CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

03 agosto 2011

Ministério Público Federal quer paralisação das obras do Maracanã

O Ministério Público Federal entrou nesta segunda-feira na Justiça com uma ação civil pública pedindo a paralisação imediata das obras de reforma da marquise do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro. A ação solicita ainda a reconstrução da marquise antiga, que está sendo demolida.
O Ministério Público pede que a Justiça aplique uma multa diária de R$ 500 mil caso a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) continuem com a obra. Outra multa diária, de R$ 1 milhão, é solicitada caso a marquise não seja reconstruída.
O Ministério Público baseia a ação no fato de que o Maracanã ser tombado pelo Iphan em 2000, o que impediria modificações radicais, como as que estão sendo feitas para a Copa do Mundo de 2014.
O procurador Maurício Andreiuolo, autor da ação, também quer que o Iphan e a Emop reedifiquem as partes já demolidas com a adequação da obra à preservação da marquise – sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Caso não seja possível a reconstrução por questões técnicas, o MPF pede que seja construída nova marquise similar à atual com a condição de efeito suspensivo caso a obra não atenda às especificações do bem tombado.

Para o Ministério Público, obras no Maracanã descaracterizam estádio tombado pelo Iphan
Para o Ministério Público, obras no Maracanã descaracterizam estádio tombado pelo Iphan

A Emop informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda não foi notificada sobre a ação do Ministério Público. Já o Iphan, que autorizou as modificações no Maracanã, discorda do MPF.
Segundo a assessoria de imprensa do instituto, o Maracanã não foi tombado pela arquitetura, mas pela importância etnográfica, isto é, por ser palco de uma manifestação cultural brasileira. Sendo assim, não há motivo para impedir as mudanças no estádio, por mais radicais que sejam.
Para o Iphan, as alterações do estádio são importantes para que ele continue sendo usado pela população e, assim, justifique seu tombamento etnográfico. A assessoria de imprensa do órgão lembra que já foram feitas outras modificações importantes no estádio em anos anteriores, como o fim da geral e a colocação de cadeiras nas arquibancadas.

Rethalhado de http://www.jb.com.br

21 julho 2011

Professora Andréa Bachettini da UFPel é eleita presidente da ACOR-RS

A professora do Departamento de Museologia e Conservação e Restauro do Instituto de Ciências Humanas da UFPel, Andréa Lacerda Bachettini, foi eleita presidente da Associação dos Conservadores e Restauradores de Bens Culturais do Rio Grande do Sul (ACOR-RS), para o biênio 2011-2013.
Fundada em 8 de julho de 2003, a ACOR-RS é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, espaço de discussão alicerçado na ética e na construção de propostas para dignificar a prática da conservação e restauração e proteger, como órgão da categoria, os profissionais conservadores e restauradores de bens culturais do Estado, como está previsto no seu estatuto.
A eleição aconteceu na última sexta-feira(15), durante Assembleia Geral da entidade, realizada no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Ado Malagoli - (Margs), em Porto Alegre.
A assembléia foi conduzida pela presidente do biênio 2009-2011, Lorete Mattos (restauradora de obras raras da Biblioteca da UFRGS) e pela secretária Loreni de Paula (restauradora do Margs). Foram apresentados o relatório de atividades e a prestação de contas da última gestão. A posse está prevista para 30 dias após a eleição.
Nova diretoria da ACOR-RS, biênio 2011-2013:
Presidente: Andréa Lacerda Bachettini, DMCOR/ICH/UFPel; Vice- Presidente: Naida Maria Vieira Corrêa, Margs, Sedac, RS/Restauratus; 1° Secretária: Loreni Pereira de Paula, Margs/Sedac,RS; 2° Secretária: Ângela Macalossi; Mestranda/UFPel; Tesoureiro: Fellippe de Moraes, Autônomo. Conselho Consultivo: Mariana Gaelzer Werthaimer, Autônoma; Daniele Baltz da Fonseca, DMCR/ICH/UFPel; Silvana Bojanoski, DMCR/ICH/UFPel; Denise Stumvoll, MCS/ Sedac, RS; Roberto Luiz Sawiztki, Iphae/ Sedac, RS. Conselho Fiscal: Vera Zugno, Autônoma; Luis Fernado Rhoden, IPhan,RS; Keli Cristina Scolari, DMCR/ICH/UFPel. Conselho Técnico: Lorete Mattos, UFRGS.

