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08 março 2011
Inventário do património cultural de Pelotas - Relação do Imóveis
Documento em pdf com a relação dos imóveis que fazem parte do patrimônio cultural de Pelotas com endereço, matricula e zonas de preservação do patrimônio cultural.
Fonte: Secretaria de Cultura de Pelotas
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01 março 2011
PET - CONSERVAÇÃO E RESTAURO UFPel
O Curso de Conservação e Restauro da Faculdade Federal de Pelotas foi agraciado com o Programa Especial de Treinamento. O Grupo PET-CR foi implantado em dezembro de 2010 e é composto por 1 tutora (Francisca F. Michelon), 12 bolsistas (os alunos Adriano Konrath, Arize Araújo Pinheiro, Bruna Lemos Lobato, Caroline Peixoto Pires, Claudia da Silva Nogueira, Fabiane Rodrigues Morais, Juliana Corrêa Vergara, Juliana Bizarro Cascais, Maicon Einhardt Garcia, Marta Rosane Possap Tavares, Michele Martins Afonso, Veronica C. Bilhalba dos Santos) e 1 voluntária (Bianca Servi Gonçalves) são os chamado “petianos”.
Criado
em 1979, esteve, durante 20 anos, sob o acompanhamento e avaliação
da Capes, apartir do ano 2000, o Programa passou a ser vinculado à Secretaria de Educação
Superior.
Os
integrantes atuarão em conjunto com a docência do Curso de
Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis no
desenvolvimento de novas práticas e experiências pedagógicas que
integrem Ensino, Pesquisa e Extensão. O PET tem em suas
características ações como:
- Compromisso com o crescimento e consolidação do bacharelado em Conservação e Restauro, pelos caminhos proporcionados pelo próprio currículo;
- Ampliação dos índices de sucesso dos discentes, diminuindo a evasão e integrando graduandos e os alunos de pós-graduação;
- Formação profissional sustentada no incremento científico, tecnológico, cultural e humanístico.
- Proporcionar que os conhecimentos contemplem a pesquisa e a inovação em conservação e restauro de bens culturais móveis e integrados;
- Facilitar os estudos complementares aos conteúdos curriculares;
- Promover atividades de extensão abertas ao público e voltadas para a melhoria social, inclusão e reflexão sobre políticas públicas em conservação e restauro.
Entre
as ações do grupo esta projetos
de Extensão como: Criação
e manutenção do blog do Grupo PET-CR, Políticas
públicas e gestão do patrimônio, Conversando sobre Pelotas e
Região,
Manutenção
do Blog do Curso, Museu do Conhecimento para todos, Entrevista com
Profissionais da Área e
projetos de ensino com Seminário
de Avaliação do Curso, Seminário Acadêmico, Calourada e Aula
Inaugural.
Para
quem quiser visitar o blog do Grupo PET-CR:
Site do curso Conservação e Restauro da UFPel: http://conservacaoerestauro.wordpress.com/
Para
entrar em contato com o grupo é só escrever e-mail para:
pet-cr-escer@hotmail.com
28 fevereiro 2011
TEORIA E PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO
A idéia de restauração em John Ruskin e Eugène Viollet-Le-Duc
Há duas grandes correntes doutrinárias sobre a restauração do patrimônio histórico (CHOAY, 2003, p. 153):
1) Anti-intervencionista (na Inglaterra); e
2) Intervencionista (típica dos países europeus).
A primeira corrente é simbolizada, principalmente, por Ruskin e Morris e a segunda por Viollet-Le-Duc. Aquela defende um anti-intervencionismo radical, onde “não se tinha o direito de tocar nos monumentos antigos, que pertenciam, em parte, àqueles que os edificaram e, também, às gerações futuras”. Para os anti-intervencionistas, a “restauração é impossível e absurda”, pois equivaleria a “ressuscitar um morto”, além de romper com a autenticidade da obra. Todavia, esses doutrinadores não excluem a possibilidade da manutenção, desde que imperceptível (CHOAY, 2003, p. 154-156; RUSKIN, 1901, p. 353).
