CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE BENS CULTURAIS

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25 outubro 2011

Lista do Patrimônio Mundial no Brasil

A UNESCO desenvolve atividades para a proteção e conservação do patrimônio natural e cultural brasileiro, incluindo-se aí os sítios declarados pela UNESCO "Patrimônio da Humanidade", conforme lista abaixo. O site do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) traz mais detalhes sobre cada um dos sítios do Patrimônio Mundial no Brasil, assim como o site Patrimônios Culturais da Humanidade no Brasil (veja os links selecionados desta página). 


Rethalhado de http://www.unesco.org/

13 outubro 2011

O Recôncavo baiano - Cachoeira/ BA



O Recôncavo baiano é a região geográfica localizada em torno da Baía de Todos-os-Santos, abrangendo não só o litoral mas também toda a região do interior circundante à Baía. O Recôncavo inclui a Região Metropolitana de Salvador, onde está a capital do estado da Bahia, Salvador.
As outras cidades mais importantes são: Santo Antônio de Jesus, Candeias, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Maragojipe e Cruz das Almas. A região é considerada muito rica em petróleo. Na agricultura a cana-de-açucar, mandioca e algumas culturas de frutas tropicais são propícias ao plantio.
O termo, dicionarizado como brasileirismo, tem como sinônimo apenas recôncavo, na acepção de "extensa e fértil região da Bahia" e deriva da situação geográfica, em torno da Baía de Todos os Santos, que guarda grande riqueza cultural e histórica.
   Na foto acima a esquerda a Prefeitura Municipal de Cachoeira, na Bahia. O município, localizado no Recôncavo Baiano a 111 km de Salvador, é uma das principais referências da cultura da baianidade e acima a direita as fachadas dos edifícios e sobrados e o antigo calçamento das ruas de Cachoeira traduzem a ligação desta antiga cidade com os valores históricos.

A cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano a 111 km de Salvador, é uma das principais referências da cultura da baianidade. Com uma população de maioria afrodescendente, o município também é notabilizado pela cultura dos séculos 18 e 19 e pela sua religiosidade, onde os rituais católicos se misturam com os preceitos do candomblé.
Tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan), no início da década de 1970, a cidade reúne o segundo maior conjunto arquitetônico do estilo barroco na Bahia. Exemplo disso é o conjunto que abriga a Igreja e o Convento do Carmo, que já possui mais de dois séculos. No interior da Casa de Oração estão guardados verdadeiros tesouros, como trabalhos em talha dourada e imagens sacras de tamanho natural, além de artefatos construídos sob influência oriental.

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Rethalhado: 

06 outubro 2011

Restauro na Piratinino em fase final - Pelotas/RS

      
     O trabalho de revitalização da caixa d''água da praça Piratinino de Almeida, em Pelotas, uma das únicas no mundo totalmente de ferro, deve estar concluído até o início do próximo mês. Houve atraso na entrega das obras porque o monumento precisou de reparos não previstos no projeto inicial. O restauro começou em dezembro de 2010 e deveria estar pronto em junho.
    Subsidiada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a revitalização envolve as secretarias de Qualidade Ambiental e de Gestão Urbana. Depois de pronta, a caixa d''água da Piratinino voltará a auxiliar no abastecimento da cidade, além de complementar o patrimônio histórico e turístico da região. "Estamos terminando a obra e a previsão é de que seja inaugurada na última semana de outubro ou no início de novembro. Ela está praticamente pronta, mas, quando se trata de restauro, surgem coisas não previstas e, por isso, tivemos que encomendar mais projetos", diz a arquiteta Helenice Couto. Segundo ela, falta concluir um trecho de pavimentação, pintura, parte elétrica e alguns ajustes.
     O minucioso trabalho começou com o desmonte das peças degradadas. Depois, foi feita a demolição de alvenarias construídas fora da originalidade do monumento e retirado o piso, para não ser comprometido. A caixa d''água de ferro fundido recebeu jateamento e teve todas as peças danificadas recuperadas.