15 julho 2011

Ambiente e Conservação - ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E OBJETOS DE ARTE PROGRAMA

PROJETOS DE ILUMINAÇÃO – MUSEUS E GALERIAS DE ARTE por Luís Antônio Greno Barbosa.

Para acessar click no selo (pdf)




Rethalhado de http://www.iar.unicamp.br/

04 julho 2011

TEORIAS DA RESTAURAÇÃO ( Cesare Brandi)

  Cesare Brandi (1906-1988) é um dos principais nomes do restauro moderno. Em 1966 escreveu a Teoria da restauração, obra baseada nas diretrizes da Carta de Atenas, muitas vezes classificada como um texto teórico e pouco prático.
   Os teóricos do século XIX e início do XX se empenharam em classificar o que deve ou não deve ser restaurado com o objetivo de evitar que as intervenções pudessem causar mais danos do que o próprio tempo. Pensavam o restauro como uma ciência exata, com regras e métodos cientificamente determinados, prevalecendo o caráter histórico das obras.
  Após a Segunda Guerra Mundial, diversos monumentos foram destruídos. Nesse contexto, Brandi teve grande destaque, participando do restauro de inúmeras obras de arte; diante da falta de sistematização de procedimentos, começou a pensar no que seria sua Teoria da restauração, com o objetivo de delimitar regras que embasassem a prática do restaurador.
  Diante de tamanha destruição, o caráter artístico não pôde mais ser colocado em segundo plano, já que a fruição da obra-de-arte está relacionada à observação de sua imagem figurativa somada ao caráter histórico. É este aspecto que diferencia a obra-de-arte de outros produtos da ação humana. Brandi afirmava que “restaura-se somente a matéria da obra-dearte” (BRANDI, 2004, p. 31), já que o restaurador só atuará nesse nível e uma obra se manifesta por meio da matéria que, por sua vez, é o que degrada.
  Conhecendo o objeto já em estado deteriorado, não é possível ter certeza de como havia sido quando novo, sendo necessária uma intervenção baseada no estado em que se encontra quando restaurado e não no que se pensa ter sido seu “estado original”, o que levaria o espectador a incorrer em um erro de interpretação. Brandi chamou isso de “falso histórico”. Para Brandi, “(...) a restauração deve visar ao restabelecimento da unidade potencial da obra-de-arte, desde que isso seja possível, sem cometer um falso artístico ou um falso histórico, e sem cancelar nenhum traço da passagem da obra-de-arte no tempo” (BRANDI, 2004, p. 33). Segundo suas teorias, as intervenções deveriam se guiar por uma crítica de valor em relação ao significado histórico do objeto, limitada pelo estado físico em que se encontra a obra-de-arte e sustentada por um vasto conhecimento técnico, estilístico, filosófico e histórico, não podendo depender do gosto particular do restaurador. Ele estabeleceu ainda que as intervenções deveriam tornar os acréscimos facilmente reconhecíveis, mesmo para um leigo, e que fossem reversíveis, permitindo sua retirada em caso de uma eventual intervenção futura.
  A principal marca da obra de Brandi é o rigor crítico-cultural que situa o ato de restauro como responsável pelas futuras interpretações estilísticas e históricas da obra-de-arte. Se for executada sem critérios, a restauração pode causar danos à obra que irão perpetuar-se por várias gerações.
  A partir dessas teorias, a preservação do patrimônio cultural, em suas diversas formas e aspectos, consolidou seu espaço na sociedade contemporânea, contribuindo para a democratização no acesso e na fruição da cultura.