Por outro lado, os intervencionistas consideram que restaurar um edifício significa “restituí-lo a um estado completo, que pode nunca ter existido”. Sendo assim, se um edifício não continha todos os elementos necessários a compor um estilo, estes deveriam ser acrescentados no processo de restauração (CHOAY, 2003, p. 156-157).
Em relação à corrente anti-intervencionista, Ruskin sustentava que a arquitetura era essencial à lembrança, sendo o meio mantenedor das ligações com o passado e a identidade coletiva. Nos edifícios antigos, por exemplo, pode-se perceber o valor incorporado pelo trabalho das gerações pretéritas, desde as moradias humildes às mais luxuosas (CHOAY, 2003, p. 139-141).
O citado autor era contrário à industrialização e valorizava o trabalho manual realizado nos edifícios antigos, assim como as marcas decorrentes da passagem do tempo, por entender que ambos conferiam um caráter sagrado às edificações. Para Ruskin, o homem produzia, ao mesmo tempo, um objeto útil e uma obra de arte. Neste contexto, discorre sobre o dualismo entre a beleza e a utilidade sugerindo uma sutil distinção entre a arquitetura e a construção (BENEVOLO, 1976, p. 198; 200; CHOAY, 2003, p. 154).
Em sua obra Pedras de Veneza, critica as intervenções que lesam a estrutura da malha urbana das cidades antigas. Sugere ainda que, no caso específico de Veneza, a arquitetura doméstica como um todo desempenha o papel de monumento histórico. A mais, prenunciou a inclusão dos conjuntos urbanos na herança a ser preservada, além de ampliar a proteção dos monumentos em escala internacional (CHOAY, 2003, p.180-182).
Já no The Seven Lamps of Architecture, o mesmo autor destaca o potencial de memória que o monumento histórico desempenha, em função do valor histórico de que se reveste, sem tratar das antiguidades. Desta forma, considera um “sacrilégio tocar nas cidades da era préindustrial, propondo continuar a habitá-las, como no passado”, como garantia da identidade individual e coletiva. Em suma: pretende-se viver as cidades históricas no presente (CHOAY, 2003, p. 182).
Já em relação aos ornamentos industriais, tanto Ruskin como Viollet-Le-Duc os consideravam efeitos “monstrificadores”, que além de comprometer a finalidade da construção, adulteravam sua verdadeira beleza. Ruskin acrescenta, ainda, que o local apropriado para os ornamentos artesanais são os protegidos da agitação urbana, de forma a possibilitar sua observação, excluídos os ambientes comercias e de trabalho, nos quais os ornamentos conduziriam à dispersão do olhar. Destacou, também, a aplicação criteriosa desta ornamentação no interior dos lares. Sustentou, também, que a automação industrial poderia substituir o trabalho humano em tarefas desgastantes, além de condenar as ornamentações que se passavam por determinados materiais ou técnicas de construção, com intenção mentirosa (PAIM, 2000, p. 29-30; 34-35).
A título de curiosidade, cite-se que em 1846, a Academia Francesa criou um manifesto condenando a imitação dos estilos medievais. Não obstante, Viollet-le-Duc a refuta por acreditar que plagiava a linguagem clássica, além de reforçar a arte gótica como nacional. Em 1855, Ruskin também intervêm dizendo “não ter duvidas de que o gótico setentrional do século XIII se adequa às construções modernas dos países nórdicos” (RUSKIN, 1855 apud BENEVOLO, 1976, p. 86).
Em relação à corrente anti-intervencionista, Ruskin sustentava que a arquitetura era essencial à lembrança, sendo o meio mantenedor das ligações com o passado e a identidade coletiva. Nos edifícios antigos, por exemplo, pode-se perceber o valor incorporado pelo trabalho das gerações pretéritas, desde as moradias humildes às mais luxuosas (CHOAY, 2003, p. 139-141).
O citado autor era contrário à industrialização e valorizava o trabalho manual realizado nos edifícios antigos, assim como as marcas decorrentes da passagem do tempo, por entender que ambos conferiam um caráter sagrado às edificações. Para Ruskin, o homem produzia, ao mesmo tempo, um objeto útil e uma obra de arte. Neste contexto, discorre sobre o dualismo entre a beleza e a utilidade sugerindo uma sutil distinção entre a arquitetura e a construção (BENEVOLO, 1976, p. 198; 200; CHOAY, 2003, p. 154).
