortes do livro com um
aspirador de baixa potência. Recomenda-se amarrar um pedaço de gaze na boca do
aspirador para reduzir a sucção e evitar que pedaços do documento sejam sugados.
O aspirador de pó não pode ser utilizado quando existem folhas soltas ou rasgadas.
Essa etapa inicial de limpeza externa também pode ser realizada com uma trincha
ou com uma escova tipo bigode.
2) Ao realizar a limpeza dos cortes, segurar firmemente o livro pela lombada e
apoiado sobre uma superfície, tomando cuidado para que a sujidade não entre no
miolo do livro. Proceder a varredura empurrando a poeira para fora da
encadernação.
3) Ao realizar a limpeza das capas é preciso observar o tipo de revestimento:
- Revestimentos em tecido podem ser limpos com a escova tipo bigode e/ou
aspirador de pó, se a capa estiver resistente e íntegra.
- Revestimentos plastificados podem ser limpos com um pano macio. Se houver
muita sujidade pode-se utilizar o pano levemente umedecido com água. Pode-se
também utilizar uma solução 1:1 de água e álcool. Nesse caso recomenda-se
iniciar em uma área pequena para verificar se o material não reage com a
aplicação de álcool.
- Os revestimentos das capas em papel podem ser limpos com pó de borracha,
fazendo movimentos circulares suaves com a boneca de pano. É preciso ter o
cuidado de retirar todo o pó de borracha utilizado com uma trincha macia ao final
do procedimento.
- Os revestimentos em couro devem ser limpos com pincéis macios e/ou tecido de
algodão macio. Outros procedimentos de tratamento do couro devem ser
realizados sob a orientação de um conservador-restaurador.
4) Após limpar capas e cortes, realizar a limpeza do miolo do livro folha a folha com
uma trincha ou pincel macio. A varredura deve ser feita sempre no mesmo sentido,
direcionando a trincha para a parte posterior da área de limpeza de forma a jogar a
sujidade na direção oposta do agente de higienização. Quando se higieniza um livro
mais volumoso é preciso apoiar a capa em uma almofada ou outro tipo de apoio
para não forçar a costura com a abertura.
5) Na primeira higienização recomenda-se limpar folha a folha com uma trincha
macia, dando-se especial atenção para a parte próxima da costura onde
normalmente se acumula maior quantidade de sujidade. Posteriormente pode limpar
apenas as capas, os cortes e as cinco primeiras e cinco últimas folhas, pois são
essas partes que tendem a acumular mais sujidades.
6) Observar se existe sujidades incrustadas nas folhas. Se necessário usar uma lupa
ou lente de aumento. Para retirar essas sujidades pode-se utilizar uma espátula de
metal sem fio. Deve-se tomar muito cuidado para não danificar as folhas com este
instrumento.
7) Clipes e grampos devem ser retirados dos documentos. Os grampos podem ser
retirados com a espátula de metal, abrindo-se cuidadosamente o grampo na parte
de trás do documento. Não utilizar o extrator de grampos porque eles forçam e
rasgam o documento.
8) Todos os materiais estranhos que estejam dentro do livro devem ser retirados. Por
exemplo: pedaços de papéis usados como marcadores de páginas, barbantes, fios
de cabelo, resíduos de insetos, folhas e flores secas, etc.
9) Deve-se prestar atenção no que se vai retirar do livro ou documento. Um selo de
cera colado, por exemplo, faz parte do documento e não deve ser removido. Partes
soltas que façam parte da obra devem ser colocadas em envelopes devidamente
identificados. Dúvidas sobre como proceder devem ser sanadas com o responsável
pelo acervo ou pelo conservador-restaurador que estiver acompanhando o trabalho.
10) A retirada de fitas adesivas e etiquetas exigem especial cuidado porque pode
ocasionar danos e rasgos no papel. Trata-se de um procedimento específico que
somente deve ser realizada sob a orientação do conservador-restaurador.
11) Após finalizar a limpeza de cada folha com a trincha pode-se utilizar a espátula de
osso para alisar dobras e diminuir os vincos.
12) Após limpar todo o miolo, colocar a obra em pé e bater levemente na lombada
com o cabo do pincel. Observar se existem resíduos que possam indicar algum tipo
de infestação de insetos.
13) Ao finalizar a higienização do volume deve-se folhear com cuidado o livro várias
vezes para propiciar a aeração do miolo.

