CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

13 outubro 2011

O Recôncavo baiano - Cachoeira/ BA



O Recôncavo baiano é a região geográfica localizada em torno da Baía de Todos-os-Santos, abrangendo não só o litoral mas também toda a região do interior circundante à Baía. O Recôncavo inclui a Região Metropolitana de Salvador, onde está a capital do estado da Bahia, Salvador.
As outras cidades mais importantes são: Santo Antônio de Jesus, Candeias, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Maragojipe e Cruz das Almas. A região é considerada muito rica em petróleo. Na agricultura a cana-de-açucar, mandioca e algumas culturas de frutas tropicais são propícias ao plantio.
O termo, dicionarizado como brasileirismo, tem como sinônimo apenas recôncavo, na acepção de "extensa e fértil região da Bahia" e deriva da situação geográfica, em torno da Baía de Todos os Santos, que guarda grande riqueza cultural e histórica.
   Na foto acima a esquerda a Prefeitura Municipal de Cachoeira, na Bahia. O município, localizado no Recôncavo Baiano a 111 km de Salvador, é uma das principais referências da cultura da baianidade e acima a direita as fachadas dos edifícios e sobrados e o antigo calçamento das ruas de Cachoeira traduzem a ligação desta antiga cidade com os valores históricos.

A cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano a 111 km de Salvador, é uma das principais referências da cultura da baianidade. Com uma população de maioria afrodescendente, o município também é notabilizado pela cultura dos séculos 18 e 19 e pela sua religiosidade, onde os rituais católicos se misturam com os preceitos do candomblé.
Tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan), no início da década de 1970, a cidade reúne o segundo maior conjunto arquitetônico do estilo barroco na Bahia. Exemplo disso é o conjunto que abriga a Igreja e o Convento do Carmo, que já possui mais de dois séculos. No interior da Casa de Oração estão guardados verdadeiros tesouros, como trabalhos em talha dourada e imagens sacras de tamanho natural, além de artefatos construídos sob influência oriental.

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Ação emergencial na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano

No dia 6 outubro, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia – Iphan-BA, esteve em ação emergencial na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Nota publicada pelo Iphan-BA, a decisão foi tomada em função dos riscos iminentes ao patrimônio nacional e tem como objetivo interromper as “intervenções criminosas e estancar os graves danos causados ao patrimônio cultural”. A ação conta com a participação da Polícia Federal na Bahia.


Ainda de acordo com a nota, a Prefeitura Municipal de Cachoeira tem adotado uma conduta irresponsável e ameaça a preservação do patrimônio cultural, um dos mais expressivos acervos arquitetônicos do período colonial brasileiro, respondendo por cerca de 30% dos bens protegidos pelo Iphan no estado. Leia a nota na íntegra:


NOTA SOBRE AÇÃO EMERGENCIAL EM CACHOEIRA, BAHIA


A cidade de Cachoeira, localizada às margens do Rio Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, possui um dos mais expressivos acervos arquitetônicos do período colonial Brasileiro, respondendo por cerca de 30% dos bens nacionalmente protegidos no Estado. Além do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico, convertido em Monumento Nacional pelo Decreto 68.045, de 18/01/1971, através do processo 843-T-71, inscrito no livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, nº49, fl. 12, de 21/09/1971, o município possui 31 bens individualmente tombados, número superior ao acervo protegido de vários Estados da Federação.


Em face de sua relevância, Cachoeira recebeu do Governo Federal ao longo do últimos 10 anos recursos de R$ 55.000.000,00 (cinqüenta e cinco milhões de reais) aplicados em ações no Patrimônio Cultural, o que colocou a cidade no topo da lista dos municípios que mais investimentos recebeu em todo o país.