Em sua obra Pedras de Veneza, critica as intervenções que lesam a estrutura da malha urbana das cidades antigas. Sugere ainda que, no caso específico de Veneza, a arquitetura doméstica como um todo desempenha o papel de monumento histórico. A mais, prenunciou a inclusão dos conjuntos urbanos na herança a ser preservada, além de ampliar a proteção dos monumentos em escala internacional (CHOAY, 2003, p.180-182).
Já no The Seven Lamps of Architecture, o mesmo autor destaca o potencial de memória que o monumento histórico desempenha, em função do valor histórico de que se reveste, sem tratar das antiguidades. Desta forma, considera um “sacrilégio tocar nas cidades da era préindustrial, propondo continuar a habitá-las, como no passado”, como garantia da identidade individual e coletiva. Em suma: pretende-se viver as cidades históricas no presente (CHOAY, 2003, p. 182).
Já em relação aos ornamentos industriais, tanto Ruskin como Viollet-Le-Duc os consideravam efeitos “monstrificadores”, que além de comprometer a finalidade da construção, adulteravam sua verdadeira beleza. Ruskin acrescenta, ainda, que o local apropriado para os ornamentos artesanais são os protegidos da agitação urbana, de forma a possibilitar sua observação, excluídos os ambientes comercias e de trabalho, nos quais os ornamentos conduziriam à dispersão do olhar. Destacou, também, a aplicação criteriosa desta ornamentação no interior dos lares. Sustentou, também, que a automação industrial poderia substituir o trabalho humano em tarefas desgastantes, além de condenar as ornamentações que se passavam por determinados materiais ou técnicas de construção, com intenção mentirosa (PAIM, 2000, p. 29-30; 34-35).
A título de curiosidade, cite-se que em 1846, a Academia Francesa criou um manifesto condenando a imitação dos estilos medievais. Não obstante, Viollet-le-Duc a refuta por acreditar que plagiava a linguagem clássica, além de reforçar a arte gótica como nacional. Em 1855, Ruskin também intervêm dizendo “não ter duvidas de que o gótico setentrional do século XIII se adequa às construções modernas dos países nórdicos” (RUSKIN, 1855 apud BENEVOLO, 1976, p. 86).
Rethalhado do artigo de Raquel Diniz Oliveira
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Patrimônio: Lazer & Turismo, v. 6, n. 7, jul.-ago.-set./2009, p. 75-91
27 fevereiro 2011
PEQUENO RESUMO DA HISTÓRIA DA CONSERVAÇÃO/ RESTAURAÇÃO por Luciana Bonadio Part.3
Rethalhado do site: http://www.conservacao-restauracao.com.br
Artigo extraído do site "CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO" de Gilca Flores. Seguindo o artigo que é baseado no livro de Ana Maria Macarrón Miguel, embora um resumo vou dividir em quatro partes para um melhor acompanhamento.
Parte 3 (Última)
A Revolução Industrial traz grandes avanços tecnológicos, com a produção de materiais industrializados. Com o surgimento dos movimentos “neo”- neoclássico, neogótico -, resgatam-se movimentos antigos.
Alguns nomes consagram-se nessa época, como referência a estilos de restauração. Eugène Violet-Le-Duc, arquiteto, defende a restauração estilística, fazendo reviver o estilo neogótico; seu projeto baseia-se na busca pelo original e a perfeição formal dos edifícios deixando de lado a sua história. John Ruskin valoriza a arquitetura e seus critérios de conservação/restauração; para ele, o verdadeiro valor do edifício está nos materiais e na sua historicidade; partidário da conservação preventiva e da conservação in situ, enfatiza o papel do ambiente e da luz sobre as esculturas e talhas.
Já a Escola Italiana, partidária da restauração científica, defende a consolidação do que ainda existe, condenando a eliminação dos anexos históricos e preconizando a realização apenas de intervenções mínimas e reconhecíveis; os laboratórios de ciências instalam-se dentro dos ateliês de restauração.