30 agosto 2011

FUNDADA ASSOCIAÇÃO DAS CIDADES HISTÓRICAS DO RIO GRANDE DO SUL

CAÇAPAVA DO SUL FOI SEDE DO ENCONTRO

    Nos dias 16 e 17 de Março de 2011, no salão de eventos do hotel Karlton, em Caçapava do Sul estiveram reunidos representantes de 10 cidades inseridas no PAC-CH para a Fundação e Aprovação do Estatuto da Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul (ACHRS).
   Além do anfitrião prefeito Zauri Tiaraju de Castro estiveram presentes o prefeito de Jaguarão e os vice-prefeitos de São Miguel das Missões e de São Nicolau, além de gestores públicos dos municípios de Caçapava do Sul, Jaguarão, Bagé, Novo Hamburgo, Pelotas, Piratini, Porto Alegre, e Rio Grande. Os representantes dos municípios de Antonio Prado e General Câmara, não estiveram presentes, no entanto manifestaram seu apoio a associação.
O evento também contou com a presença (durantes os dois dias) de Anderson Cabido (Presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e Prefeito de congonhas, MG) apoiando e contribuindo com sua experiência.
   Também participaram do Encontro: a Superintendente da 12ª SR - IPHAN (Ana Meia), o diretor do IPAHE (Eduardo Hann), a diretora do Campus da Unipampa de Jaguarão (Maria de Fátima Ribeiro) e a representante do Comitê da Transversalidade do Governo Estadual (Brenda Spindola).
    Conforme a assessora de projetos especiais da prefeitura de Caçapava do Sul (Claudia Uessler) o objetivo dessa Associação é de que haja uma maior integração e agilidade na busca de recursos - tanto técnicos como financeiros, para a preservação e promoção do patrimônio cultural e o desenvolvimento turístico local.

FONTE: DRa. CLAUDIA UESSLER

Pelotas estará representada no Encontro das Cidades Históricas

   
   A Secretaria de Cultura local (Secult) estará representada, em Juazeiro do Norte, Ceará, por ocasião da realização do 4º Encontro Nacional de Cidades Históricas e Turísticas. Para tanto, o Superintendente de Cultura, Mogar Pagana Xavier, desloca-se ao Nordeste com o objetivo de apresentar a experiência do município com relação ao tema.
   O Encontro realiza-se entre os dias 1º e 3 de setembro, no Memorial Padre Cícero, e contará com a presença do ministro do Turismo, Pedro Novais, que presidirá a cerimônia de abertura.
   A 3ª edição do Encontro foi realizada no ano passado na cidade de Belém (PA) e reuniu representantes de pelo menos 35 cidades históricas e turísticas, possibilitando a discussão de estratégias conjuntas de enfrentamentos dos problemas do setor.

"Será de 1 a 3 de setembro, em Juazeiro do Norte, o IV Encontro das Cidades Históricas e Turísticas e IV Encontro do Grupo de Trabalho do Turismo Religioso. A prefeitura, através da Secretaria de Turismo e Romarias, está empenhada no sentido de recepcionar e garantir aos participantes de todo o Brasil uma saudável acolhida. Além disso, a infraestrutura necessária para o evento no Memorial Padre Cícero com a chancela do Ministério do Turismo. Este ano o evento será realizado simultaneamente com o GT de Turismo Religioso numa deferência especial ao Juazeiro por conta dos 100 anos de emancipação política e o fato de se constituir um dos principais pólos de romarias do Brasil. Vários temas serão debatidos e um deles é a criação da Associação das Cidades Históricas e Turísticas, mas a programação ainda está sendo definida. Trata-se de uma entidade jurídica destinada à defesa dos interesses das cidades históricas e turísticas com todo o apoio do IPHAN. (Demontier Tenório)"

