20 maio 2011
14 maio 2011
Semana de Museus - Pelotas/RS
A coordenação dos cursos de Bacharelado em Museologia e o de Conservação e Restauro da UFPel promovem, de 17 a
20 de maio, a Semana de Museus. A sua presença é muito importante. As
atividades serão realizadas no auditório do Museu de Arte Leopoldo
Gotuzzo (Malg), com exceção da palestra de abertura, marcada para o
auditório do Instituto João Simões Lopes Neto (rua Dom Pedro II, 810).
As inscrições podem ser feitas até o dia 17, às 16h, na Secretaria do curso de Museologia.
Veja outras informações no cartaz.
13 maio 2011
Capelas no Sul podem desabar - RS
O Cristo na cruz está solitário no altar, isolado dos santos por uma
faixa. Em Pelotas, com a nave central interditada desde 2009, um dos
últimos templos construídos por portugueses no Estado ameaça desabar. Na
vizinha Rio Grande, outro recanto da fé escapou da demolição, por
enquanto.
Nos prédios centenários da Beneficência Portuguesa das duas cidades,
as capelas São Pedro e Bom Jesus Crucificado aguardam por salvação.
Locais de súplicas aos santos, as capelas dos hospitais tentam
sobreviver. A de Rio Grande encontrou um salvador no Ministério Público.
Uma ação cautelar manteve, por enquanto, a estrutura em pé. Fechada há
quase 11 anos, a Beneficência Portuguesa teve parte do prédio vendida.
Segundo o promotor José Zachia Alan, o novo proprietário teria interesse
em demolir a capela. A ação prevê multa de R$ 100 mil caso a decisão
seja descumprida.
– Antes de demolir é preciso fazer um estudo para que não se corra o
risco de perder um importante patrimônio. Em uma semana queremos
concluir essa avaliação – explica o promotor.
Já em Pelotas, o milagre pretendido é o da multiplicação das
finanças. Datada do final do século 19, a Capela São Pedro tem
importância histórica reconhecida. Falta o dinheiro para recuperar
forro, piso e abóbada.
– Aguardamos um orçamento, mas o restauro pode passar de R$ 500 mil.
Estamos apreensivos, pois a capela pode desabar a qualquer momento. Vai
ser preciso apoio da comunidade – afirma Francisco José Leal Serra,
presidente da Beneficência Portuguesa do município.
Os templos
- Capela São Pedro – Pelotas
Precisa de reparos na abóboda, forro e piso. Custo estimado da reforma é de R$ 500 mil
- Capela Bom Jesus Crucificado – Rio Grande
Sua situação está na Justiça. Parte do prédio, onde fica a capela, foi
vendido. Segundo o MP, o proprietário teria interesse em demolir. O MP
aguarda estudo para atestar o valor histórico da capela
Religiosidade representada
A sacristia da Capela São Pedro virou depósito de imagens, algumas centenárias, oriundas de Portugal.
– As imagens são de uma beleza rara. É uma das capelas mais belas que
eu já conheci – assegura o padre Reges Brasil, 62 anos, que morou
quatro anos em Roma.
Doutora em história, a professora da Universidade Federal de Pelotas
(UFPel) Larissa Patron Chaves estudou a formação das Sociedades
Portuguesas de Beneficência no Estado. Ela reconhece a importância do
templo pelotense:
– A capela marca a representação do ideário católico, a religiosidade portuguesa.
Apesar da estrutura condenada, as celebrações continuam, aos sábados,
às 17h, em um altar improvisado, em uma das naves laterais da capela.
– Os fiéis não desistem. A capela precisa ser recuperada – diz o padre Severino Frizzo.
11 maio 2011
Sobre a carta patrimonial de Brasília - Julho 2010
Em 25 de julho de 2010, ocorreu a
34° sessão do comitê do patrimônio mundial em Brasília e em
paralelo com este evento foi realizado o 1° fórum juvenil do
patrimônio mundial. Com 46 jovens entre 18 e 24 anos de diferentes
países, traziam consigo diversas realidades e um interesse em comum:
O patrimônio.