No século XX os critérios e teorias sobre conservação e restauração de obras de arte são definidos. Surgem questões jurídicas na defesa do patrimônio e a regulamentação da profissão de restaurador. Com a arte contemporânea, os procedimentos e teorias da conservação/restauração são revisados.
Em 1930, iniciam-se o estudo sistemático da estrutura e a valorização da documentação; com a Segunda Guerra Mundial, destrói-se parte importante do patrimônio europeu; a Restauração sai do empirismo e busca bases científicas; são feitos estudos sobre comportamento mecânico da pintura sobre tela; o respeito ao original ganha máxima importância; a intervenção é feita de acordo com a necessidade da obra, priorizando-se a conservação; desenvolvem-se estudos sobre a influência do clima na conservação das obras de arte; aparecem conceitos como Reversibilidade, Estabilidade e Legibilidade; a Restauração passa a cuidar não só das obras de arte, mas também dos bens culturais; são criados centros e institutos internacionais como: o IRPA - Institut Royal do Patrinoine Artistique (Bruxellas,1937), o ICR - Istituto Central del Restauro (Roma, 1940), o ICOM - International Council of Museum (Paris,1946), IIC - International Institut for Conservation (Londres, 1950) e o ICCROM - Centro Internacional para o Estudo da Conservação e da Restauração (1956).
Em 1963 Cesare Brandi publica La teoria de la restauración e, em 1964, a Carta de Veneza estabelece novas regras para a restauração de monumentos.Surgem questões jurídicas na defesa do patrimônio e a regulamentação da profissão de restaurador.
Hoje, com a arte contemporânea, novas teorias estão sendo formuladas e os estudos científicos crescem a cada dia por meio de novas tecnologias voltadas para física, química e biologia a serviço da conservação e preservação da obra de arte.
É importante ressaltar que a conservação preventiva da obra de arte é fundamental para que a mesma não chegue a sofrer intervenções de restauro.
As obras de arte também envelhecem, e desse modo, devemos sempre ter cuidados para que ela não sofra com alterações ambientais, com vandalismos e principalmente com o esquecimento.
MIGUEL, Ana Maria Macarrón. Historia de la conservación y la restauración: desde la antigüedad hasta finales del siglo XIX.”. Madrid: Tecnos, 1995.
25 fevereiro 2011
Leia sobre a química direcionada à área de conservação e restauro
A química é uma das ciências que dão sustentação aos trabalhos de conservação e restauro.
Desde a década de 60, os conservadores e restauradores se preocuparam em intervir nos diferentes tipos de acervos, sustentados em conhecimentos adquiridos por meio do estudo científico. Essa preocupação está registrada sob diversas formas, inclusive em trabalhos editados, principalmente em países de origem européia.
Nos anos 80, essa preocupação em entender cada vez mais o mecanismo de deterioração e o processo de fabricação dos objetos submetidos aos cuidados dos conservadores intensificou a parceria entre os profissionais das área de conservação e os cientistas voltados a cooperar nessa nova atividade . Cont...
Leia mais: CLICK AQUI
"Quanto mais o conservador expandir suas atividades no tratamento de obras, mais necessitará de
aprofundamento de seus conhecimentos em Química."
Por Norma Cianflone Cassares
Rethalho do site :http://www.aber.org.br/index.php
Desde a década de 60, os conservadores e restauradores se preocuparam em intervir nos diferentes tipos de acervos, sustentados em conhecimentos adquiridos por meio do estudo científico. Essa preocupação está registrada sob diversas formas, inclusive em trabalhos editados, principalmente em países de origem européia.
Nos anos 80, essa preocupação em entender cada vez mais o mecanismo de deterioração e o processo de fabricação dos objetos submetidos aos cuidados dos conservadores intensificou a parceria entre os profissionais das área de conservação e os cientistas voltados a cooperar nessa nova atividade . Cont...
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"Quanto mais o conservador expandir suas atividades no tratamento de obras, mais necessitará de
aprofundamento de seus conhecimentos em Química."