25 agosto 2011

NA MIRA DO RESTAURO: Estação férrea de Pelotas/RS

  Localizada no Largo de Portugal, foi construída em 1884, para servir à linha ferroviária Rio Grande – Pelotas – Bagé (tripé porto-charque-gado), foi implantada graças ao empenho do conselheiro Gaspar Silveira Martins.
  O prédio possui um salão principal onde temos a bilheteria e o acesso ao pátio dos trens. À esquerda funcionava a administração e, à direita, o setor de saúde ocupacional. O prédio possui 15 cômodos e no andar superior se encontra a residência do agente. Foi construída com três portas centrais, marquise de vidro, mansardas com oito janelas água-furtada, platibanda com balaústres de cimento, frontão central trabalhado, pinhas nas esquinas do telhado e das platibandas do andar superior.
  Foi inaugurada em 02 de dezembro de 1884, segundo jornal da época, "de forma fria e constrangedora", pois estava marcada apenas uma rápida parada dos trens na estação de Pelotas, o que foi reprovado pela comunidade que achou melhor não prestigiar os atos de inauguração. Mas, ao longo da ferrovia, houve muitas comemorações. A implantação da ferrovia e construção da estação repercutiu fortemente no desenvolvimento e no crescimento urbano de Pelotas. Logo se tratou da criação de uma rede viária capaz de ligar a estação ao resto da cidade, o que induziu o crescimento em direção ao "largo da estação".
Por volta de 1930, foram construídas duas laterais com porta e janelas, iguais para cada lado, mas sem mansardas, das quais foram retiradas as janelas, assim como as pinhas. A plataforma de embarque e desembarque é protegida por longa cobertura, estruturada a partir de "mãos-francesas" de ferro. O velho sino e o relógio, com duas faces, uma para dentro do saguão e outra para a plataforma de embarque, são originais no saguão de entrada (hoje foram retirados). A partir de janeiro de 1998, o imóvel foi abandonado, depredado e até incendiado. Hoje permanece assim, à espera de algum tipo de investimento que o recupere.











ACIMA: (esquerda) O pátio da estação, com o prédio ao fundo,no centro, em 1985. (direita) A mesma cena em 2007. O abandono após 22 anos é claríssimo (Fotos Alfredo Rodrigues).
 
                 Nota:
"O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou a cessão da estação férrea ao município de Pelotas, durante cerimônia realizada no salão nobre da prefeitura. Na mesma data, o prefeito Adolfo Antonio Fetter e o procurador da República Mauro Cichowiski dos Santos assinaram o Termo de Destinação de Verbas Judiciais para a Restauração e Instalação do PROCON e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador no prédio. O prédio da Estação Férrea de Pelotas é tombado pela lei municipal nº 4.315 de 22 de Setembro de 1998 e inventariado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphe). Atualmente há um projeto que visa a requalificação do prédio e do seu entorno, em busca de abrigar o Centro de Referências em Saúde do Trabalho Macrorregião Sul (Cerest) e o PROCOM. O projeto propõe a revitalização completa do prédio.
  O projeto de Recuperação e Reciclagem da Estação Férrea de Pelotas, desenvolvido pelas secretarias de Gestão Urbana (SGU) e Cultura e aprovado pelo Iphan, prevê a demolição e remoção das interferências não originais e a restauração das características tipológicas do conjunto. Além de restaurar totalmente importante símbolo da memória dos belgas, construtores da malha ferroviária, proporcionará mais espaço para as atividades do Procon e do Cerest e amplo estacionamento. O projeto está estimado em cerca de R$ 1,5 milhão – proveniente do Ministério Público Federal (MPF) e do Cerest -, mas Xavier esclarece que o valor pode mudar, uma vez que depende das variações de preços."

1884 – Estação de Pelotas na época de sua inauguração. Foto cedida por Wanderley Duck

1969 – Ainda com movimento de locomotivas a vapor. Foto cedida por Antonio A. Gorni



2003 – As duas fotos acima já mostra a estação totalmente abandonada. Foto Rodrigo Cabredo


"Depois de tantos carnavais, descaso e destruição a sociedade Pelotense aguarda um desfecho digno a sua estação ferroviária!! Esperamos que o mais breve possível."