Por  CHRISTIANA ARRUDA LEE DA ROCHA em Monografia "O LIVRO COMO OBRA-DE-ARTE:
CRITÉRIOS TEÓRICOS PARA CONSERVAÇÃO DE OBRAS RARAS" - http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/ChristianaRocha.pdf  -  Rio de Janeiro / Brasil 2008

30 junho 2011

LEIA ON LINE: DA RUINA AO EDIFICIO: NEOGOTICO, REINTERPRETAÇAO E PRESERVAÇAO DO PATRIÔNIO Por Cristina Meneguello

O presente trabalho, ao estudar o revival gótico e o medievalismo presentes na história, na arquitetura e nas artes da Inglaterra do século XIX, examina as estratégias de interpretação do passado histórico presentes na cidade industrial. Analisando o paradigma da cidade de Manchester como a cidade industrial por excelência, este trabalho observa a criação de um discurso sobre o passado local, intensificado quando da edificação da nova prefeitura da cidade e das escavaçóes das ruínas romanas em sua região central. Procede-se a uma análise do movimento neogótico, a partir da historiografia da época e posterior, questionando as idéias de sobrevivência, de revival e de historicismo na arquitetura. Centrando-se nas figuras de A.W.N.Pugin, John Ruskin e William Morris, o presente trabalho observa identidades entre o revival e o movimento Arts and Crafts, especialmente na questão do ornamento e da celebração da habilidade do artífice. Por fim, considerando-se o neogótico e o medievalismo em sua forma mais ampla, oferece-se uma explicação que se move em duas frentes: a criação das cidades de industriais e das cidades-jardim entendidas como um retorno à idéia de comunidade medievalizada que projeta o passado para o futuro; e o surgimento das primeiras sociedades de preservação do patrimônio na Inglaterra, atribuindo significados históricos à sua aversão ao restauro dos edificios e à sua defesa do passado tangível das ruínas, as quais indicam a permanência do passado no presente.

LEIA ON LINE EM : http://tinyurl.com/62o79nq

29 junho 2011

Viver, lembrar, esquecer

   A questão do esquecimento nas sociedades atuais será o tema central do 5º Seminário Internacional em Memória e Patrimônio, organizado pela UFPel. Que este ano será realizado de 5 a 7 de outubro.
   O Esquecimento vem sendo estudado no século XX em relação com o genocídio judaico. As revelações sobre o Holocausto mostraram à humanidade um “dever de lembrar”, especialmente quando há crimes considerados imprescritíveis, ou seja, cujo julgamento nunca deveria ser arquivado.
  Mesmo quando as recordações chegam à consciência com agrado, é possível que o esquecimento tenha também sua função mental. Os vazios da memória são na verdade defesas que ajudam a tirar do pensamento aqueles momentos que não foram aceitos ou compreendidos.
  Portanto, a pessoa não lembra o que aconteceu e não consegue desenvolver-se na vida e construir um futuro. Trata-se de um tema a ser integrado com a psicologia e os estudos sobre a dor e a felicidade.
  Na foto maior, reproduzida do Quiosque Nelson Nobre, o Laranjal nos anos 50. Hoje, vemos carros bem diferentes, pavimento, calçadão novo, mais artifícios. A areia será a mesma? E as palmeiras? Algumas pessoas podem ainda estar vivas; talvez várias já faleceram. Terão sido esquecidas?
  Alguns dos painéis temáticos do V SIMP e seus coordenadores:
  • Literatura, memória e trauma - Aulus Martins
  • Fotografia e Esquecimento ou a “imagem sem imaginação” - Francisca Michelon
  • Lembrar, esquecer, narrar - Carla Gastaud
  • A conservação e restauração do patrimônio cultural como resgate da memória - Andréa Bachettini
  • Museus e acessibilidade: ser visto para não ser esquecido - Francisca Michelon e Nóris Pacheco Leal
  • Memória e esquecimento: por entre traços, rastros, cicatrizes e sombras - Denise Busoletti
  • Arte e memória: visualidade entre-silêncios - Ursula Rosa da Silva 
Rethalhado do blog: http://pelotascultural.blogspot.com/