Por Norma Cianflone Cassares
Rethalho do site :http://www.aber.org.br/index.php
PEQUENO RESUMO DA HISTÓRIA DA CONSERVAÇÃO/ RESTAURAÇÃO por Luciana Bonadio Part.2

Rethalhado do site: http://www.conservacao-restauracao.com.br
Artigo extraído do site "CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO" de Gilca Flores.
Seguindo o artigo que é baseado no livro de Ana Maria Macarrón Miguel, embora um resumo vou dividir em três partes para um melhor acompanhamento.
Parte 2
No Barroco, a Conservação/Restauração adquire um caráter mais específico devido à definição, pelo mercado, das diferenças entre artista e restaurador; buscam-se novos materiais, técnicas e teorias sobre as possibilidades e os limites da restauração da matéria e sobre o valor histórico e cultural das obras; ocorrem avanços nas técnicas de restauração dos suportes e de limpezas; as transposições e marouflages passam a ser amplamente utilizadas; valorizaram-se a pátina do tempo; há uma difusão de produtos devido aos receituários; a reintegração cromática é realizada, de forma ilusionista através de repintura com os mesmos materiais do original; esculturas são complementadas e patinadas; iniciam-se uma busca por materiais reversíveis, e continuam as mudanças formais e de tamanho, de acordo com o gosto da época.
No final do século XVIII e no século XIX, com o Classicismo, a Conservação/Restauração vincula-se ao sentimento de patrimônio cultural coletivo: criam-se museus e academias; controlam-se as intervenções nas obras; as coleções são abertas ao público, e os museus adotam políticas pedagógicas” em relação aos visitantes; surge a definição de museu: “local onde se guardam várias curiosidades pertencentes às ciências, letras e artes liberais”.
Na pintura, buscam-se materiais mais estáveis, experimentando-se diversos aglutinantes, com preferência para as têmperas e encáusticas, pelo seu não-amarelecimento e não-escurecimento; há uma maior compreensão sobre as alterações das cores devido ao tempo e sobre a instabilidade de determinados
pigmentos como o azul da Prússia; surgem novos pigmentos brancos, como o branco de zinco que substitui o branco de chumbo; a cera é usada, na frente e no verso da pintura, como camada de proteção contra umidade; iniciam-se os estudos sobre a oxidação dos materiais; inspetores do Estado controlam os trabalhos dos restauradores e classificam as obras de acordo com as suas deteriorações; produtos corrosivos deixam de ser utilizados, dando-se prioridades às cores; realizam-se reentelamentos, limitam-se as reintegrações cromáticas somente às lacunas, proíbem-se a eliminação de partes do original e de inscrições; transposições passam a ser realizadas somente nos casos de obras muito danificadas; o restaurador não pode levar cópias ou qualquer trabalho para seu ateliê e a circulação no local da restauração passa a ser restrita; algumas pesquisas científicas começam a ser realizadas em ateliês; novos critérios são estabelecidos, tais como, respeito máximo ao original, valorização do suporte, diminuição das transposições, reintegração ilusionista.
24 fevereiro 2011
Una mueca genial y atormentada

El Louvre acoge una exposición de las inquietantes y misteriosas cabezas de Franz Xaver Messerschmidt, artista torturado y adelantado a su tiempo.
Recluido en una cabaña cercana a Wiesenstein, su pueblo natal de Austria, y viviendo de la leche de una vaca y de la carne de unos corderos que le cuidaba el hijo de un vecino, el escultor Franz Xaver Messerschmidt comenzó en 1775 a esculpir la primera de sus misteriosas cabezas. En efecto, y aunque no lo parezca si se contemplan con detenimiento estas imágenes, hablamos del siglo XVIII, y no del XX o del XXI.
Hechas en bronce, en plomo, en mármol o en alabastro, plagadas de modernidad y de rasgos expresionistas e hiperrealistas que nadie podía siquiera imaginar en aquella época, este artista torturado por fantasmas que solo él veía llevó a cabo durante toda su vida una serie de bustos -muchos de ellos autorretratos- que se ríen, lloran, gesticulan grotescamente, cierran los ojos o abren la boca como si hubieran enloquecido. Se dice que hasta su muerte realizó 60 de ellas. Jamás vendió ninguna. Le acompañaron siempre a lo largo de su vida errabunda. Nadie ha sabido muy bien interpretarlas, qué quiso decir o gritar Messerschmidt con ellas. Ahora, el Museo del Louvre expone, hasta el 25 de abril, una treintena para estupefacción del público de París.
