CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

17 março 2011

MANUAL DE SEGURANÇA DE QUIMICA



16 março 2011

PLANO DE ENSINO - QUIMICA APLIC. A CONSERVAÇÃO E RESTAURO - UFPEL

*Plano de ensino entregue na aula de estréia dia 15/03/2011 - Prof. Jaime Mijica
<< Click em cima do documento e copie para imprimir.


James Ensor (Ostende, 1860 — 1949)


          Foi um pintor e gravador belga dos séculos XIX e XX. Era filho de James Frederic Ensor, um engenheiro de origem inglesa e de Maria Catherina Haegheman, de origem local modesta. Estudou em Bruxelas e, nas suas primeiras obras, sofre a influência de Reps. Ensor foi ao longo de toda a sua vida um ser marginal e solitário e é difícil encontrar um outro artista do século XIX e XX cuja obra seja tão complexa, estranha e tão rica de interpretações.
         Ensor ficou particularmente famoso pelos seus desenhos e pinturas de máscaras e multidões que utilizou como crítica social. As suas obras estão espalhadas por museus e colecções particulares de toda a Europa.     
         Data de 1888 a sua obra-prima, Entrada do Cristo em Bruxelas, que anuncia ao mesmo tempo o fauvismo e o expressionismo. Criou, com outros artistas, os grupos Os Vinte e Arte Contemporânea.
          Começando impressionista, o estilo de Ensor pouco a pouco adquiriu características peculiares. Artista visionário, algumas das suas obras aproximam-se, pelo espírito, das dos velhos mestres flamengos, como Bosch e Bruegel, a cuja família estética pertence. Tecnicamente, a arte ensoriana revitalizou a pintura belga do século passado, influindo sobre o expressionismo e o surrealismo.
           Notável gravador, deixou 133 gravuras em metal, muito procuradas por coleccionadores. O rei Alberto I da Bélgica fê-lo barão em 1929.
         Ensor faleceu em 1949 após três semanas de agonia. Está sepultado em Mariakerk, no cemitério junto da igreja de Notre-Dame-des-Dunes.

Fonte: Wikipédia
Os pecados capitais dominados pela morte, 1904 ( Obra exposta no Museo MALBA)



Leia sobre o MALBA

14 março 2011

Solar da Baronesa - Pelotas/RS - Brasil

            

       O Solar da Baronesa foi construído em 1863, na mesma época em que Pelotas viveu o apogeu das charqueadas. Baseada em trabalho escravo, a indústria do charque se desenvolveu às margens do Arroio Pelotas e do Canal São Gonçalo, tornando a cidade importante para a economia do Rio Grande do Sul. As famílias dos senhores do charque desfrutaram da riqueza que a indústria proporcionou, vivendo em luxuosos casarões e investindo na modernização da cidade.
Os filhos dos charqueadores, influenciados pela cultura européia, estudaram e difundiram a ciência, as artes e as letras. Foi nessa época que Pelotas atingiu também o apogeu cultural, representado pela urbanização e arquitetura da cidade, eventos e doces artesanais.
Annibal e e Amélia Hartley Antunes Maciel, Barões dos Três Serros, estabeleceram-se na Chácara da Baronesa após seu casamento em 1864, sendo a primeira das três gerações a habitar a casa.
O Barão pecuarista, recebeu seu título do Imperador Dom Pedro II, em reconhecimento à sua participação no ato que emancipou os escravos de Pelotas em 1884. A Baronesa era carioca, e costumava passar os invernos com sua família no Rio de Janeiro, para onde todos os membros se transferiram aos poucos após a morte do Barão.
Amélia Annibal Hartley Antunes Maciel, filha dos barões, permaneceu na casa com sua família e a última moradora do solar foi sua filha Déa Antunes Maciel, neta dos barões. Em 1979, a casa foi entregue pela família à cidade de Pelotas.
Após a restauração do parque e do solar, o Museu foi inaugurado em 25 de abril de 1982 e, em 1985, foi tombado como patrimônio histórico municipal.
Fonte: Prefeitura Municipal de Pelotas.

Conferência em Portugal com Prof. Andréa Lacerda Bachettini do Curso de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelotas

        

          A professora do Curso de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Andréa Lacerda Bachettini, estará levando seu talento para além-mar. Ela foi selecionada para apresentar um trabalho sobre o restauro do mobiliário do Museu da Baronesa durante a XVI Conferência Trienal do Conselho Internacional de Museus (Comitê de Conservação), que este ano será de 19 a 23 de setembro, em Lisboa. A conferência debaterá o papel da conservação, relacionando patrimônio e identidade cultural. Este, é o maior evento na área de conservação e restauração e acontece a cada três anos, quando se reúnem profissionais do mundo inteiro. Na semana seguinte ela segue para o Porto, onde participa do I Encontro Luso Brasileiro de Conservação e Restauro, realizado na Universidade Católica do Porto. A bela estará apresentando o Curso de Conservação e Restauro da UFPel e palestrando sobre Conservação e Restauração de Pinturas.