Charque x doce de Manoel Magalhães- Pelotas/RS

                                           Acrílica s/ "Charque ao sol" By Manoel Magalhães
 Pelotas está mudando a olhos vistos. Um passeio pelo coração da cidade (Pça. Coronel Pedro Osório), graças ao Projeto Monumenta, programa de recuperação do patrimônio cultural urbano brasileiro, executado pelo Ministério da Cultura e financiado pelo BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, antigos casarões que estavam fadados a desabarem, hoje voltam a encantar turistas e pelotenses.
 Isso não quer dizer, entretanto, que devamos fechar os olhos à realidade. Esses monumentos foram erguidos pelos barões do charque, utilizando-se mão escrava. Muito sangue e suor têm meio aos tijolos. Acaso apuremos os ouvidos, nos dias ventosos conseguimos ouvir o lamento das senzalas, que ficavam no porão das construções.
 O fausto da Pelotas antiga ainda se sobrepõe aos esforços que cidade faz para modernizar-se. Esses casarões, ícones da falida nobreza pelotense, mercê do trabalho de restauração, ganham fôlego nas ruas da cidade, levando-nos a inúmeras reflexões. Dentre essas, uma advém de antigo ditado, que se pode interpretar como sendo, quem sabe, superstição.
 Nossos pais e avós, diante de um saleiro virado, vendo o sal esparramado no chão, diziam referentemente: joguem açúcar em cima. Portanto, amigos, eis a questão. Quanto açúcar terá de ser jogado sobre a cidade para adoçar a quantidade de sal que, ao longo dos anos, foi jogado sobre a carne, processo de salinização, transformando-a em charque?
Não será pouco, evidentemente. Para os descrentes talvez isso nem seja possível, pois haja açúcar para adocicar o passado pelotense, cuja riqueza foi amealhada graças ao sal, gado, suor e sangue derramado pelos escravos.
 A Feira Nacional do Doce  (Fenadoce),  que ora se realiza no Centro de Eventos, por certo minimiza um pouco o carma da Princesa, cuja expressão é melancólica. Percebe-se que ano após ano o festejo ganha fôlego, levando o nome de Pelotas além de nossas fronteiras. Muitos, aliás, têm esperança de que o açúcar, assim como ocorrera com o sal no passado, transforme-se no produto que desenvolverá a cidade.
Outros tantos, porém, disso duvidam, não por serem descrentes, mas porque acreditam no antigo hábito da cidade dos barões de puxar o freio de mão quando solicitada a enfiar a mão na guaiaca e investir nela mesma. Caxias do Sul e Gramado, por exemplo, terras de empreendedores, transformaram-se em modelo de cidades, onde o passado perde força diante da energia do presente, correndo na direção de faustoso futuro.
 Evidentemente que privilegiar o conjunto arquitetônico pelotense, transformando-o num museu a céu aberto é inteligente. A Casa do Lago, recentemente inaugurada, funcionando como posto turístico demonstra vontade de acertar, dando informações preciosas aos turistas, e turismo incentivado significa lucro à rede hoteleira, aos restaurantes, alavancando a estima de Pelotas. Mas só isso não basta para colocar a cidade num patamar privilegiado.
Os pelotenses atentos – e turistas igualmente, não desmerecem o que está sendo feito, mas têm certeza de que a cidade, para chegar ao nível das cidades serranas, tem um longo caminho pela frente.
 É inegável o crescente empobrecimento de Pelotas considerando-se o número de sem-tetos que se vê pelas ruas, tendo nos calcanhares matilhas de cães não menos abandonados. O crescimento da atividade informal, igualmente, agiganta-se em razão da pouca oferta de emprego e, também, pela carência de qualificação profissional. Aos poucos os camelôs começam a tomar conta outra vez do Calçadão da Andrade Neves, enfeiando-o.
 Pelotas vive um bom momento, sim, mas uma chuva de açúcar sobre o sal que se acumulou no imaginário pelotense por anos a fio pouco adiantará se a mão que entrar na guaiaca sair vazia.
 Para que isso ocorra é imprescindível mudanças de paradigmas. Os “poderosos” da terra terão de aprender a olhar o entorno com generosidade, conferindo-lhe beleza urbanística, valorização do patrimônio histórico, e dotando a cidade de infraestrutura digna, arrancando-a em definitivo do passado. Passado que de quando em quando se maquia – sobretudo nos festejos - mas, como todos sabem a maquiagem dura pouco.
 Ano que vem Pelotas completa 200 anos. O que prevalecerá? O sal que os anos acumularam em nosso inconsciente ou o açúcar que, dia após dia, ganha importância na cidade, com pretensões de mudar nosso paradigma histórico? 