Nació en 1736 en Austria.Siempre fue escultor. Estudió en Viena y tras un viaje de formación en Venecia se instaló definitivamente en la capital austriaca. Su primera obra famosa fue un canónico retrato en bronce de la emperatriz Marie-Thérèse de Hungría. Vivía de los encargos de los burgueses de la época y de su puesto de profesor auxiliar de la escuela de Bellas Artes, en la que él mismo había estudiado.
Pero todo se torció. Los encargos comenzaron a escasear y en 1774, con 38 años, lo rechazaron para el puesto de profesor titular de la Academia de Bellas Artes. El tribunal alegó "problemas cerebrales". Y añadió: "A veces parece perder la razón".
Franz Xaver Messerschmidt tal vez padecía esquizofrenia. Se da también por cierto que le influyeron mucho las teorías heterodoxas y particulares sobre el magnetismo animal del médico Franz Anton Mesmer.
Arruinado, vejado, acosado por sus obsesiones, Messerschmidt lo vendió todo y volvió a su pueblo natal en busca de refugio en una cabaña construida en las afueras. Friedrich Nicolai, filósofo, editor e historiador austriaco, que le visitó en su casa en 1781, dos años antes de morir, describió a un hombre extraño que se pellizcaba frente al espejo y gesticulaba estrambóticamente con el fin de forzar el rostro y de llegar a componer una incomprensible teoría de las proporciones que, según él, gobernaba el mundo. El artista buscaba afanosamente 64 gestos primordiales. Los que, pacientemente, fue modelando en sus esculturas primorosas y alucinadas, según el filósofo. Nada creyente en fantasmas atormentados, Friedrich Nicolai atribuyó parte de la locura de Franz Xaver Messerschmidt a su castidad extrema y extremadamente militante. Cuando le preguntó por qué ocultaba siempre el labio inferior en sus esculturas, el artista le contestó: "Porque ningún animal de la naturaleza lo enseña".
A su muerte, su hermano, también escultor, encontró cerca de 60 de esos raros bustos. No se expusieron hasta 1794, en el Hospital de Viena. Allí, una voz anónima bautizó a su manera en un folleto las 49 obras que se conservaban, con la intención de despertar en el público más la risa y el sarcasmo que la emoción estética. Las esculturas reciben nombres como El hombre que sufre de estreñimiento, El hipócrita y el calumniador, El hombre que bosteza...
Con estos títulos azarosos se les conoció siempre y se siguen conociendo. A finales del siglo XIX, la colección se diseminó en una subasta en Viena. No era extraño: hasta los años veinte las extrañas cabezas de este escultor austriaco no comenzaron a atraer a los estudiosos y a los artistas, que veían en ellas una auténtica premonición de su propio expresionismo. Ahora constituyen un objeto de deseo por parte de cualquier museo o coleccionista, aunque se siga sabiendo tan poco como antes de su enigmático autor...
ANTONIO JIMÉNEZ BARCA - París - 24/02/2011
Rethalhado del sitio: http://www.elpais.com
PEQUENO RESUMO DA HISTÓRIA DA CONSERVAÇÃO/ RESTAURAÇÃO por Luciana Bonadio Part.1

Rethalhado do site: http://www.conservacao-restauracao.com.br
Artigo extraído do site "CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO" de Gilca Flores.
Seguindo o artigo que é baseado no livro de Ana Maria Macarrón Miguel, embora um resumo vou dividir em três partes para um melhor acompanhamento.
O pequeno resumo abaixo tem por objetivo dar uma noção geral e introdutória sobre a história da conservação e restauração de bens culturais móveis e integrados.
Neste não se menciona a história da conservação/ restauração no Brasil, visto que foi utilizado como base para a sua construção o livro da autora Ana Maria M. Miguel, que aborda a conservação/ restauração na Europa.