Rethalhado do Diário Popular

08 março 2011

O que é Arte – Jorge Coli



O autor concentra seu discurso no objeto artístico. Alerta-nos da dificuldade que existe para definição do que seria arte, pela complexidade em si. Apesar disso, da dificuldade para conceituação, ressalta que sabemos perfeitamente como nos comportar diante dela, pois estamos submetidos a instituições que rotulam as obra e as classificam dentro de uma ordem de importância. As instituições (museus, galerias, historiadores, críticos, etc...) apesar de fortes, são inconstantes e contraditórias nessa formulação. Tentam, sem êxito, uma formalização sistemática e eficiente, ancorados no conceito de estilo. Com base nessa dificuldade, o autor ressalta as características das obras, impregnadas de elementos ilógicos que as tornam inclassificáveis. Cita Wolfflin, Dórs e Focillon. Faz uma reflexão sobre as propostas de classificação desses historiadores, que vai do conceito estático e agrupados à independência total da obra em relação a história, passando pelos métodos iconográficos e sociológicos. Nos coloca que as obras não são absolutamente culturais ou materiais, elas vivem e se modificam, é prazer associado a razão, não explica mas nos faz sentir, é engajada e subversiva, é reação do complexo cultural que existe dentro de nós diante do complexo cultural que está fora. Afirma que sua função é social, econômica, gratuita enquanto fenômeno cultural, que é triste enquanto bem de consumo da selvageria capitalista, triste porém necessária para sua própria sobrevivência. Encerra o discurso dissertando sobre o difícil acesso das pessoas à arte, ocasionado por interesses ou falta de interesse das minorias dominantes. Mas que, apesar de todas essas dificuldades, Arte é ponto de encontro de todos os povos, arte é comunhão.

Download:
   Megaupload
   Sendspace

Inventário do património cultural de Pelotas - Relação do Imóveis

     Documento em pdf com a relação dos imóveis que fazem parte do patrimônio cultural de Pelotas com endereço, matricula e zonas de preservação do patrimônio cultural.

Fonte: Secretaria de Cultura de Pelotas

                                                   Click aqui >>   Lista de imóveis

01 março 2011

PET - CONSERVAÇÃO E RESTAURO UFPel

       
      O Curso de Conservação e Restauro da Faculdade Federal de Pelotas foi agraciado com o Programa Especial de Treinamento. O Grupo PET-CR foi implantado em dezembro de 2010 e é composto por 1 tutora (Francisca F. Michelon), 12 bolsistas (os alunos Adriano Konrath, Arize Araújo Pinheiro, Bruna Lemos Lobato, Caroline Peixoto Pires, Claudia da Silva Nogueira, Fabiane Rodrigues Morais, Juliana Corrêa Vergara, Juliana Bizarro Cascais, Maicon Einhardt Garcia, Marta Rosane Possap Tavares, Michele Martins Afonso, Veronica C. Bilhalba dos Santos) e 1 voluntária (Bianca Servi Gonçalves) são os chamado “petianos”.
       Criado em 1979, esteve, durante 20 anos, sob o acompanhamento e avaliação da Capes, apartir do ano 2000, o Programa passou a ser vinculado à Secretaria de Educação Superior.
       Os integrantes atuarão em conjunto com a docência do Curso de Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis no desenvolvimento de novas práticas e experiências pedagógicas que integrem Ensino, Pesquisa e Extensão. O PET tem em suas características ações como:

  • Compromisso com o crescimento e consolidação do bacharelado em Conservação e Restauro, pelos caminhos proporcionados pelo próprio currículo;
  • Ampliação dos índices de sucesso dos discentes, diminuindo a evasão e integrando graduandos e os alunos de pós-graduação;
  • Formação profissional sustentada no incremento científico, tecnológico, cultural e humanístico.
  • Proporcionar que os conhecimentos contemplem a pesquisa e a inovação em conservação e restauro de bens culturais móveis e integrados;
  • Facilitar os estudos complementares aos conteúdos curriculares;
  • Promover atividades de extensão abertas ao público e voltadas para a melhoria social, inclusão e reflexão sobre políticas públicas em conservação e restauro.