A implantação da Universidade Federal do Recôncavo Baiano – UFRB, por exemplo, apenas viabilizou-se a partir das intervenções efetuadas pelo IPHAN/Monumenta no Quarteirão Leite Alves, com obras de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais). Vale aduzir, que a ida da universidade modificou inteiramente o tecido econômico-social local.
Junto a isto, é importante destacar as intervenções de conservação e restauração realizadas nas principais edificações civis e religiosas que compõe o conjunto protegido, tais como:
• Capela de Nossa Senhora da Ajuda;
• Paço (Casa de Câmara e Cadeia);
• Casa Natal de Ana Nery-Rua Ana Nery, nº 07;
• Conjunto do Carmo-Ordem Primeira;
• Conjunto do Carmo-Ordem III e Casa de Oração;
• Igreja do Rosarinho e Cemitério dos Pretos;
• Imóvel à Rua Benjamin Constant, nº 17;
• Imóvel à Rua Sete de Setembro, nº 34;
• Igreja Matriz do Rosário;
• Imóvel à Rua Ana Nery, nº 02;
• Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte;
• Requalificação Urbana de logradouros(1ª Etapa);
• Imóvel à Rua Manoel Vitorino, nº 12;
• Imóvel à Rua 13 de Maio, nº 13;
• Requalificação Urbana da Orla de São Félix;
• Igreja Matriz do Rosário - Bens Integrados;
• Museu de Cachoeira;
• Igreja de São Tiago do Iguape;
• Seminário de Belém;
• Imóvel à Praça da Aclamação, nº 01;
Para além, encontram-se em andamento as seguintes intervenções:
• Implantação de Rede de Distribuição Subterrânea (Pronac)
• Restauração dos painéis azulejares da Igreja Matriz do Rosário
• Restauração do Cine Teatro Glória
• Restauração do imóvel situado à Rua Ana Nery, nº25
Cabe ainda observar ainda que, o Programa de Financiamento de imóveis privados investiu aproximadamente R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais), beneficiando 63 proprietários, que puderam dispor de recursos para a restauração e conservação dos seus próprios em condições especiais, sem quaisquer juros e prazo para pagamento de até 20 anos.
O Acordo de Preservação do Patrimônio Cultural – APPC do PAC das Cidades Históricas, capitaniado pelo IPHAN, firmado em outubro de 2010, prevê investimentos totais de R$ 105.000.000,00 (cento e cinco milhões de reais) até 2013, pelos governos estadual e federal.
Apesar de todo o exposto, e por absurdo, a Prefeitura Municipal tem adotado uma conduta irresponsável e desidiosa, se configurando como uma das principais ameaças à preservação do Patrimônio Cultural de Cachoeira. Além de se furtar a cumprir o seu dever constitucional de preservar o patrimônio cultural local, não fiscalizando e permitindo a disseminação de intervenções ilegais na cidade, o Poder Público Municipal tem pregado sistematicamente a desobediência aos diplomas legais de proteção do Patrimônio Cultural. Os danos cometidos contra o acervo histórico, cultural e artístico nacional se constituem em crimes cometidos contra o Patrimônio Nacional, sendo submetidos ao juízo da Justiça Penal Federal.
Atualmente, encontram-se em andamento inúmeras intervenções ilegais, sem a devida autorização desta instituição, como por exemplo, a construção de quadra poliesportiva na vizinhança imediata da Igreja do Antigo Seminário de Belém de Cachoeira, afetando agudamente a ambiência do monumento individualmente protegido; a destruição de canteiros de Praça localizada próxima à Avenida Beira Rio, requalificada recentemente com recursos do Governo Federal; a construção de cobertura metálica em quadra poliesportiva em imóvel situado à rua Martins Gomes; dentre outros.
Estes fatos, levaram o IPHAN a emitir diversos Termos de Embargo e Autos de Infração determinando a paralisação imediata de todo e qualquer serviço porventura iniciado. As determinações desta Instituição tem sido sistematicamente desobedecidas.
Diante dos riscos iminentes ao Patrimônio Nacional o IPHAN, no cumprimento do seu dever constitucional, em conjunto com a Policia Federal na Bahia, está realizando, em 06 de outubro de 2011, ação emergencial com o objetivo de interromper imediatamente as intervenções criminosas e estancar os graves danos causados ao Patrimônio Cultural Nacional no município de Cachoeira.