Por meio deste resumo não se pretende analisar ou fazer qualquer tipo de julgamento sobre as intervenções de restauro ao longo da história. É um texto que cita fatos e aponta as mudanças ocorridas nas ações e critérios usados para intervenção em obras de arte.
Baseado no livro de Ana Maria Macarrón Miguel “Historia de la conservación y la restauración: Desde la antigüedad hasta finales del siglo XIX.”
Parte 1
Os antigos gregos já priorizavam a conservação de suas obras, praticando a Conservação Preventiva, pois faziam a seleção de materiais e técnicas para a execução de suas esculturas e pinturas. Os templos tinham o papel dos museus, onde as esculturas e outras peças eram inventariadas e as esculturas arcaicas eram enterradas. A Restauração era praticada para recompor partes de peças que eram danificadas pelas guerras e roubos.
Na Roma antiga, a prática do colecionismo indicava poder social e político. As coleções eram privadas, e as obras eram modificadas ao serem obtidas. Faziam-se cópias e reproduções e praticavam-se intervenções drásticas, como a transposição de pinturas murais para painéis de madeira. Os romanos, pela dominação territorial extensa, absorveram várias culturas e religiões, modificando-as. Buscavam a imortalidade da matéria. Devido a isso, a restauração era vista como magia, pois o restaurador era aquela pessoa especial que dava vida à obra através do realismo obtido pelas intervenções. O restaurador tinha cargo público: curator statuarum.
Na Idade Média, a Conservação/Restauração estava ligada à recuperação de materiais. A pobreza e a falta de matéria-prima levavam à destruição de monumentos e à refundição de esculturas e peças de metal; buscavam-se recuperar pedras e peças de monumentos abandonados; os templos, termas e teatros serviam como canteiros de obtenção de mármores; fragmentos e esculturas inteiras de mármores eram queimados para a fabricação da cal utilizada na argamassa. As obras sofriam intervenções “utilitárias” ou de gosto, e o restaurador era considerado o artista, pois as “corrigia”.
Inicia-se então um grande desenvolvimento de técnicas e do fazer artesanal, com o qual aparecem os primeiros tratados técnicos, fruto das experiências dos
monastérios, como o Libro Del Arte, de Cenino Cennini (séc. XIV), sobre técnicas pictóricas.
Com o Renascimento, a Restauração fez prevalecer a instância estética sobre a histórica, através de inserções e renovações que mudam o significado iconográfico das obras: há uma busca de avanços tecnológicos e emprego de materiais distintos dos do original mas com o intuito de depois igualá-los através de pátinas; há presença de um colecionismo conservador e recuperador, motivado pelo gosto classicista; surgem falsificações através de intervenções que se aproximam do original, e são motivadas pelo gosto dos antiquários; ocorrem modificações no tamanho e formato das obras, devido à mudança de gosto e também às trocas de coleções, assim como, nas imagens, por meio de transformações mais realistas e também pelas mudanças de fundos; as intervenções relacionadas à religião alteram as obras por razões de culto, seja para valorizar o santo ou para substituí-lo por outro cuja devoção fosse mais atual; imagens consideradas indecentes são destruídas; imagens religiosas com grandes lacunas são queimadas em nome do respeito; proíbem-se as imagens de nus, nas quais são colocados vestidos e “panos de pureza”.
22 fevereiro 2011
17 fevereiro 2011
A arte que Eike batista destruiu!
Eike Batista comprou o Hotel Glória, no Rio de Janeiro, e na reforma destruiu os painéis do artista plástico João Martins, pintados à mão na década de 1960. O tema virou polêmica no twitter através da hashtag #AzulejosHotelGlória.
Matéria na integra AQUI
Algumas das obras:


Matéria na integra AQUI
Algumas das obras:


16 fevereiro 2011
      A colcha de retalho de Roberto Ploeg

Artista plástico Roberto Ploeg nasceu em Valkenburg aan de Geul, na Holanda, em 1955. No final da década de 70, veio para o Brasil fazer mestrado em Teologia Latino americana. Anos depois de suas atividades como teólogo da libertação, no ano de 1995, direcionou suas energias para a criação artística.
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