       Entre as ações do grupo esta projetos de Extensão como: Criação e manutenção do blog do Grupo PET-CR, Políticas públicas e gestão do patrimônio, Conversando sobre Pelotas e Região, Manutenção do Blog do Curso, Museu do Conhecimento para todos, Entrevista com Profissionais da Área e projetos de ensino com Seminário de Avaliação do Curso, Seminário Acadêmico, Calourada e Aula Inaugural.

       Para quem quiser visitar o blog do Grupo PET-CR:

       Site do curso Conservação e Restauro da UFPel:           http://conservacaoerestauro.wordpress.com/

       Para entrar em contato com o grupo é só escrever e-mail para:
pet-cr-escer@hotmail.com

28 fevereiro 2011

TEORIA E PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO

A idéia de restauração em John Ruskin e Eugène Viollet-Le-Duc

     Há duas grandes correntes doutrinárias sobre a restauração do patrimônio histórico (CHOAY, 2003, p. 153):  

1) Anti-intervencionista (na Inglaterra); e 

2) Intervencionista (típica dos países europeus).
     A primeira corrente é simbolizada, principalmente, por Ruskin e Morris e a segunda por Viollet-Le-Duc. Aquela defende um anti-intervencionismo radical, onde “não se tinha o direito de tocar nos monumentos antigos, que pertenciam, em parte, àqueles que os edificaram e, também, às gerações futuras”. Para os anti-intervencionistas, a “restauração é impossível e absurda”, pois equivaleria a “ressuscitar um morto”, além de romper com a autenticidade da obra. Todavia, esses doutrinadores não excluem a possibilidade da manutenção, desde que imperceptível (CHOAY, 2003, p. 154-156; RUSKIN, 1901, p. 353).
     Por outro lado, os intervencionistas consideram que restaurar um edifício significa “restituí-lo a um estado completo, que pode nunca ter existido”. Sendo assim, se um edifício não continha todos os elementos necessários a compor um estilo, estes deveriam ser acrescentados no processo de restauração (CHOAY, 2003, p. 156-157).
    Em relação à corrente anti-intervencionista, Ruskin sustentava que a arquitetura era essencial à lembrança, sendo o meio mantenedor das ligações com o passado e a identidade coletiva. Nos edifícios antigos, por exemplo, pode-se perceber o valor incorporado pelo trabalho das gerações pretéritas, desde as moradias humildes às mais luxuosas (CHOAY, 2003, p. 139-141).
     O citado autor era contrário à industrialização e valorizava o trabalho manual realizado nos edifícios antigos, assim como as marcas decorrentes da passagem do tempo, por entender que ambos conferiam um caráter sagrado às edificações. Para Ruskin, o homem produzia, ao mesmo tempo, um objeto útil e uma obra de arte. Neste contexto, discorre sobre o dualismo entre a beleza e a utilidade sugerindo uma sutil distinção entre a arquitetura e a construção (BENEVOLO, 1976, p. 198; 200; CHOAY, 2003, p. 154).
     Em sua obra Pedras de Veneza, critica as intervenções que lesam a estrutura da malha urbana das cidades antigas. Sugere ainda que, no caso específico de Veneza, a arquitetura doméstica como um todo desempenha o papel de monumento histórico. A mais, prenunciou a inclusão dos conjuntos urbanos na herança a ser preservada, além de ampliar a proteção dos monumentos em escala internacional (CHOAY, 2003, p.180-182).
     Já no The Seven Lamps of Architecture, o mesmo autor destaca o potencial de memória que o monumento histórico desempenha, em função do valor histórico de que se reveste, sem tratar das antiguidades. Desta forma, considera um “sacrilégio tocar nas cidades da era préindustrial, propondo continuar a habitá-las, como no passado”, como garantia da identidade individual e coletiva. Em suma: pretende-se viver as cidades históricas no presente (CHOAY, 2003, p. 182).
     Já em relação aos ornamentos industriais, tanto Ruskin como Viollet-Le-Duc os consideravam efeitos “monstrificadores”, que além de comprometer a finalidade da construção, adulteravam sua verdadeira beleza. Ruskin acrescenta, ainda, que o local apropriado para os ornamentos artesanais são os protegidos da agitação urbana, de forma a possibilitar sua observação, excluídos os ambientes comercias e de trabalho, nos quais os ornamentos conduziriam à dispersão do olhar. Destacou, também, a aplicação criteriosa desta ornamentação no interior dos lares. Sustentou, também, que a automação industrial poderia substituir o trabalho humano em tarefas desgastantes, além de condenar as ornamentações que se passavam por determinados materiais ou técnicas de construção, com intenção mentirosa (PAIM, 2000, p. 29-30; 34-35).
    A título de curiosidade, cite-se que em 1846, a Academia Francesa criou um manifesto condenando a imitação dos estilos medievais. Não obstante, Viollet-le-Duc a refuta por acreditar que plagiava a linguagem clássica, além de reforçar a arte gótica como nacional. Em 1855, Ruskin também intervêm dizendo “não ter duvidas de que o gótico setentrional do século XIII se adequa às construções modernas dos países nórdicos” (RUSKIN, 1855 apud BENEVOLO, 1976, p. 86).