Com o intuíto de preservar o
patrimônio atual e o que está se perdendo, através desse documento
esses jovens mostraram seus interesses em salvaguardá-los. Com a
finalidade de conseguir um espaço de ação e reflexão dos temas
voltados ao patrimônio cultural e natural, fomentando as políticas
de salvaguarda do patrimônio para que as discussões sejam
permanentes e com amplo alcance e que se construa uma rede regional
de educação patrimonial e de promoção do patrimônio cultural.
Esse encontro objetivou oportunizar
aos jovens um processo de desenvolvimento das habilidades e
capacidades e que lhes permitissem identificar e realizar suas
responsabilidades, sejam elas individuais ou coletivas na preservação
e valorização do patrimonio cultural como um todo.
Ainda podemos perceber uma idéia
de que o indivíduo é o sujeito principal para valorização do
patrimônio, este como formador de identidade, com participação
ativa, desenvolvido junto a comunidade, também apoia um turismo
responsável de caráter educativo, afim de divulgar e propagar a
educação patrimonial e a inclusão social, visto que são os
fatores que mais acrescentam para a preservação, visa a elaboração
de um trabalho onde a comunidade deve se ver refletida, colocada como
parte do contexto histórico, para que assim possa valorizá-lo .
As propostas da carta no entanto
refletem a modernidade, a adequação de leis patrimoniais a fatores
atuais e a situação que se julga necessário no momento, como a
participação ativa dos jovens no comitê do patrimônio mundial da
UNESCO; a educação patrimonial nas escolas, desde o nível básico,
agregando valores sociais e educativos que serão refletidos no
futuro; respeito ao patrimônio, como seu acesso e usufruto; inclusão
social, o patrimônio visto como de todos; a identificação e
registro de todo tipo de patrimônio material e imaterial, para que
não se perca nada que possa ser explicação e estudo a formação
de identidade; a comunidade participando da gestão do bem,
tornando-se assim mais próxima desse valor; para que um patrimônio
seja considerado da humanidade para a UNESCO , exija-se uma educação
patrimonial e inclusão social do mesmo; fortalecimento da rede
juvenil, mediante ao apoio da UNESCO com ações efetivas.
Esse jovens ratificaram alguns pontos essenciais com
suas considerações e através disso reinvindicaram suas idéias e
objetivos e ainda por fim firmaram um compromisso com a sociedade de
cuidar e divulgar nosso patrimônio, também chamando a
responsabilidade das autoridades no assunto.
10 maio 2011
Entrevista com a aluna do curso conservação e restauro Mara Lúcia da UFPel - Pelotas/RS
O blog entrevistou a aluna Mara Lúcia
de Vasconcelos, que foi contemplada com a bolsa Luso-brasileira
Santander Universidades, com isso ela teve a oportunidade de cursar um
semestre de conservação e restauro na Universidade Católica Portuguesa,
na cidade do Porto em Portugal. Mara nos falou um pouco de sua
experiência adquirida no pais, no qual ela mesma diz, ser uma das
referências mundiais nas áreas de conservação e restauro e Patrimônio
Cultural. Confira!
Blog – Quais foram às diferenças mais marcantes entre a UFPEL e a universidade que você fez seu intercâmbio?
Blog – Como você conseguiu o intercâmbio para a universidade em Portugal?
Mara – Consegui o
intercâmbio através de um processo seletivo organizado pelo Departamento
de Intercâmbio e Programas Internacionais da UFPel (DIPI) para
preencher as vagas oferecidas pelo Programa de Bolsas Luso-Brasileiras
Santander Universidades. Escolhi como destino a Universidade Católica
Portuguesa, na cidade do Porto, e após as etapas de análise do
currículo, plano de estudos e carta de intenções e da entrevista, fui
então selecionada.
Blog – Quais
foram às áreas da conservação e restauro estudadas em que você mais
aprofundou ou direcionou seus estudos nesta experiência? Como foi a
receptividade da instituição?
Mara – A área na qual
mais me aprofundei foi a dos materiais orgânicos, mais especificamente
madeira. Além de cursar disciplinas relativas a este material, como História das Artes da Madeira – Talha e Conservação e Restauro de Mobiliário,
tive a oportunidade de acompanhar uma professora da área diariamente na
oficina do curso. O convite feito pela professora e a disponibilidade
em ensinar exemplificam bem o tratamento que recebi na UCP. Todos,
colegas e docentes, me receberam muito bem e com certeza tornaram esta
experiência ainda melhor.