 Agradescimentos pela matéria:
 Alexandra Viana;Andréia Conceição;Bruna Cardoso;Cintia Silva;Daniela Pierobom.
 *http://www.defender.org.br/pelotasrs-estacao-ferrea-tem-nova-destinacao
 *http://www.estacoesferroviarias.com.br/rs_bage_riogrande/pelotas.htm

16 agosto 2011

Pesquisa da UFPel resgata memória das Carruagens fúnebres em Pelotas/RS

    Terra dos charqueadores, da cultura e dos casarões. Pelotas. Princesa do Sul. Cidade que agora resgata o passado com a restauração dos prédios históricos. As carruagens fúnebres também são parte importante deste processo. Até a década de 70, do século 20, estes carros, ricos em adornos, ainda faziam o cortejo dos mortos até o campo santo.
    A história da arte funerária de Pelotas não está apenas nos cemitérios e nas marmorarias, também pode ser encontrada nestas carruagens ou antigos carros fúnebres, um branco e outro preto, que eram utilizadas pelas famílias mais abastadas da cidade para o cortejo até o cemitério São Francisco de Paula, onde seriam sepultados os seus mortos.
   Com a finalidade de resgatar a memória das carruagens fúnebres e parte da história da sociedade pelotense, a formanda do curso de Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis, do Instituto de Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Luciane dos Santos Machado, desenvolve o trabalho de conclusão de curso sobre o tema A presença de iconografia maçônica nos ornatos das carruagens fúnebres de Pelotas, com a orientação da professora Luíza Fabiana Neitzke de Carvalho.
Saiba mais sobre o trabalho de Luciane, o projeto de Restauro de Peças do Acervo Sacro do Museu da Baronesa e muito mais, na matéria especial completa que está na edição impressa do Diário Popular desta terça-feira (16/8/2011).

Por: Jussara Lautenschläger
jussara@diariopopular.com.br

30 junho 2011

LEIA ON LINE: DA RUINA AO EDIFICIO: NEOGOTICO, REINTERPRETAÇAO E PRESERVAÇAO DO PATRIÔNIO Por Cristina Meneguello

O presente trabalho, ao estudar o revival gótico e o medievalismo presentes na história, na arquitetura e nas artes da Inglaterra do século XIX, examina as estratégias de interpretação do passado histórico presentes na cidade industrial. Analisando o paradigma da cidade de Manchester como a cidade industrial por excelência, este trabalho observa a criação de um discurso sobre o passado local, intensificado quando da edificação da nova prefeitura da cidade e das escavaçóes das ruínas romanas em sua região central. Procede-se a uma análise do movimento neogótico, a partir da historiografia da época e posterior, questionando as idéias de sobrevivência, de revival e de historicismo na arquitetura. Centrando-se nas figuras de A.W.N.Pugin, John Ruskin e William Morris, o presente trabalho observa identidades entre o revival e o movimento Arts and Crafts, especialmente na questão do ornamento e da celebração da habilidade do artífice. Por fim, considerando-se o neogótico e o medievalismo em sua forma mais ampla, oferece-se uma explicação que se move em duas frentes: a criação das cidades de industriais e das cidades-jardim entendidas como um retorno à idéia de comunidade medievalizada que projeta o passado para o futuro; e o surgimento das primeiras sociedades de preservação do patrimônio na Inglaterra, atribuindo significados históricos à sua aversão ao restauro dos edificios e à sua defesa do passado tangível das ruínas, as quais indicam a permanência do passado no presente.