Documentos planos 
1) Documentos planos como mapas e plantas podem ser higienizados com pó de
borracha. Deve-se antes avaliar a resistência da obra para que o procedimento seja
feito com segurança.
2) A borracha não pode ser utilizada em áreas onde existam anotações ou pinturas a
lápis.
3) Os documentos de grande porte devem ser colocados em uma mesa grande,
mantendo-o preso com pesos nos cantos e laterais.
4) A borracha plástica é colocada sobre o documento e friccionada levemente com
uma “boneca” de algodão ou um pedaço da própria borracha.
5) Deve-se dividir o documento em setores, realizando-se a limpeza do documento
em partes. Desta forma tem-se o controle de quais áreas já foram limpas.
6) Os resíduos de pó que se acumulam no verso do documento devem ser totalmente
eliminados.
7) Na medida em que o pó de borracha se torna sujo e escuro ele deve ser retirado
da superfície do documento com uma trincha macia. O procedimento deve seguir,
respeitando-se a integridade do material, até que a borracha utilizada esteja clara.

Como limpar as áreas de guarda de documentos
- As pessoas que realizam a manutenção das áreas de guarda de documentos e
livros devem ser orientadas sobre como limpar essas áreas.
- Deve-se realizar sistematicamente a limpeza do piso e das estantes com
aspiradores de pó. Não é recomendável varrer o ambiente porque dessa forma o pó
fica em suspensão e volta a se depositar nas estantes e piso.
- Na limpeza de estantes recomenda-se utilizar um pano levemente umedecido em
uma solução de álcool e lysoform (2%). A estante deve estar completamente seca
para recolocar os livros.
- Nas áreas de guarda de documentos não se recomenda utilizar nenhum tipo de cera
ou outros produtos de limpeza.
- As caixas de acondicionamento e embalagens devem ser limpas sistematicamente.
Caixas poliondas devem ser limpas com o aspirador e pano levemente umedecido.
Caixas e pastas que apresentarem grande acúmulo de poeira devem ser
substituídas por caixas novas.

Conclusão 
A higienização é um procedimento simples que garante a melhoria das
condições de conservação dos documentos. No entanto não se pode, em nenhum
momento, ignorar as recomendações e orientações de cuidados para realizar esse
procedimento. A manipulação descuidada no momento da higienização pode piorar o
estado de conservação de um documento que já está fragilizado ou ainda, ocasionar
danos e perdas irrecuperáveis de informações. A movimentação do acervo, se
realizada sem controle, coloca o risco de extravio e perda das obras.
O manuseio e higienização de obras raras exige uma atenção especial. Além do
cuidado com as obras frágeis ou danificadas, é preciso estar atento às intervenções
indevidas, como por exemplo, a retirada ou perda de algum componente da
encadernação original que esteja solto ou deteriorado, ou ainda, qualquer ação que
resulte em alteração das características originais da obra. Recomenda-se prudência e
em casos de dúvidas é necessário buscar soluções e tomar decisões em conjunto com
os responsáveis pelo acervo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em bibliotecas e
arquivos. São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial, 2000.
MELO, Leandro Lopes Pereira de; MOLINARI, Lílian Padilha. Higienização de
documentos com suporte em papel. São Paulo: Fundação Patrimônio Histórico da
Energia de São Paulo – Programa de Documentação Arquivística, 2002.
OGDEN, Sherelyn. Armazenagem e manuseio. Rio de Janeiro: Projeto Conservação
Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
PALETA, Fátima Aparecida Colombo; YAMASHITA, Marina Mayumi. Manual de
higienização de livros e documentos encadernados. São Paulo: Hucitec, 2004.
SERIPIERRI, Dione et al. Manual de conservação preventiva de documentos:
papel e filme. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.
SILVA, Francelina Helena Alvarenga Lima e. Enfoques e ações em biossegurança em
bibliotecas, arquivos e museus. Apostila apresentada no III Curso de Segurança
em Acervos Culturais. Coordenação de Documentação em História da Ciência,
Museu de Astronomia e Ciências Afins/MCT, 09 a 13 de maio de 2005.
SPINELLI Jr. , Jayme. Conservação de acervos bibliográficos e documentais. Rio
de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Depto. De Processos Técnicos, 1997.
Disponível no portal http://www.bn.br/preservação.

17 novembro 2011

Jornal divulga pesquisa da UFPel que resgata memória das Carruagens fúnebres - Pelotas/RS


      Com a finalidade de resgatar a memória das carruagens fúnebres e parte da história da sociedade pelotense, a formanda do curso de Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis, do Instituto de Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Luciane dos Santos Machado, desenvolve o trabalho de conclusão de curso sobre o tema "A presença de iconografia maçônica nos ornatos das carruagens fúnebres de Pelotas", com a orientação da professora Luíza Fabiana Neitzke de Carvalho. 
        A matéria acima foi veiculada no Jornal do almoço do dia 8/11/2011.
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