Manoel Magalhães

O Espírito das Ruas - Cervejaria - Pelotas/RS



Série que revela  Pelotas sob perspectiva radical. Um documento contemporâneo cuja intenção é mostrar os contrastes da Princesa do Sul às vésperas de completar 200 anos.  Nos próximos capítulos depoimentos de anônimos que ajudam a escrever a sua história. Neste capítulo cenas do prédio da antiga Cervejaria Brahma, localizada na Rua Benjamim Constant,  pertencente a Universidade Federal de Pelotas.

26 junho 2011

Restauradores e conservadores encontram mercado promissor

   Prestes a sair do meio acadêmico, os 20 novos Conservadores/restauradores da primeira turma do curso de Conservação e Restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas (ICH/UFPel) enfrentam o desafio de desbravar um mercado de trabalho, ainda restrito, principalmente no Rio Grande do Sul. Tarefa que pode se tornar mais fácil a partir da regulamentação da profissão, projeto que ainda tramita na Câmara Federal.
       A formatura ocorrerá no fim deste ano e no segundo semestre haverá o quarto ingresso de alunos. Mesmo diante dessa leva cada vez maior de futuros profissionais, os professores do novíssimo curso - inaugurado em 2008, o segundo no Brasil em universidade pública - são otimistas quando o assunto é mercado de trabalho. 

Leia a matéria completa sobre o novo mercado de restauradores que deve se abrir, na edição impressa do Diário Popular deste domingo (26).

Por: Ana Cláudia Dias – anacl@diariopopular.com.br
 

22 junho 2011

Museu irá resgatar a história de Pelotas

      Na manhã desta terça-feira (21), a criação do Museu da Cidade foi tema em reunião no Casarão Seis da Praça Coronel Pedro Osório. Este foi o terceiro encontro que reuniu os representantes das instituições engajadas na criação do Museu que será instalado no Casarão onde residiu, durante quatro gerações, a família Antunes Maciel.

    O superintendente de Cultura da Secult, Mogar Xavier, salientou que o Museu da Cidade tem como proposta contar a história de Pelotas através da formação étnica do seu povo, reunindo acervos públicos e privados. Xavier ainda destacou que o projeto de utilização do Museu está sendo desenvolvido pelo coletivo.

    Entre os parceiros estão o Museu do Charque, Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Clube Cultural Fica Ahí, Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, Memorial Theatro Sete de Abril, Associação Comercial de Pelotas, Associação Rural de Pelotas, Memorial dos Ex-Prefeitos, Museu do Saneamento, Museu da Etnia Francesa, UCPel – Acervo Nelson Nobre, Sociedade Libanesa, Sociedade Italiana, Sociedade Recreativa 15 de Julho, Programa de Rádio: Sempre é Carnaval, entre outros que serão confirmados nas próximas reuniões.

      Numa segunda etapa serão definidos os espaços de ocupação e a terceira etapa será a formatação do regimento interno, o plano  museológico e o decreto de criação. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pela Câmara de Vereadores.

21 junho 2011

Teoria da conservação e do restauro

Breve história da teoria da conservação e do restauro 
Eduarda Luso
Escola Sup. de Tec. e Gestão, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal

 Paulo B. Lourenço
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal
 
Manuela Almeida
Universidade do Minho, Guimarães, Portugal

Os monumentos sofrem as consequências das condições atmosféricas e dos diferentes usos sociais que gerações lhe atribuem ao longo dos tempos. Ainda que “restaurar” signifique repor em bom estado algo que perdeu as suas qualidades originais, a aplicação prática deste conceito não é simples. Tal como houve ao longo dos séculos uma evolução e alterações nos estilos usados na arquitectura, com aplicação de novos materiais, novas técnicas de construção e fundamentalmente novas correntes artísticas e arquitectónicas, o restauro também sofreu mutações, com mais intensidade a partir do século XIX. Da mesma forma, a noção de património abarca hoje consensualmente também pequenos edifícios, espaços envolventes, construções rurais e centros urbanos históricos de cidades e vilas.

LEIA MAIS CONTINUA EM

http://www.civil.uminho.pt/cec/revista/Num20/Pag%2031-44.pdf
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...