LEIA ON LINE EM : http://tinyurl.com/62o79nq

29 junho 2011

Viver, lembrar, esquecer

   A questão do esquecimento nas sociedades atuais será o tema central do 5º Seminário Internacional em Memória e Patrimônio, organizado pela UFPel. Que este ano será realizado de 5 a 7 de outubro.
   O Esquecimento vem sendo estudado no século XX em relação com o genocídio judaico. As revelações sobre o Holocausto mostraram à humanidade um “dever de lembrar”, especialmente quando há crimes considerados imprescritíveis, ou seja, cujo julgamento nunca deveria ser arquivado.
  Mesmo quando as recordações chegam à consciência com agrado, é possível que o esquecimento tenha também sua função mental. Os vazios da memória são na verdade defesas que ajudam a tirar do pensamento aqueles momentos que não foram aceitos ou compreendidos.
  Portanto, a pessoa não lembra o que aconteceu e não consegue desenvolver-se na vida e construir um futuro. Trata-se de um tema a ser integrado com a psicologia e os estudos sobre a dor e a felicidade.
  Na foto maior, reproduzida do Quiosque Nelson Nobre, o Laranjal nos anos 50. Hoje, vemos carros bem diferentes, pavimento, calçadão novo, mais artifícios. A areia será a mesma? E as palmeiras? Algumas pessoas podem ainda estar vivas; talvez várias já faleceram. Terão sido esquecidas?
  Alguns dos painéis temáticos do V SIMP e seus coordenadores:
  • Literatura, memória e trauma - Aulus Martins
  • Fotografia e Esquecimento ou a “imagem sem imaginação” - Francisca Michelon
  • Lembrar, esquecer, narrar - Carla Gastaud
  • A conservação e restauração do patrimônio cultural como resgate da memória - Andréa Bachettini
  • Museus e acessibilidade: ser visto para não ser esquecido - Francisca Michelon e Nóris Pacheco Leal
  • Memória e esquecimento: por entre traços, rastros, cicatrizes e sombras - Denise Busoletti
  • Arte e memória: visualidade entre-silêncios - Ursula Rosa da Silva 
Rethalhado do blog: http://pelotascultural.blogspot.com/

O Espírito das Ruas - Cervejaria - Pelotas/RS



Série que revela  Pelotas sob perspectiva radical. Um documento contemporâneo cuja intenção é mostrar os contrastes da Princesa do Sul às vésperas de completar 200 anos.  Nos próximos capítulos depoimentos de anônimos que ajudam a escrever a sua história. Neste capítulo cenas do prédio da antiga Cervejaria Brahma, localizada na Rua Benjamim Constant,  pertencente a Universidade Federal de Pelotas.

22 junho 2011

Museu irá resgatar a história de Pelotas

      Na manhã desta terça-feira (21), a criação do Museu da Cidade foi tema em reunião no Casarão Seis da Praça Coronel Pedro Osório. Este foi o terceiro encontro que reuniu os representantes das instituições engajadas na criação do Museu que será instalado no Casarão onde residiu, durante quatro gerações, a família Antunes Maciel.

    O superintendente de Cultura da Secult, Mogar Xavier, salientou que o Museu da Cidade tem como proposta contar a história de Pelotas através da formação étnica do seu povo, reunindo acervos públicos e privados. Xavier ainda destacou que o projeto de utilização do Museu está sendo desenvolvido pelo coletivo.

    Entre os parceiros estão o Museu do Charque, Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Clube Cultural Fica Ahí, Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, Memorial Theatro Sete de Abril, Associação Comercial de Pelotas, Associação Rural de Pelotas, Memorial dos Ex-Prefeitos, Museu do Saneamento, Museu da Etnia Francesa, UCPel – Acervo Nelson Nobre, Sociedade Libanesa, Sociedade Italiana, Sociedade Recreativa 15 de Julho, Programa de Rádio: Sempre é Carnaval, entre outros que serão confirmados nas próximas reuniões.

      Numa segunda etapa serão definidos os espaços de ocupação e a terceira etapa será a formatação do regimento interno, o plano  museológico e o decreto de criação. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pela Câmara de Vereadores.

25 maio 2011

POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DO PATRIMÔNIO: Conversando sobre Pelotas e Região


       Foi realizada nesta quarta-feira 25 de maio no auditório do MALG em Pelotas palestra com a Bacharel em direito e especialista em direito processual pela Universidade Católica de Pelotas e mestra em memória social e patrimônio cultural pela Universidade Federal de Pelotas Sra. Ivana Morales Peres assistente de promotoria da justiça especializada de Pelotas, palestrou sobre limitações ao direito de propriedade e efeitos na preservação do patrimônio cultural.
       A mestre em patrimônio cultural explanou como se deve agir juridicamente na proteção do bem cultural que trás consigo uma memória para a sociedade, contando exemplos vivênciados por ela frente a assistência da promotoria de justiça. Após a palestra esclareceu questões feitas pelos alunos. O ciclo de POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DO PATRIMÔNIO é uma realização do Grupo PET Conservação e Restauro, Curso de Conservação e Restauro, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Participe, semana próxima será a vez do palestrante Fábio Cerquera Vergara onde abordará um tema de grande importância Educação Patrimonial na cidade em Pelotas: ações para o patrimônio da cidade.