Blog – De que forma este intercâmbio contribuiu para a tua formação?
Mara – A oportunidade de
estudar fora do país contribui de forma muito positiva para a formação
acadêmica, profissional e pessoal. O intercâmbio foi de extrema
importância para a consolidação de conhecimentos e enriquecimento do
currículo. O contato com as diferentes disciplinas, projetos,
professores e autores trouxe qualificação diferenciada para minhas
atividades acadêmicas e profissionais.
“Em relação ao ensino, acho que estamos muito bem, pois não tive nenhuma dificuldade de acompanhar as aulas e os conteúdos, e me senti bem preparada em todos os momentos.”
Blog – No teu
ponto de vista, qual a importância para o nosso curso de conservação e
restauro ter uma relação com o curso de Portugal?
Mara – Acho que, para
qualquer instituição de ensino, a troca de informações com outras
instituições é sempre muito proveitosa, e deve ser estimulada. Portugal é
uma das referências mundiais nas áreas de Conservação e Restauro e
Patrimônio Cultural, e essa qualidade se reflete nas instituições de
ensino e nos respectivos cursos. Manter uma relação com o curso da UCP
de Portugal é extremamente interessante para o nosso curso, pois
possibilita o intercâmbio de informações e a realização de projetos em
parceria.
Blog – Você percebe diferença na visão que tem Portugal sobre a conservação e o restauro, em relação ao Brasil?
Mara – Ao contrário do
Brasil, Portugal já possui tradição na área. Existe um mercado de
trabalho estabelecido, muitas empresas especializadas em Conservação e
Restauro, ou seja, existe a profissionalização, da qual muitas vezes
sentimos falta no Brasil. A própria postura dos alunos dentro da
universidade já é muito profissional.
Blog – Quais foram às diferenças mais marcantes entre a UFPEL e a universidade que você fez seu intercâmbio?
Mara – Acho que a
diferença mais marcante é relativa à infraestrutura, não somente pelo
fato da universidade de destino se tratar de uma instituição privada,
mas também pelas diferenças gerais entre universidades portuguesas e
brasileiras. No caso específico da UCP, o curso da Conservação e
Restauro possui salas e equipamentos muito próximos do ideal, e um
prédio que foi construído com a finalidade de abrigar o curso. Ainda
assim, em relação ao ensino, acho que estamos muito bem, pois não tive
nenhuma dificuldade de acompanhar as aulas e os conteúdos, e me senti
bem preparada em todos os momentos.
Blog – Você pretende voltar a Europa para continuar seus estudos?
Mara – O intercâmbio foi também uma maneira de estabelecer contatos relativos
à pós-graduação. Pude acompanhar uma aula do Mestrado em Conservação de
Bens Culturais da UCP, a convite de um professor, e assim já me
aproximar um pouco deste projeto.
04 maio 2011
Dicas de site/blog: Site do Grupo de Estudo e Pesquisa em Estuques (GEPE) da UFPel
Surge mais uma opção de comunicação entre pesquisadores e estudantes que se
envolvem com as questões referentes à preservação do Patrimônio
Histórico brasileiro, e mais especificamente à proteção dos Bens
Integrados aos Monumentos Edificados esse é o intuíto do Grupo de Estudo e Pesquisa em Estuques (GEPE), criado por pesquisadores, professores e alunos do curso de conservação e restauro da UFPel, o grupo tem reuniões quinzenais onde são debatidos textos com o objetivo de consolidar
e nivelar conhecimentos e ampliar a bibliografia utilizada, dando
respaldo às pesquisas e demais ações promovidas. A próxima reunião está marcada para dia 06/05/2011 as 14hs.
O GEPE se constitui, no entanto, num instrumento de fomento à pesquisa e
ao estudo acerca dos bens culturais integrados, pretende congregar uma
diversidade de profissionais e demais interessados oriundos da
comunidade local e da comunidade universitária. O GEPE é, portanto, um
esforço transdisciplinar devotado à memória de práticas decorativas
tradicionais, ao registro e à preservação de um patrimônio cultural
pouco estudado, frágil e ameaçado.
Participe!
Mais informações através do endereço http://wp.ufpel.edu.br/estuques/
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