Informações da Superintendência do IPHAN na Bahia

07 outubro 2011

                Detalhe do quadro "Las Meninas", de Velázquez. no Museo del Prado/ Espanha

06 outubro 2011

Restauro na Piratinino em fase final - Pelotas/RS

      
     O trabalho de revitalização da caixa d''água da praça Piratinino de Almeida, em Pelotas, uma das únicas no mundo totalmente de ferro, deve estar concluído até o início do próximo mês. Houve atraso na entrega das obras porque o monumento precisou de reparos não previstos no projeto inicial. O restauro começou em dezembro de 2010 e deveria estar pronto em junho.
    Subsidiada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a revitalização envolve as secretarias de Qualidade Ambiental e de Gestão Urbana. Depois de pronta, a caixa d''água da Piratinino voltará a auxiliar no abastecimento da cidade, além de complementar o patrimônio histórico e turístico da região. "Estamos terminando a obra e a previsão é de que seja inaugurada na última semana de outubro ou no início de novembro. Ela está praticamente pronta, mas, quando se trata de restauro, surgem coisas não previstas e, por isso, tivemos que encomendar mais projetos", diz a arquiteta Helenice Couto. Segundo ela, falta concluir um trecho de pavimentação, pintura, parte elétrica e alguns ajustes.
     O minucioso trabalho começou com o desmonte das peças degradadas. Depois, foi feita a demolição de alvenarias construídas fora da originalidade do monumento e retirado o piso, para não ser comprometido. A caixa d''água de ferro fundido recebeu jateamento e teve todas as peças danificadas recuperadas.

Dicas de site/blog: Site sobre o tema “fotografia e trabalho” é disponibilizado pela UFPEL - Pelotas/RS

     Está disponível online o portal Fotografia e Trabalho RS, etapa do projeto de pesquisa "As funções e os sentidos do registro fotográfico" sobre o trabalho durante o século XX no Rio Grande do Sul, apoiado no Edital CNPq Nº 14/2010 – UNIVERSAL, lotado no Departamento de Museologia, Conservação e Restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas, coordenado pela Profª Francisca Ferreira Michelon e que constitui uma proposta de investigação sobre os acervos residentes em instituições do Rio Grande do Sul, já sistematizados ou em fase de sistematização, que apresentam o tema Trabalho como um dos indexadores dos documentos visuais. 
         A proposta originou-se do acervo de três instituições: do Arquivo Fotográfico Memória da Universidade Federal de Pelotas; do Memorial da Sociedade de Ginástica Porto Alegre – SOGIPA e do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. Mais informações estão disponíveis no site do projeto http://www.ufpel.edu.br/ich/fotografiaetrabalho 
    As análises de alguns resultados do projeto estarão sendo apresentadas pela coordenadora nas XIII Jornadas Internacionales del Patrimonio Industrial: Patrimonio Inmaterial e intangible de la industria, em Gijón, Asturias, Espanha, no dia 29 próximo. Este, como os demais trabalhos selecionados para o evento, será publicado em um livro, dentro da Coleção “Los Ojos de la Memoria”, volume 12. 


03 outubro 2011

Patrimoni en imatges

Praça coronel Pedro Osório (Fonte das Nereidas) em Pelotas/RS pelas lentes de Phillyp Almeida.

Veja mais em: 
http://phillyp-wwwphillypphotoscom.blogspot.com/

Castelo e residência de Simões Lopes devem ser tombados

Dois pedidos formais de tombamento devem chegar em breve ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), em Porto Alegre. O diretor Eduardo Hahn esteve em Pelotas para visitar as construções: o Castelo Simões Lopes - erguido em 1922 - e a residência, em estilo neomourisco, que pertenceu a João Simões Lopes Neto, o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul. A proteção legal dos prédios seria apenas um primeiro passo. Em ambos os casos, a restauração é urgente.

Fotos atuais e antigas, documentos, plantas, dados históricos. O embasamento deve garantir a instrução dos processos. E, mesmo que o tombamento venha, não é a solução, é só o início, alerta o diretor do Iphae. No casarão da rua Santa Tecla o restauro, com verbas públicas ou através das leis de Incentivo à Cultura, precisaria ser resultado de um longo debate para indicar qual seria o uso do imóvel no futuro. Para justificar o investimento público, no entanto, o bem privado teria de ganhar utilização coletiva.

A ligação com Simões
O palacete, erguido na então rua Paissandu, 2, pertenceu a João Simões Lopes Neto, filho de Catão Bonifácio e Teresa. É concreto. Uma certidão, garimpada em cartório pelo simoneano Mogar Xavier, comprova: “A casa foi adquirida por ele em 1896, aos 31 anos, e vendida em 1897, mas não afirmaria que viveu no local”, diz.