20 maio 2011

Dicas de site/blog: Monumentos do Rio - RJ

       

       Com objetivo principal de inventariar as obras de arte dos logradouros públicos do município do Rio de Janeiro, Alex Belchior, criou em 2010 o primeiro catálogo eletrônico de monumentos do Rio de Janeiro. Com mais de mil obras catalogadas e é primeiro espaço eletrônico a registrar os monumentos cariocas. Fruto de mais de dois anos de pesquisas e trabalho de campo durante as visitas técnicas como guia de turismo. 
“A história do Brasil, em parte, pode ser escrita pelos monumentos que se encontram na cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente, a falta de interesse pelos monumentos em nossa cidade e até em outros municípios é grande. Boa parte da população só conhece os monumentos pelas pichações feitas por vândalos e não pelo seu valor histórico”, lamenta Belchior, que pretende ampliar o trabalho para outros municípios do estado.
       Com sua fonte de inspiração no protótipo da famosa estátua da liberdade, localizada no seu bairro, Vila Kennedy, Bechior a tempos esta na luta pela restauração do monumento que necessita urgente de reparos. E-mails e cartas ao secretario de conservação e o prefeito de nada adiantou, apenas uma promessa de vistoria e até agora nada.

 Conheça esse trabalho de Alex Belchio.
  


Saiba mais sobre o protótipo da estátua da liberdade e seu abandono em:

13 maio 2011

Capelas no Sul podem desabar - RS




O Cristo na cruz está solitário no altar, isolado dos santos por uma faixa. Em Pelotas, com a nave central interditada desde 2009, um dos últimos templos construídos por portugueses no Estado ameaça desabar. Na vizinha Rio Grande, outro recanto da fé escapou da demolição, por enquanto.
Nos prédios centenários da Beneficência Portuguesa das duas cidades, as capelas São Pedro e Bom Jesus Crucificado aguardam por salvação.
Locais de súplicas aos santos, as capelas dos hospitais tentam sobreviver. A de Rio Grande encontrou um salvador no Ministério Público. Uma ação cautelar manteve, por enquanto, a estrutura em pé. Fechada há quase 11 anos, a Beneficência Portuguesa teve parte do prédio vendida. Segundo o promotor José Zachia Alan, o novo proprietário teria interesse em demolir a capela. A ação prevê multa de R$ 100 mil caso a decisão seja descumprida.
– Antes de demolir é preciso fazer um estudo para que não se corra o risco de perder um importante patrimônio. Em uma semana queremos concluir essa avaliação – explica o promotor.
Já em Pelotas, o milagre pretendido é o da multiplicação das finanças. Datada do final do século 19, a Capela São Pedro tem importância histórica reconhecida. Falta o dinheiro para recuperar forro, piso e abóbada.
– Aguardamos um orçamento, mas o restauro pode passar de R$ 500 mil. Estamos apreensivos, pois a capela pode desabar a qualquer momento. Vai ser preciso apoio da comunidade – afirma Francisco José Leal Serra, presidente da Beneficência Portuguesa do município.

Os templos
- Capela São Pedro – Pelotas
Precisa de reparos na abóboda, forro e piso. Custo estimado da reforma é de R$ 500 mil
- Capela Bom Jesus Crucificado – Rio Grande
Sua situação está na Justiça. Parte do prédio, onde fica a capela, foi vendido. Segundo o MP, o proprietário teria interesse em demolir. O MP aguarda estudo para atestar o valor histórico da capela

Religiosidade representada
A sacristia da Capela São Pedro virou depósito de imagens, algumas centenárias, oriundas de Portugal.
– As imagens são de uma beleza rara. É uma das capelas mais belas que eu já conheci – assegura o padre Reges Brasil, 62 anos, que morou quatro anos em Roma.
Doutora em história, a professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Larissa Patron Chaves estudou a formação das Sociedades Portuguesas de Beneficência no Estado. Ela reconhece a importância do templo pelotense:
– A capela marca a representação do ideário católico, a religiosidade portuguesa.
Apesar da estrutura condenada, as celebrações continuam, aos sábados, às 17h, em um altar improvisado, em uma das naves laterais da capela.
– Os fiéis não desistem. A capela precisa ser recuperada – diz o padre Severino Frizzo.