Rethalhado do artigo de Raquel Diniz Oliveira
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Patrimônio: Lazer & Turismo, v. 6, n. 7, jul.-ago.-set./2009, p. 75-91

27 fevereiro 2011

PEQUENO RESUMO DA HISTÓRIA DA CONSERVAÇÃO/ RESTAURAÇÃO por Luciana Bonadio Part.3


 

Artigo extraído do site "CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO" de Gilca Flores. 
Seguindo o artigo que é baseado no livro de Ana Maria Macarrón Miguel, embora um resumo vou dividir em quatro partes para um melhor acompanhamento.  
Parte 3 (Última)

     A Revolução Industrial traz grandes avanços tecnológicos, com a produção de materiais industrializados. Com o surgimento dos movimentos “neo”- neoclássico, neogótico -, resgatam-se movimentos antigos.
    Alguns nomes consagram-se nessa época, como referência a estilos de restauração. Eugène Violet-Le-Duc, arquiteto, defende a restauração estilística, fazendo reviver o estilo neogótico; seu projeto baseia-se na busca pelo original e a perfeição formal dos edifícios deixando de lado a sua história. John Ruskin valoriza a arquitetura e seus critérios de conservação/restauração; para ele, o verdadeiro valor do edifício está nos materiais e na sua historicidade; partidário da conservação preventiva e da conservação in situ, enfatiza o papel do ambiente e da luz sobre as esculturas e talhas.
    Já a Escola Italiana, partidária da restauração científica, defende a consolidação do que ainda existe, condenando a eliminação dos anexos históricos e preconizando a realização apenas de intervenções mínimas e reconhecíveis; os laboratórios de ciências instalam-se dentro dos ateliês de restauração. 
    No século XX os critérios e teorias sobre conservação e restauração de obras de arte são definidos. Surgem questões jurídicas na defesa do patrimônio e a regulamentação da profissão de restaurador. Com a arte contemporânea, os procedimentos e teorias da conservação/restauração são revisados. 
    Em 1930, iniciam-se o estudo sistemático da estrutura e a valorização da documentação; com a Segunda Guerra Mundial, destrói-se parte importante do patrimônio europeu; a Restauração sai do empirismo e busca bases científicas; são feitos estudos sobre comportamento mecânico da pintura sobre tela; o respeito ao original ganha máxima importância; a intervenção é feita de acordo com a necessidade da obra, priorizando-se a conservação; desenvolvem-se estudos sobre a influência do clima na conservação das obras de arte; aparecem conceitos como Reversibilidade, Estabilidade e Legibilidade; a Restauração passa a cuidar não só das obras de arte, mas também dos bens culturais; são criados centros e institutos internacionais como: o IRPA - Institut Royal do Patrinoine Artistique (Bruxellas,1937), o ICR - Istituto Central del Restauro (Roma, 1940), o ICOM - International Council of Museum (Paris,1946), IIC - International Institut for Conservation (Londres, 1950) e o ICCROM - Centro Internacional para o Estudo da Conservação e da Restauração (1956). 
    Em 1963 Cesare Brandi publica La teoria de la restauración e, em 1964, a Carta de Veneza estabelece novas regras para a restauração de monumentos.Surgem questões jurídicas na defesa do patrimônio e a regulamentação da profissão de restaurador. 
    Hoje, com a arte contemporânea, novas teorias estão sendo formuladas e os estudos científicos crescem a cada dia por meio de novas tecnologias voltadas para física, química e biologia a serviço da conservação e preservação da obra de arte. É importante ressaltar que a conservação preventiva da obra de arte é fundamental para que a mesma não chegue a sofrer intervenções de restauro. 
    As obras de arte também envelhecem, e desse modo, devemos sempre ter cuidados para que ela não sofra com alterações ambientais, com vandalismos e principalmente com o esquecimento.  

MIGUEL, Ana Maria Macarrón. Historia de la conservación y la restauración: desde la antigüedad hasta finales del siglo XIX.”. Madrid: Tecnos, 1995.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...