Sem uma intervenção rápida, “será uma ruína muito em breve”, afirma o historiador do Iphae, Robson Dutra. Cairiam mais do que forros com ornamentos em madeira recortada, paredes com pintura mural ou a fachada em estilo neomourisco. Poderia se perder parte da história, não apenas da arquitetura.

Castelo Simões Lopes

Claraboia quebrada. Telhado desabado. Piso comprometido. Fungos nas paredes. Aberturas deterioradas. Porta de entrada sem fechadura. É um retrato do Castelo Simões Lopes, construído em 1922 por Augusto Simões Lopes. O cenário é de abandono, apesar de a Guarda Municipal permanecer de plantão no patrimônio adquirido pelo Executivo em 1991.

Nas mãos da prefeitura, a construção projetada pelo arquiteto alemão Fernando Rullman, já foi Casa de Cultura e Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Hoje é síntese de saques e vandalismo. Sem qualquer uso oficial.

Um recurso negociado com o Ministério da Saúde seria insuficiente para cobrir a restauração. “Os cerca de R$ 400 mil daria praticamente só para o telhado e a engenharia da Caixa Econômica, que é o gestor das obras do governo, não aceitou fazer por etapas”, explica a secretária de Saúde, Arita Bergmann. Um outro projeto deve, então, ser elaborado em conjunto com a Secretaria de Cultura (Secult), com vistas a um Memorial da Saúde Mental - sugere Arita.

 Por: Michele Ferreira


Rethalhado de http://www.diariopopular.com.br

02 setembro 2011

Projeto de restauração do Sete de Abril será entregue ao Iphan


    O projeto completo das obras de restauração do centenário Theatro Sete de Abril está concluído e será entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nesta sexta-feira (02). A determinação partiu do prefeito Adolfo Antonio Fetter em reunião com o titular da Secult, Ulisses Nornberg, e o corpo técnico do escritório local do Projeto Monumenta, lotado na Secult. Na ocasião, o projeto de restauro foi apresentado ao prefeito, que solicitou que, amanhã, este seja enviado ao escritório do Iphan em Porto Alegre.
    O corpo de engenheiros e arquitetos do escritório local do Monumenta apresentou ao Chefe do Executivo o registro fotográfico do teatro, levantamento cadastral, projeto arquitetônico, projeto estrutural, projeto de cobertura, projeto hidrossanitário, arquitetura, iluminação cênica e memoriais descritivos de cada um dos projetos. Todo este material foi compilado em oito volumes, que contemplam ainda projetos complementares, diagnóstico das patologias encontradas e as respectivas propostas de intervenção visando à consolidação e restauração integral do teatro, além de buscar a requalificação dos espaços. Contemplados ainda no projeto a restauração total das poltronas, instalação de carpete, placas de identificação, cortinas e demais itens internos do teatro.
Ao dar vistas ao volumoso projeto, Fetter parabenizou a equipe da Secult e destacou que sem o trabalho árduo e contínuo de cada um dos membros da equipe, a realização do projeto não seria possível.
    A equipe técnica que participou da audiência com Fetter é composta pelo engenheiro Ricardo Silveira, engenheira Gisela Frattini, arquitetos Fábio Caetano e Marta da Rosa e Silva.

Fonte: pelotas.com.br

01 setembro 2011

1° Encontro do GT história, imagem e cultura visual - ANPUH/RS


Programação

Dia 24/11

14h às 18h: credenciamento
19h: Conferência de abertura: Profª Drª Ana Maria Mauad/UFF

Dia 25/11

9h às 12:30h: Comunicações

14h às 16h: Mesa-Redonda História e fotografia: Prof. Dr. Charles Monteiro (PUCRS), Prof.ª Drª Zita Possamai (UFRGS) e Profª Drª Francisca Michelon (UFPel)
16:30h às 18:30h: Mesa-Redonda História, imagem e cultura visual: Profª Drª Daniela Kern (UFRGS), Prof. Dr. Aristeu Lopes (UFPel) e Prof. Dr. Juarez Fuão (FURG)

Patrimoni en imatges - Pelotas/RS




(Acima) Escola de belas artes (EBA) em 1963.(A esquerda) O atual prédio da faculdade de Museologia e Conservação e Restauro - UFPel - Pelotas/RS
Fonte: Coleção EBA/Arquivo Fotográfico Memória da UFPEL.
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