02 maio 2011

Ciclo de Palestras Políticas Públicas e Gestão do Patrimônio

O Grupo PET Conservação e Restauro e o Curso de Conservação e Restauro do ICH/UFPEL organizam o ciclo de palestras POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DO PATRIMÔNIO: Conversando sobre Pelotas e Região. Confira os detalhes e a programação abaixo.

Promoção: Grupo PET Conservação e Restauro, Curso de Conservação e Restauro, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Local
: Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo – MALG
Horário
: 19:30h
Inscrições gratuitas no Local.
Emissão de certificados para inscritos com mínimo de 8 presenças

PROGRAMAÇÃO:
04/05  Arquiteto Fábio Caetano
| Sec. Cult.- ‘’O Programa Monumenta em Pelotas’’
11/05  Profª. Andréa Bachettini
| ICH | UFPel – ‘’Financiamentos para Projetos de Restauro de Bens Culturais Móveis’’
25/05  Advogada Ivana Morales Peres
| Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas – ‘’ Limitações ao Direito de Propriedade e Efeitos na Preservação do Patrimônio Cultural’’
01/06 Prof. Fábio Cerqueira Vergara
| ICH | UFPel – ‘’Educação Patrimonial em Pelotas: ações para o Patrimônio da Cidade’’
08/06  Profª. Noris Mara Pacheco Martins Leal
| ICH | UFPel  – ‘’O Estatuto dos Museus e o Papel do IBRAM quanto à Formulação da Política Nacional de Museus’’
15/06  Prof. José Vicente de Freitas
| PPGEA |FURG – “Políticas Públicas para a Proteção do Patrimônio Ambiental no Brasil”
22/06  Prof. José Luis de Pellegrin
| Diretor do DART | PREC |  UFPel  – ‘’Estudos e ações para um projeto da UFPel em prol da proteção do Patrimônio Cultural de Pelotas’’

CHAMADA PARA INSCRIÇÃO DE PROPOSTAS


A Revista Memória em Rede, periódico eletrônico quadrimestral publicado pelo Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas está recebendo inscrição de contribuições para as sessões artigos, ensaios, ensaios visuais, relatórios de pesquisa e resenhas de livros que contemplem as vertentes temáticas com as quais trabalha, para os números 6 e 7, conforme calendário e temáticas abaixo. As propostas inscritas serão avaliadas pelo conselho editorial da revista e se aprovadas, serão incluídas nos referidos números a serem publicados em 31 de agosto e 31 de dezembro de 2011.
Data limite para recebimento das propostas Data limite para divulgação dos aceites Data de publicação Tema do dossiê
6 30 de maio 30 de julho 31 de agosto Patrimônio e Cidade
7 30 de agosto 31 de outubro 31 de dezembro Memória e esquecimento
Normas e formulário de transferência de direitos autorais disponíveis em
http://www.ufpel.edu.br/ich/memoriaemrede/normas/
Endereço para envio de propostas
memoriaemrede@gmail.com

19 abril 2011

Sem conservação adequada, réplica da Estátua da Liberdade da Vila Kennedy ameaça cair - Rio de Janeiro

         

       A mais antiga versão brasileira da Estátua da Liberdade, instalada em uma praça na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, está prestes a cair - e não será por obra de terroristas antiamericanos. Sem conservação adequada, a escultura exibe rachaduras e infiltrações, como mostra o leitor Alex Belchior.
       "A estátua da Liberdade da Vila Kennedy mostra a triste realidade dos monumentos da Zona Oeste. Nenhum deles foi recuperado pela prefeitura", afirmou o internauta, que recomenda reparos urgentes.
       Produzida pelo mesmo artista da obra americana, o francês Frédéric Auguste Bartholdi, a escultura foi doada ao então governador Carlos Lacerda pelo comendador José Ferreira da Rocha Paranhos para marcar a inauguração da Vila Kennedy. O bairro foi criado para abrigar moradores de 27 favelas desapropriados pelo lacerdismo. As obras receberam investimentos dos EUA e, por esse motivo, o protótipo foi posto na entrada do complexo residencial, que ainda foi batizado com o nome de uma das famílias de políticos mais tradicionais daquele país.
       Segundo o professor do Instituto de Geografia da Uerj e especialista em História do Rio, João Batista Melo, a estátua é um símbolo do posicionamento político do Brasil em relação ao comunismo.
- A Vila Kennedy foi um presente dos EUA para o país. A intenção do governo Kennedy era de garantir que os países latinoamericanos se posicionassem a favor do capitalismo, já que Cuba tinha acabado de apoiar a extinta União Soviética. Para isso, firmaram acordos, garantindo dinheiro. A escultura representou muito nesse momento de definições - esclareceu Melo.
A Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) informou que já está em estudo, por meio da Gerência de Monumentos e Chafarizes, um projeto para revitalização da obra, previsto para ser implementado ainda este ano. 

Retalhado do site http://oglobo.globo.com/

13 abril 2011

Fetter e Ambar estudam parceria para manutenção da Baronesa

       Procurado por membros da Associação dos Amigos do Museu da Baronesa (Ambar), o prefeito Adolfo Antonio Fetter, em reunião no Paço Municipal nesta quinta-feira (7), aprovou a iniciativa do grupo de buscar fontes alternativas para manutenção do patrimônio. A ideia da entidade é transformar a casa auxiliar do parque num Coffee Shop e espaço aberto a eventos, em harmonia com as características históricas e arquitetônicas, com a meta de gerar receita permanente destinada a restauros. Lançamentos de livros, exposições e coquetéis são algumas possibilidades elencadas pelos associados, além da própria atividade comercial.
         No debate, o prefeito esclareceu que se trata de edificação inventariada, histórica, e que qualquer parceria entre Poder Público e instituição privada – mesmo sem fins lucrativos – tem de ser firmada via convênio. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SDET), Eduardo Macluf, prontificou-se em ser o interlocutor da Prefeitura e da associação para a reuniões entre representantes das secretarias envolvidas e os articuladores do projeto, bem como formalização dos trâmites que viabilizarão o trabalho conjunto.
         “O secretário Macluf poderá auxiliar vocês na organização destas ideias, mas a iniciativa precisa ser da Ambar. Secult, que administra o Museu, Procuradoria Geral do Município, responsável pelos pareceres, e outros órgãos, como a SMU, devem participar”, orientou Fetter, enfatizando a necessidade de composição de uma minuta do projeto. O chefe do Executivo recomendou também aos integrantes da entidade que – neste documento, cujo fim é concretizar o acordo formal entre as partes – sejam mencionados detalhes da cafeteria, a proposta de plano diretor de uso da área e outras benfeitorias, entre elas uma pista de caminhada.
         Outra diretriz de Fetter, na ocasião, foi a contratação de um arquiteto que, segundo ele, deve ser feita pela Ambar, tendo em vista a necessária aprovação da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), representada na reunião pelo gestor titular, Luciano Oleiro. Presidente da associação, que promove frequentemente eventos para arrecadação de fundos e qualificação da área, Maria Rita Sampaio destacou, na audiência de hoje – da qual participaram ainda os associados Nicola Caringi, Patrícia Penteado, Laura Tonial e Rejane Timm –, a importância sob o ponto de vista turístico desta soma de esforços.
         Em concordância com a dirigente da Ambar, Macluf saudou a mobilização, frisando a relevância das parcerias entre governo e instituições em busca da otimização das ações de fomento ao turismo local. Acerca do reconhecimento de Pelotas como polo atrativo de desenvolvimento do setor, o prefeito assinalou que a largada para a comemoração dos 200 anos do Município foi dada e trará exatamente a tônica em discussão. “De 1º de julho desse ano a 7 de julho de 2012, teremos um calendário de celebração do bicentenário focado na história, na cultura, no patrimônio, nas potencialidades e nas vocações econômicas da cidade”, antecipou Fetter.


Rethalhado do site http://www.pelotas.rs.gov.br
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